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Sinusite dá febre? Entenda quando é um sinal de alerta e veja como agir

A temperatura elevada nem sempre está presente, mas quando aparece, pode indicar a gravidade da infecção nos seios da face

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Aquela pressão na cabeça que piora ao se abaixar, o nariz que insiste em ficar entupido e uma sensação de peso no rosto. Esses são os sinais clássicos de uma crise de sinusite. Mas, de repente, o termômetro confirma a suspeita de que algo mais está acontecendo: febre.

Essa combinação de sintomas pode gerar dúvidas e preocupação. Afinal, a febre indica que o quadro é mais grave? A resposta depende da origem e das características da inflamação. Para descobrir a origem da inflamação e tratar da maneira mais adequada para o seu caso, é preciso procurar um  médico especialista. 

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O que é e por que a sinusite dá febre?

A sinusite é a inflamação da mucosa que reveste os seios da face, cavidades ósseas localizadas ao redor do nariz, maçãs do rosto e olhos. Essa inflamação geralmente é causada por agentes infecciosos, como vírus ou bactérias, que levam ao acúmulo de muco e à obstrução desses espaços.

Frequentemente, a sinusite aguda surge como uma complicação de infecções respiratórias superiores, como gripes e resfriados, manifestando sintomas mais intensos do que os de infecções não complicadas.

A febre, por sua vez, é uma resposta natural do sistema imunológico. Quando o corpo detecta um invasor, ele eleva sua temperatura para criar um ambiente menos favorável à proliferação de microrganismos e para otimizar a ação das células de defesa. Assim, a presença de febre na sinusite sinaliza que o organismo está combatendo ativamente uma infecção.

Como diferenciar a febre da sinusite viral e da bacteriana?

A causa mais comum da sinusite é viral, geralmente como uma complicação de um resfriado comum. A sinusite bacteriana é menos frequente, mas tende a apresentar sintomas mais intensos e requer uma abordagem terapêutica diferente. A febre pode ser um dos indicativos para diferenciar os dois quadros.

É importante observar que apenas um médico pode confirmar o diagnóstico. No entanto, algumas características podem ajudar a guiar a suspeita inicial.

Característica

Sinusite Viral

Sinusite Bacteriana

 

Febre

Geralmente ausente ou baixa (até 38°C).

Comum, podendo ser moderada a alta (acima de 38,5°C).

Duração dos Sintomas

Tendem a melhorar após 5 a 7 dias.

Persistem por mais de 10 dias ou pioram após uma melhora inicial.

Secreção Nasal

Clara ou levemente amarelada, mais fluida.

Espessa, purulenta (amarelada ou esverdeada).

Dor Facial

Pode ser mais difusa e leve.

Geralmente mais intensa, localizada e pulsátil.


A sinusite bacteriana, que pode complicar um resfriado comum, é diagnosticada quando ocorre um retorno súbito de sintomas respiratórios intensos ou febre, geralmente após o sexto dia de aparente melhora da doença inicial.

A febre na sinusite dura quantos dias?

A duração da febre é outro fator relevante. Em uma sinusite viral, a febre costuma durar pouco, geralmente entre 24 e 72 horas, acompanhando o pico da resposta inflamatória inicial do corpo.

Já na sinusite bacteriana, a febre pode ser mais persistente, durando vários dias se não for tratada adequadamente. Se a febre se prolongar por mais de 3 ou 4 dias, ou se ela reaparecer após um período de melhora, a avaliação médica se torna indispensável.

Quais outros sintomas acompanham a febre na sinusite?

A febre raramente aparece de forma isolada na sinusite. Segundo a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, ela costuma fazer parte de um conjunto de sinais e sintomas. Fique atento a:

  • Dor ou pressão facial: na testa, ao redor dos olhos e nas maçãs do rosto.
  • Congestão nasal: dificuldade para respirar pelo nariz.
  • Secreção nasal espessa: que pode escorrer pelo nariz ou para a garganta (gotejamento pós-nasal).
  • Tosse: que tende a piorar durante a noite.
  • Redução ou perda do olfato (anosmia).
  • Mau hálito (halitose).
  • Cansaço e dores musculares.

Quando a febre por sinusite é preocupante e exige avaliação médica?

Embora a febre seja uma reação esperada em alguns casos, certos sinais indicam que a infecção pode estar se agravando ou se espalhando para além dos seios da face. É importante notar que, embora a sinusite aguda raramente leve a quadros graves – afetando cerca de 3 em cada 10.000 episódios – algumas complicações exigem atenção. Estes sinais de alerta incluem infecções na órbita ocular, infecções ósseas (osteomielite) e infecções intracranianas ou infecções generalizadas (sepse).

Um sinal de alerta importante que indica um início mais grave da sinusite é a febre alta, igual ou superior a 39°C, por três dias seguidos, acompanhada de secreção nasal purulenta, exigindo atenção médica.

É fundamental procurar atendimento médico imediato se a febre vier acompanhada de qualquer um dos seguintes sintomas.

Sinais de alerta em adultos

  • Febre alta e persistente, acima de 39°C.
  • Dor de cabeça muito intensa ou que não melhora com analgésicos comuns.
  • Inchaço ou vermelhidão ao redor dos olhos.
  • Visão dupla ou qualquer alteração visual.
  • Confusão mental ou sonolência excessiva.
  • Rigidez na nuca.

Sinais de alerta em crianças

Em crianças, a febre é um sintoma mais frequente na sinusite aguda. Além dos sinais de alerta listados para os adultos, os pais devem ficar atentos a irritabilidade extrema, recusa para se alimentar e prostração intensa.

O que fazer para aliviar a febre e o mal-estar da sinusite?

Enquanto aguarda a consulta médica, algumas medidas podem ajudar a aliviar o desconforto. A principal delas é a lavagem nasal com soro fisiológico, que ajuda a remover o excesso de muco e a reduzir a inflamação.

Além disso, é recomendável:

  • Manter-se hidratado: beber bastante água e outros líquidos ajuda a fluidificar as secreções.
  • Repousar: permitir que o corpo utilize sua energia para combater a infecção.
  • Inalar vapor: o vapor de um banho quente pode ajudar a descongestionar as vias nasais.

O manejo da febre e da dor com medicamentos deve ser orientado por um profissional de saúde, que poderá indicar a opção mais segura e eficaz para cada caso. Evite a automedicação, pois o uso incorreto de fármacos pode mascarar sintomas importantes ou agravar o quadro.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

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MCCAULEY, K. E. et al. Haemophilus influenzae-dominated pediatric nasopharyngeal microbiota associate with upper respiratory infection and sinusitis. PLoS ONE, 28 dez. 2021. DOI: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0261179. Acesso em: 10 dez. 2025.

SKOW, M. et al. Hospitalizations and severe complications following acute sinusitis in general practice: a registry-based cohort study. Journal of Antimicrobial Chemotherapy, jul. 2023. DOI: https://doi.org/10.1093/jac/dkad227. Acesso em: 10 dez. 2025. 

VENTURINI, E. et al. Treatment of sinusitis in children: an Italian intersociety consensus (SIPPS-SIP-SITIP-FIMP-SIAIP-SIMRI-SIM-FIMMG). Italian Journal of Pediatrics, [S. l.], 26 mar. 2025. DOI: https://doi.org/10.1186/s13052-025-01868-1. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s13052-025-01868-1. Acesso em: 10 dez. 2025.

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