Revisado em: 03/12/2025
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A pele é o maior órgão do corpo humano e o câncer na região é bastante frequente

Se você reparou uma pinta, mancha ou lesão de pele que parece “diferente do normal”, é hora de pesquisar e ter atenção redobrada. Algumas podem indicar um dos tipos de câncer de pele e quanto mais rápido você agir, buscando atenção médica, mais rápido você poderá iniciar o tratamento.
O câncer de pele é um dos mais frequentes no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Anualmente, pelo menos 180 mil novos casos são registrados. Entre os tipos mais comuns, está o câncer de pele não melanoma, com uma letalidade baixa. Ainda assim, os números continuam sendo altos.
Já os cânceres mais comuns são os carcinomas basocelulares e espinocelulares. Ambos são responsáveis por mais de 170 mil casos por ano. Entre os mais raros e letais, o melanoma é o mais agressivo, registrando mais de 8 mil casos anualmente.
Quando são detectados de maneira precoce, as chances de cura são altas e os tratamentos tendem a ser menos agressivos.
O câncer de pele acontece quando há um crescimento anormal e descontrolado das células presentes na derme e epiderme (camadas da pele). Esse crescimento é geralmente provocado por danos ao DNA dessas células, resultado da exposição à radiação ultravioleta (UV), do sol ou de fontes artificiais.
Em alguns casos, os fatores de risco podem estar ligados às queimaduras solares, o uso de câmeras de bronzeamento e até mesmo o histórico familiar.
Este crescimento gera células com a capacidade de invadir os tecidos normais ao seu redor ou, eventualmente, se desprender do tumor original, se disseminar pelo sangue ou linfa e se desenvolver em outros órgãos (metástases).
A pele é o maior órgão do corpo humano e o câncer de pele é o tumor mais prevalente no mundo, inclusive no Brasil. Porém, quando detectado precocemente, as chances de cura são altas.
Dermatologistas e oncologistas são profissionais capacitados para identificar e dar andamento com o tratamento adequado para o seu caso. A Rede Américas possui especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Basicamente, os três principais tipos de câncer de pele mais comuns são:
Além desses, existem outros tipos menos comuns, mas que exigem igual atenção.
Corresponde a cerca de 10% dos tumores de pele. Sua apresentação mais comum é a de uma pinta. Apesar de ser menos frequente, é o tipo responsável pelo maior número de mortes por câncer de pele.
Esse tipo de câncer de pele tem origem nas células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele (melanócitos). Pode surgir em qualquer área do corpo. Apesar de ser raro, em comparação aos demais tipos, o melanoma é responsável pela maioria dos óbitos ligados ao câncer de pele.
O câncer de pele tipo melanoma pode surgir em qualquer parte do corpo, muitas vezes em cima de pintas ou manchas já existentes ou até mesmo em áreas sem o histórico de mancha visível.
Quando o melanoma é detectado em fase precoce, a cirurgia pode ser suficiente para curar o paciente. Além de ser considerado o tipo mais grave, há o risco de se espalhar para outros órgãos (metástase) e apresenta alta taxa de mortalidade nas fases mais avançadas.
Quando o melanoma é detectado em fase precoce, a cirurgia pode ser suficiente para curar o paciente. Mesmo em fases mais avançadas, há possibilidade de cura. Entretanto, o tratamento dependerá de outras estratégias, sobretudo com medicações associadas.
Surge nas células basais, que estão localizadas na camada mais profunda da pele. O carcinoma basolcelular (CBC) representa cerca de 75% dos tumores de pele e é considerado o mais comum. Porém, é o que tem menor risco de morte.
Geralmente, se apresenta como um nódulo na pele, de aspecto grosseiro e, comumente, com um ponto aprofundado na superfície. Esse tipo de câncer tende a aparecer em áreas com maior exposição ao sol, como o rosto, pescoço, orelhas e braços.
O carcinoma basocelular costuma crescer lentamente e são poucos os casos em que ele causa metástase.
Leia também: Tratamentos para carcinoma basocelular – quais são e o que esperar
Esse tipo de câncer representa cerca de 15 a 20% dos casos e é considerado o segundo tipo de câncer de pele mais frequente.
Assim como o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular (CEC) também pode se desenvolver em regiões expostas ao sol ou em locais da pele previamente danificada, como cicatrizes ou em áreas de inflamação crônica.
Na maioria das vezes, surge uma ferida persistente que não cicatriza. Também pode aparecer no formato de uma verruga.
É um câncer mais agressivo que o basocelular e há mais riscos de se espalhar para outros órgãos, exigindo uma atenção mais rigorosa da equipe médica.
Os carcinomas basocelular e espinocelular, quando diagnosticados precocemente e tratados adequadamente, possuem altas taxas de cura.
Na maioria das vezes, o tratamento envolve remoção da lesão. Podem ser realizadas cirurgias ou técnicas de excisão, além do acompanhamento dermatológico.
Como esses tumores crescem lentamente e têm menor risco de metástase, a detecção precoce costuma ser suficiente para controle efetivo.
O melanoma é o tipo de câncer de pele com maior risco em termos de mortalidade e tem necessidade de um tratamento mais complexo. Quando não detectado cedo, ou em estágios mais avançados, o melanoma pode invadir tecidos profundos e se espalhar para os linfonodos e órgãos internos.
É por isso que mesmo que alguns tipos de melanoma sejam curáveis no início, a vigilância constante e a atenção a sinais de alerta são fundamentais e decisivos.
Ficar atento a mudanças na pele é um dos passos. Alguns dos sinais de alerta são:
Caso você detecte um desses sinais, é imprescindível fazer o acompanhamento com um médico especialista na área de dermatologia ou oncologia.
Essa regra é um tipo de teste que nos ajuda a avaliar as características de pintas suspeitas e que podem ser um câncer de pele.
Na dúvida, procure sempre um dermatologista para uma avaliação mais específica.
Leia também: Sintomas de carcinoma basocelular – quais são e o que observar
Quando há suspeita de câncer de pele, o caminho é sempre consultar um dermatologista ou oncologista. O exame clínico da pele ajuda o especialista a identificar características suspeitas.
Durante a consulta com o dermatologista, o médico avalia o sinal em um exame chamado dermatoscopia digital. Nele, uma espécie de lente de aumento checa mais de perto a região.
Em muitos casos, o profissional indicará a biópsia, que é a remoção de uma pequena parte ou de toda a lesão para uma análise microscópica. Essa análise poderá confirmar ou não se há células cancerígenas. Caso seja positivo o resultado, ainda é possível identificar qual o tipo de câncer de pele.
Atualmente, em casos de pessoas que possuem muitas pintas ou predisposição genética para o câncer de pele, os dermatologistas realizam um mapeamento das pintas e acompanham as lesões durante anos, verificando se ocorre ou não uma evolução.
Após os exames, e de acordo com as características da pinta, o médico define se há necessidade de remoção cirúrgica.
O tratamento varia de acordo com o tipo de câncer de pele e também conforme a sua extensão, agressividade e localização do tumor.
Na maioria das vezes, o tratamento é cirúrgico e consiste na retirada da lesão. Há ainda diversas técnicas como curetagem, criocirurgia (congelamento da lesão), cirurgia a laser e terapia fotodinâmica.
Podem ser indicados tratamentos como radioterapia, quimioterapia e imunoterapia, dependendo de cada caso.
Em casos em que há maior risco de recidiva, pode ser necessário realizar um tratamento preventivo sistêmico (venoso ou oral) por um ano.
Os tipos mais comuns de câncer de pele estão relacionados à exposição aos raios ultravioleta (UV) do sol.
Outra fonte de radiação UV são as câmaras de bronzeamento artificial. Dessa forma, a prevenção depende do controle da exposição solar.
Veja abaixo formas de prevenir o câncer de pele:
Com algumas medidas simples e práticas no dia a dia, é possível observar e prevenir o câncer de pele. Consulta frequente com um clínico geral ou dermatologista já podem ajudar na detecção precoce (se houver) de um possível câncer.
Leia também: Como escolher o melhor protetor solar?
Observar uma pinta ou mancha na pele pode gerar preocupação — e esse cuidado faz sentido. Entre os tipos de câncer de pele mais comuns, o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular são os que mais aparecem, geralmente com bom prognóstico se identificados cedo.
Já o melanoma exige atenção especial, por ser menos frequente, porém mais agressivo.
Se você notar algo diferente, como uma pinta que mudou, uma ferida que não cicatriza, uma mancha nova, não ignore. A avaliação médica, o diagnóstico precoce e os cuidados simples de prevenção podem fazer toda a diferença. Cuidar da pele é cuidar da vida: a prevenção e o olhar atento valem muito.
Caso tenha identificado algum dos sinais de câncer de pele, não hesite em marcar sua consulta na Rede Américas. Nosso corpo de profissionais está à disposição para atendê-lo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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