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Muitas vezes, os sinais da infecção são sutis ou inexistentes na mãe, mas o acompanhamento médico é fundamental para a saúde do bebê.

A descoberta de uma gravidez é um momento de grande alegria, mas também o início de uma jornada de cuidados. Entre os exames do pré-natal, um nome pode gerar apreensão: toxoplasmose. Muitas dúvidas surgem sobre como a infecção se manifesta e quais os verdadeiros riscos envolvidos.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Embora possa afetar qualquer pessoa, ela requer atenção especial durante a gestação devido ao risco de ser transmitida da mãe para o feto através da placenta.
A principal preocupação é que, enquanto a mãe pode não sentir nada, o bebê em desenvolvimento fica vulnerável a complicações sérias. A toxoplasmose adquirida pela gestante pode levar a consequências graves e devastadoras para o feto. Por essa razão, o acompanhamento médico rigoroso desde o início da gravidez, com monitoramento e triagem preventiva, é a principal ferramenta de proteção.
Ginecologistas podem acompanhar o tratamento de toxoplasmose na gravidez de acordo com o tipo. A Rede Américas possui especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A maioria das gestantes infectadas pelo Toxoplasma gondii não apresenta qualquer sintoma. Estudos indicam que apenas cerca de 11% das gestantes afetadas manifestam sinais como febre ou fadiga.
Essa característica silenciosa da doença torna o rastreio laboratorial a principal forma de diagnóstico e tratamento preventivo, reforçando a importância dos exames de rotina. Quando os sintomas aparecem, geralmente são leves e facilmente confundidos com os de outras doenças virais.
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Se manifestados, os sintomas costumam surgir de uma a três semanas após a infecção e podem incluir:
Como esses sinais são muito inespecíficos, é fundamental não se autodiagnosticar. Apenas um médico, com o auxílio de exames laboratoriais, pode confirmar a infecção.
O perigo não está nos sintomas da mãe, mas na possibilidade de o parasita atravessar a barreira placentária e infectar o feto, causando a chamada toxoplasmose congênita. Enquanto a toxoplasmose é geralmente assintomática em adultos, com cerca de 80% dos casos sem manifestação, a infecção durante a gravidez é considerada perigosa. Ela pode causar graves sequelas neurológicas, danos oculares ou, em casos mais severos, resultar em aborto ou morte fetal.
As consequências para o bebê dependem muito da idade gestacional em que a infecção ocorre. Segundo o Ministério da Saúde, o risco de transmissão aumenta com o avançar da gravidez, mas a gravidade das sequelas tende a ser maior quando a infecção acontece no primeiro trimestre.
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Um bebê infectado pode não apresentar sinais ao nascer, mas as complicações podem se manifestar meses ou até anos depois. Os principais riscos incluem:
O diagnóstico da toxoplasmose na gravidez é realizado por meio de um exame de sangue chamado sorologia, que detecta a presença de anticorpos específicos: IgG e IgM.
Este exame é um dos primeiros a ser solicitado no pré-natal e pode ser repetido ao longo da gestação para mulheres que nunca tiveram contato com o parasita (suscetíveis).
É importante saber que o rastreamento por ultrassom durante o pré-natal só consegue detectar o dano fetal causado pela toxoplasmose se houver anomalias neurológicas graves. Lesões menos severas ou oculares podem não ser visíveis nesse exame, ressaltando a importância dos exames de sangue para um diagnóstico abrangente.
Interpretar o resultado pode parecer complexo, mas seu obstetra irá explicar detalhadamente. De forma simplificada, os resultados indicam cenários diferentes:
Sim, existe tratamento. Quando a infecção aguda é diagnosticada na gestante, o médico inicia um protocolo com medicamentos específicos para reduzir o risco de transmissão do parasita para o bebê.
Caso a infecção fetal seja confirmada, o tratamento também é ajustado para tratar o bebê. A abordagem terapêutica é sempre individualizada e conduzida por uma equipe médica especializada, visando minimizar as possíveis sequelas.
Para gestantes que não são imunes, a prevenção é a melhor estratégia. As medidas são simples e se baseiam em hábitos de higiene e cuidados com a alimentação:
Seguir essas orientações e realizar o acompanhamento pré-natal de forma rigorosa são as atitudes mais importantes para garantir uma gestação tranquila e um bebê saudável.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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