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Entenda os sinais que seu corpo emite quando o tecido endometrial afeta o intestino e por que a dor cíclica não deve ser normalizada.

Aquela dor abdominal que parece uma cólica forte, mas piora na hora de ir ao banheiro, especialmente naqueles dias do mês. O inchaço na barriga é tão persistente que parece que nada que você veste serve direito. Se essa cena é familiar, você pode estar vivenciando mais do que um desconforto menstrual comum.
Esses podem ser sinais da endometriose intestinal, uma condição que afeta a saúde e o bem-estar de muitas mulheres. Ela frequentemente é subdiagnosticada por ter sintomas parecidos com os de outros problemas gastrointestinais.
É importante ressaltar que a endometriose é uma condição crônica, marcada por dor, muitas vezes ligada ao ciclo menstrual, e pode causar infertilidade, afetando significativamente a qualidade de vida.
A endometriose é uma doença inflamatória crônica na qual um tecido parecido com o endométrio, que normalmente reveste o interior do útero, cresce fora dele. Quando esses implantes de tecido se fixam na superfície ou se infiltram nas paredes do intestino, temos a endometriose intestinal. É importante saber que, quando a endometriose intestinal se estende por mais de 5 milímetros na camada muscular do intestino, ela é classificada como doença infiltrativa profunda (DIE).
Esse tecido ectópico responde aos hormônios do ciclo menstrual, como o estrogênio. Assim, a cada mês, ele também cresce e sangra, causando inflamação, dor e a formação de tecido cicatricial (aderências) na região intestinal.
Cirurgiões do aparelho digestivo podem fazer esse tipo de acompanhamento e sugerir o melhor tratamento. A Rede Américas possui inúmeros especialistas atendendo em vários hospitais brasileiros.
Os sintomas variam muito em tipo e intensidade, mas o que mais chama a atenção é a sua relação com o ciclo menstrual. Geralmente, os desconfortos se intensificam nos dias que antecedem a menstruação e durante ela.
Os sinais podem ser divididos em dois grupos principais.
Os sintomas surgem da resposta inflamatória que o corpo gera contra os focos de tecido endometrial no intestino. Essa inflamação crônica pode irritar os nervos locais, causar inchaço nas paredes do órgão e até mesmo criar aderências que "colam" o intestino a outros órgãos pélvicos, como o útero e os ovários.
Em casos mais avançados, os focos de endometriose podem crescer a ponto de estreitar o calibre do intestino, dificultando a passagem das fezes e causando dor intensa.
A sobreposição de sintomas com a síndrome do intestino irritável (SII) e doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn, é a principal razão para a demora no diagnóstico. A chave para a diferenciação é a periodicidade.
A tabela abaixo ajuda a visualizar as diferenças:
Normalizar a dor menstrual intensa ou os problemas intestinais cíclicos é um erro. A endometriose deve ser sempre suspeitada e avaliada quando a dor menstrual severa e a dor abdominal crônica não respondem a anti-inflamatórios comuns ou prejudicam suas atividades diárias.
Você deve procurar avaliação médica, preferencialmente de um ginecologista especializado em endometriose ou de um coloproctologista, se apresentar:
O diagnóstico precoce é fundamental para controlar a progressão da doença, aliviar os sintomas e preservar a fertilidade e a qualidade de vida.
Após a suspeita clínica baseada nos seus sintomas, o médico solicitará exames de imagem específicos. Os mais comuns são a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética da pelve. Ambos são capazes de mapear os focos da doença com alta precisão.
O tratamento é individualizado e pode envolver o uso de medicamentos hormonais para controlar a doença e a dor, ou a abordagem cirúrgica para remover os focos de endometriose. A decisão dependerá da gravidade dos sintomas, da extensão da doença e do desejo da paciente de engravidar.
Portanto, não ignore os sinais do seu corpo. Um diagnóstico correto é o primeiro passo para retomar o controle da sua saúde e bem-estar.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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