Resuma este artigo com IA:
Saiba identificar os sinais que diferenciam a condição de um resfriado comum e entenda a importância da avaliação médica.

Aquele resfriado que parecia simples não vai embora. Já se passaram mais de dez dias, a tosse piora significativamente durante a noite e a criança continua irritada, com o nariz sempre entupido.
Essa cena, familiar para muitos pais e cuidadores, pode indicar que o quadro evoluiu para uma sinusite. A consulta com um pediatra é essencial para estabelecer o diagnóstico correto. Na Rede Américas você encontra profissionais renomados em todo o Brasil.
A sinusite, ou rinossinusite, é a inflamação da mucosa que reveste os seios da face. Essas são cavidades ósseas localizadas ao redor do nariz, nas maçãs do rosto e na testa. Sua função é dar ressonância à voz, aquecer o ar inspirado e diminuir o peso do crânio.
Quando essa região inflama, geralmente por uma infecção viral ou bacteriana, o muco que deveria ser drenado fica acumulado, criando um ambiente ideal para a proliferação de microrganismos.
Em crianças, a condição é comum, pois seu sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e os seios da face não estão completamente formados. Quando a inflamação nas membranas mucosas do nariz e dos seios da face se estende por um longo período, a condição é definida como rinossinusite crônica.
A rinossinusite crônica pediátrica é diagnosticada quando a criança apresenta dois ou mais sintomas, como dor ou pressão facial, congestão nasal, secreção nasal ou tosse, que persistam por um período superior a três meses.
Muitos sintomas iniciais da sinusite são semelhantes aos de um resfriado. A principal diferença está na duração e na evolução do quadro. Enquanto um resfriado viral costuma melhorar após sete a dez dias, a sinusite persiste ou até piora após esse período.
Se os sintomas de gripe do seu filho durarem mais de 10 dias sem melhora, ou se houver uma "piora dupla" — quando a criança começa a melhorar, mas a febre ou a dor unilateral retornam com intensidade —, pode ser um sinal de sinusite bacteriana.
A seguir, uma tabela ajuda a visualizar as diferenças:
Os sinais de sinusite infantil podem variar conforme a idade da criança. É fundamental que os cuidadores estejam atentos a um conjunto de manifestações que, combinadas, fortalecem a suspeita do quadro.
O nariz e a respiração são os primeiros a dar sinais claros. A congestão nasal persistente é um dos sintomas mais evidentes, fazendo com que a criança respire pela boca, especialmente durante o sono.
Além disso, a secreção nasal é um indicador importante. Ela se torna purulenta, com coloração amarela ou esverdeada, e não melhora com o passar dos dias. A tosse, principalmente noturna, ocorre devido ao gotejamento dessa secreção pela parte de trás da garganta. Um sintoma que pode indicar sinusite em crianças, além da congestão e secreção nasal, é a tosse persistente, especialmente à noite. O mau hálito (halitose) que não está relacionado à higiene bucal também é um sintoma comum.
Crianças maiores podem se queixar de dor de cabeça ou de uma sensação de pressão no rosto, na testa ou ao redor dos olhos. A febre pode aparecer, especialmente em quadros de sinusite bacteriana aguda, sendo muitas vezes mais alta do que a observada em um resfriado.
O mal-estar geral é outro ponto de atenção. A criança pode apresentar cansaço, prostração e irritabilidade acima do normal, com menos disposição para brincar ou realizar suas atividades de rotina.
Em bebês e crianças que ainda não falam, o diagnóstico pode ser mais desafiador. Os pais devem observar sinais indiretos de desconforto, como dificuldade para mamar ou se alimentar, pois a congestão nasal impede a respiração durante a sucção. O choro pode se intensificar quando a criança é deitada, devido ao aumento da pressão nos seios da face.
A avaliação médica é essencial para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento correto, evitando o uso desnecessário de antibióticos e prevenindo complicações. Procure um pediatra se a criança apresentar:
O diagnóstico da sinusite infantil é primariamente clínico, baseado na análise dos sintomas e no exame físico realizado pelo pediatra. Exames de imagem, como radiografias ou tomografias, raramente são necessários em casos agudos e não complicados.
O tratamento varia conforme a causa (viral ou bacteriana) e a gravidade do quadro. Ele deve ser sempre indicado por um médico. A automedicação é perigosa e pode mascarar sintomas ou agravar a condição.
Enquanto o tratamento médico faz efeito, algumas medidas de suporte podem trazer alívio para a criança. A principal delas é a lavagem nasal com soro fisiológico, que ajuda a remover o excesso de secreção e a umidificar a mucosa.
Manter a criança bem hidratada, oferecendo bastante líquido, também é fundamental para fluidificar o muco. O uso de umidificadores no ambiente pode ajudar, desde que o aparelho seja mantido limpo para evitar a proliferação de fungos. Além disso, garantir que a criança repouse auxilia na recuperação do corpo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
DE BERNARDI, F. et al. Empower your child's health: tailored strategies to prevent rhinosinusitis. Jornal de Pediatria, 18 jun. 2025. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jped.2024.02.005. Acesso em: 16 dez. 2025.
HILDENBRAND, T. et al. The Diagnosis and Treatment of Chronic Rhinosinusitis. Deutsches Ärzteblatt International, [S. l.], set. 2024. DOI: https://doi.org/10.3238/arztebl.m2024.0167. Acesso em: 16 dez. 2025.
LIM, S. J. et al. Associations of Microbial Diversity with Age and Other Clinical Variables among Pediatric Chronic Rhinosinusitis (CRS) Patients. Microorganisms, fev. 2023. DOI: https://doi.org/10.3390/microorganisms11020422. Acesso em: 16 dez. 2025.
MANIACI, A. et al. Ocular manifestations of pediatric rhinosinusitis: a comprehensive review. Diseases, [S.l.], out. 2024. DOI: https://doi.org/10.3390/diseases12100239. Acesso em: 16 dez. 2025.
ROMANO, F. R. et al. Rhinosinusitis: evidence and experience – 2024. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, 20 maio 2025. DOI: https://doi.org/10.1016/j.bjorl.2025.101595. Acesso em: 16 dez. 2025.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES