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Sintomas de infecção no implante dentário: quando se preocupar?

Um leve incômodo ao redor do implante que antes era fácil de ignorar agora parece mais insistente. Saiba identificar os sinais.

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Aquele leve incômodo ao redor do implante dentário que você ignorou por dias agora parece mais insistente. A gengiva está um pouco avermelhada e sensível ao toque. Esses podem ser os primeiros sinais de um problema que exige atenção: uma possível infecção.

A inflamação na gengiva, o sangramento ao toque e, em alguns casos, a presença de pus são sinais comuns de infecção, conhecida como peri-implantite (Ting; Suzuki, 2024). Estes são os primeiros sinais de alerta de um problema que, se não tratado, pode levar à perda óssea (Huang, 2024).

Compreender os sintomas é o primeiro passo para agir rapidamente e garantir a longevidade do seu sorriso. A infecção ao redor de um implante, se não tratada, pode levar a complicações sérias, incluindo a perda óssea e do próprio implante. Por isso a procura por um endodontista é necessária. Marque a sua avaliação na Rede Américas.

Quais são os principais sintomas de infecção no implante dentário?

Os sinais de uma infecção podem variar de sutis a evidentes. Ficar atento a qualquer alteração na região do implante é crucial. A condição mais comum é a peri-implantite, uma inflamação que afeta os tecidos moles e duros ao redor do pino de titânio.

A seguir, detalhamos os sintomas mais comuns em uma tabela para facilitar a identificação.

Sintoma

Descrição detalhada

Dor persistente ou latejante

Uma dor que não melhora com o tempo ou que surge meses ou anos após o procedimento. Pode ser constante ou apenas ao mastigar.

Inchaço e vermelhidão

A gengiva ao redor do implante fica visivelmente inchada, com uma coloração vermelho-viva ou arroxeada. Estes são sinais essenciais de inflamação e infecção.

Sangramento

Presença de sangue ao escovar os dentes, usar fio dental ou até mesmo espontaneamente. Uma gengiva saudável não deve sangrar. O sangramento fácil da gengiva é um sinal essencial de inflamação e infecção, exigindo avaliação profissional.

Secreção de pus

Saída de um líquido amarelado (pus) ao pressionar a gengiva perto do implante. A presença de pus é um sinal essencial de infecção ativa, indicando peri-implantite e requerendo avaliação profissional.

Mau hálito ou gosto ruim

Um hálito desagradável (halitose) que não melhora com a higiene ou um gosto metálico ou amargo constante na boca.

Mobilidade do implante

Sensação de que o dente implantado ou a coroa está solto. Um implante saudável e bem integrado ao osso (osseointegrado) não deve se mover.

Febre e mal-estar

Em casos mais avançados, a infecção pode se espalhar, causando sintomas sistêmicos como febre baixa e inchaço dos gânglios do pescoço.

O que causa a infecção em um implante dentário?

A principal causa da infecção é o acúmulo de placa bacteriana na junção entre o implante e a gengiva, de forma muito similar ao que ocorre nos dentes naturais. Essa condição evolui em estágios.

Mucosite peri-implantar: o primeiro alerta

A mucosite é a fase inicial e reversível do problema, correspondendo à gengivite dos dentes naturais. Nela, a inflamação está restrita à gengiva ao redor do implante, causando vermelhidão e sangramento (Huang, 2024).

Esta inflamação inicial é uma condição reversível, mas se não for tratada, pode evoluir para a perda óssea, caracterizando a peri-implantite (Ramanauskaite, 2021).

Com a higiene correta e orientação profissional, o quadro de mucosite pode ser revertido antes que cause danos mais sérios.

Peri-implantite: a evolução do problema

Se a mucosite não for tratada, as bactérias podem avançar e destruir o osso que sustenta o implante, evoluindo para a peri-implantite (Ramanauskaite, 2021). Além dos sintomas da mucosite, pode haver retração gengival e formação de bolsas periodontais, onde mais bactérias se acumulam.

Esse ciclo vicioso pode levar à perda do implante se não for interrompido por um tratamento adequado.

Outros fatores de risco

Além da higiene bucal deficiente, outros fatores aumentam o risco de infecção:

  • Tabagismo: o fumo prejudica a circulação sanguínea na gengiva, dificultando a defesa do organismo contra bactérias.
  • Diabetes não controlada: a condição afeta a capacidade de cicatrização e a resposta imunológica.
  • Próteses mal adaptadas: uma coroa ou prótese que não se encaixa perfeitamente pode criar áreas de acúmulo de placa.
  • Histórico de periodontite: pacientes que já tiveram doença periodontal severa nos dentes naturais têm maior predisposição.

Como diferenciar a dor normal da recuperação de uma infecção?

É normal sentir algum desconforto nos primeiros dias após a cirurgia de implante. No entanto, a dor de uma infecção tem características diferentes. Veja como distingui-las.

Característica

Dor pós-operatória normal

Dor de infecção 

Duração

Diminui progressivamente de 3 a 7 dias.

Persiste, piora com o tempo ou surge muito depois da cirurgia.

Intensidade

Leve a moderada, controlável com analgésicos prescritos.

Pode ser intensa, latejante e não responde bem à medicação.

Sintomas associados

Leve inchaço e talvez pequenos hematomas que desaparecem.

Vermelhidão intensa, calor local, pus, mau hálito e febre.

O que fazer ao identificar um sinal de infecção?

Ao notar qualquer um dos sintomas mencionados, a primeira e mais importante atitude é agendar uma consulta com o seu dentista ou o especialista que realizou o procedimento. Apenas um profissional pode fazer o diagnóstico correto.

A importância de não se automedicar

Tomar antibióticos ou anti-inflamatórios por conta própria pode mascarar os sintomas temporariamente, mas não resolve a causa da infecção. Além disso, o uso indiscriminado de medicamentos pode criar resistência bacteriana e dificultar o tratamento futuro.

Como é realizado o diagnóstico pelo dentista?

No consultório, o dentista irá realizar um exame clínico detalhado, sondando a gengiva ao redor do implante para verificar a profundidade das bolsas e a presença de sangramento ou pus. A profundidade da gengiva ao redor do implante igual ou superior a 5–6 mm é um indicador de infecção grave e alta prevalência de bactérias anaeróbias, sinalizando a necessidade de tratamento profissional urgente (Di Spirito, 2024).

Exames de radiografia também são essenciais para avaliar o nível do osso ao redor do implante e confirmar se há perda óssea.

Quais são os tratamentos possíveis?

O tratamento varia conforme a gravidade do caso. Em estágios iniciais (mucosite), uma limpeza profissional detalhada da área pode ser suficiente. Em casos de peri-implantite, pode ser necessário um procedimento cirúrgico para descontaminar a superfície do implante e, se possível, regenerar o osso perdido. Em situações mais graves, a remoção do implante pode ser a única solução.

É possível prevenir a infecção no implante?

Sim, a prevenção é a melhor forma de garantir a saúde do seu implante a longo prazo. As medidas são simples e se baseiam em uma rotina de cuidados rigorosa.

  • Higiene bucal impecável: escove os dentes após as refeições e utilize ferramentas específicas para a limpeza de implantes, como escovas interdentais e passadores de fio dental.
  • Visitas regulares ao dentista: realize consultas de manutenção a cada seis meses, ou conforme a recomendação do seu profissional, para limpezas e avaliações.
  • Controle de fatores de risco: mantenha condições como diabetes sob controle e, se for fumante, considere buscar ajuda para abandonar o hábito.
  • Atenção a qualquer mudança: ao menor sinal de alteração, como sangramento gengival, não hesite em procurar seu dentista.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • DI SPIRITO, F. et al. Peri-implantitis-associated microbiota before and after peri-implantitis treatment, the biofilm “competitive balancing” effect: a systematic review of randomized controlled trials. Microorganisms, 28 set. 2024. Disponível em: https://www.mdpi.com/2076-2607/12/10/1965. Acesso em 13 dez. 2025. 
  • DI SPIRITO, F. et al. Potential impact of microbial variations after peri-implantitis treatment on peri-implant clinical, radiographic, and crevicular parameters: a systematic review. Dentistry Journal, [S. l.], 17 dez. 2024. Disponível em: https://www.mdpi.com/2304-6767/12/12/414. Acesso em 13 dez. 2025.
  • HUANG, M. et al. Role of immune dysregulation in peri-implantitis. Frontiers in Immunology, [s.l.], Nov. 2024. Disponível em: https://www.frontiersin.org/journals/immunology/articles/10.3389/fimmu.2024.1466417/full. Acesso em 13 dez. 2025. 
  • RAMANAUSKAITE, A.; FRETWURST, T.; SCHWARZ, F. Efficacy of alternative or adjunctive measures to conventional non-surgical and surgical treatment of peri-implant mucositis and peri-implantitis: a systematic review and meta-analysis. International Journal of Implant Dentistry, nov. 2021. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1186/s40729-021-00388-x. Acesso em 13 dez. 2025.
  • TING, M.; SUZUKI, J. B. Peri-implantitis. Dentistry Journal, ago. 2024. Disponível em: https://www.mdpi.com/2304-6767/12/8/251. Acesso em 13 dez. 2025.

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