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A temperatura elevada nem sempre está presente, mas quando aparece, pode indicar a gravidade da infecção nos seios da face

Aquela pressão na cabeça que piora ao se abaixar, o nariz que insiste em ficar entupido e uma sensação de peso no rosto. Esses são os sinais clássicos de uma crise de sinusite. Mas, de repente, o termômetro confirma a suspeita de que algo mais está acontecendo: febre.
Essa combinação de sintomas pode gerar dúvidas e preocupação. Afinal, a febre indica que o quadro é mais grave? A resposta depende da origem e das características da inflamação. Para descobrir a origem da inflamação e tratar da maneira mais adequada para o seu caso, é preciso procurar um médico especialista.
A sinusite é a inflamação da mucosa que reveste os seios da face, cavidades ósseas localizadas ao redor do nariz, maçãs do rosto e olhos. Essa inflamação geralmente é causada por agentes infecciosos, como vírus ou bactérias, que levam ao acúmulo de muco e à obstrução desses espaços.
Frequentemente, a sinusite aguda surge como uma complicação de infecções respiratórias superiores, como gripes e resfriados, manifestando sintomas mais intensos do que os de infecções não complicadas.
A febre, por sua vez, é uma resposta natural do sistema imunológico. Quando o corpo detecta um invasor, ele eleva sua temperatura para criar um ambiente menos favorável à proliferação de microrganismos e para otimizar a ação das células de defesa. Assim, a presença de febre na sinusite sinaliza que o organismo está combatendo ativamente uma infecção.
A causa mais comum da sinusite é viral, geralmente como uma complicação de um resfriado comum. A sinusite bacteriana é menos frequente, mas tende a apresentar sintomas mais intensos e requer uma abordagem terapêutica diferente. A febre pode ser um dos indicativos para diferenciar os dois quadros.
É importante observar que apenas um médico pode confirmar o diagnóstico. No entanto, algumas características podem ajudar a guiar a suspeita inicial.
A sinusite bacteriana, que pode complicar um resfriado comum, é diagnosticada quando ocorre um retorno súbito de sintomas respiratórios intensos ou febre, geralmente após o sexto dia de aparente melhora da doença inicial.
A duração da febre é outro fator relevante. Em uma sinusite viral, a febre costuma durar pouco, geralmente entre 24 e 72 horas, acompanhando o pico da resposta inflamatória inicial do corpo.
Já na sinusite bacteriana, a febre pode ser mais persistente, durando vários dias se não for tratada adequadamente. Se a febre se prolongar por mais de 3 ou 4 dias, ou se ela reaparecer após um período de melhora, a avaliação médica se torna indispensável.
A febre raramente aparece de forma isolada na sinusite. Segundo a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, ela costuma fazer parte de um conjunto de sinais e sintomas. Fique atento a:
Embora a febre seja uma reação esperada em alguns casos, certos sinais indicam que a infecção pode estar se agravando ou se espalhando para além dos seios da face. É importante notar que, embora a sinusite aguda raramente leve a quadros graves – afetando cerca de 3 em cada 10.000 episódios – algumas complicações exigem atenção. Estes sinais de alerta incluem infecções na órbita ocular, infecções ósseas (osteomielite) e infecções intracranianas ou infecções generalizadas (sepse).
Um sinal de alerta importante que indica um início mais grave da sinusite é a febre alta, igual ou superior a 39°C, por três dias seguidos, acompanhada de secreção nasal purulenta, exigindo atenção médica.
É fundamental procurar atendimento médico imediato se a febre vier acompanhada de qualquer um dos seguintes sintomas.
Em crianças, a febre é um sintoma mais frequente na sinusite aguda. Além dos sinais de alerta listados para os adultos, os pais devem ficar atentos a irritabilidade extrema, recusa para se alimentar e prostração intensa.
Enquanto aguarda a consulta médica, algumas medidas podem ajudar a aliviar o desconforto. A principal delas é a lavagem nasal com soro fisiológico, que ajuda a remover o excesso de muco e a reduzir a inflamação.
Além disso, é recomendável:
O manejo da febre e da dor com medicamentos deve ser orientado por um profissional de saúde, que poderá indicar a opção mais segura e eficaz para cada caso. Evite a automedicação, pois o uso incorreto de fármacos pode mascarar sintomas importantes ou agravar o quadro.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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