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Um guia para pais e cuidadores sobre os sinais de alerta, desde os mais sutis aos mais graves, e as ações imediatas.

Um dia quente de brincadeiras no parque ou talvez uma noite agitada por febre e diarreia. De repente, você nota seu filho mais quieto, irritadiço e com os lábios secos. Esses podem ser os primeiros sinais de desidratação, uma condição comum, mas que exige atenção redobrada em crianças.
A desidratação ocorre quando o corpo perde mais líquidos e eletrólitos (sais minerais como sódio e potássio) do que ingere. Em crianças, esse desequilíbrio acontece de forma muito mais rápida do que em adultos. Isso se deve a uma combinação de fatores, como maior proporção de água corporal e um metabolismo mais acelerado.
Diferenças fisiológicas, como a forma como regulam a temperatura corporal, tornam crianças e adolescentes mais vulneráveis à desidratação em comparação com os adultos. As causas mais frequentes para essa perda de fluidos são quadros de gastroenterite, que provocam vômitos e diarreia.
Além disso, a febre alta e a transpiração excessiva em dias de muito calor também contribuem significativamente para o quadro. A busca por orientação médica especializada ajuda a evitar a desidratação infantil.
Identificar os sintomas precocemente é fundamental para uma intervenção rápida e eficaz. Os sinais variam conforme a gravidade do quadro, sendo divididos em estágios de leve a moderado e grave.
Nesta fase, o corpo começa a dar os primeiros avisos de que precisa de reposição de líquidos. É crucial agir ao notar:
Quando a perda de líquidos se acentua, os sintomas tornam-se mais evidentes e indicam uma emergência médica. Procure um serviço de saúde imediatamente se a criança apresentar:
É fundamental compreender que os sinais visíveis de desidratação, observados durante um exame físico, nem sempre são suficientes para determinar com precisão a gravidade do quadro na criança. Assim, buscar monitoramento médico imediato é crucial, em vez de tentar avaliar a severidade em casa.
Embora muitos sinais sejam universais, algumas particularidades se destacam em diferentes faixas etárias.
Nos lactentes, a observação das fraldas é uma das ferramentas mais importantes. Um bebê bem hidratado costuma molhar de seis a oito fraldas por dia. A moleira afundada é um sinal específico e preocupante nesta faixa etária. A recusa em mamar e a irritabilidade intensa também são fortes indicativos.
Crianças que já falam podem verbalizar que estão com sede. Elas também podem se queixar de cansaço, tontura ou dor de cabeça. Os pais devem ficar atentos à diminuição da energia para brincar e à apatia geral.
Ao identificar os primeiros sintomas de desidratação leve a moderada, a conduta inicial pode ser feita em casa.
A principal medida é a Terapia de Reidratação Oral (TRO). Para casos de desidratação leve a moderada, especialmente aquela causada por gastroenterite, a TRO é o tratamento mais recomendado por diretrizes de saúde, como as da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Este método visa restaurar o volume sanguíneo normal e pode, muitas vezes, eliminar a necessidade de soro na veia. Ofereça soluções de reidratação oral (SRO), disponíveis em farmácias. Elas contêm a proporção ideal de água, açúcares e eletrólitos para uma reabsorção eficiente pelo organismo. Ofereça a solução em pequenos goles, a cada 5 ou 10 minutos.
É importante evitar bebidas açucaradas, como sucos industrializados e refrigerantes, pois podem agravar quadros de diarreia. A água pura, embora essencial, pode não ser suficiente para repor os eletrólitos perdidos.
Se a criança vomitar, aguarde cerca de 10 minutos e tente oferecer o soro novamente, em quantidades menores. Caso os vômitos persistam ou os sinais de desidratação se agravem, a avaliação médica é indispensável.
A prevenção é a melhor estratégia, especialmente em situações de maior risco. Adote hábitos simples para manter seu filho sempre bem hidratado:
Essa é uma dúvida comum. A relação correta é que a febre é uma causa importante de desidratação. A temperatura corporal elevada aumenta a perda de líquidos através da transpiração e da respiração mais acelerada.
Assim, em qualquer quadro febril, é fundamental reforçar a hidratação da criança para compensar essa perda aumentada. A desidratação grave, por sua vez, pode dificultar o controle da temperatura corporal, mas ela não é a causa primária da febre.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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