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Uma dor súbita e intensa na parte superior do abdômen, que parece se espalhar para as costas, pode ser um sinal de pancreatite.

A dor começa de repente, forte e na parte de cima da barriga, logo abaixo das costelas. Ela não alivia, parece que aperta e se espalha como uma faixa para as costas. Essa experiência, muitas vezes acompanhada de náuseas, pode ser o primeiro indício de uma pancreatite, uma inflamação do pâncreas que requer atenção médica imediata.
Em casos de pancreatite aguda, a dor abdominal intensa é o sintoma mais comum, afetando até 95% dos pacientes e sendo fundamental para o diagnóstico.
Gastroenterologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento desse tipo de quadro. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A pancreatite é a inflamação do pâncreas, uma glândula localizada atrás do estômago. Este órgão tem duas funções vitais: produzir enzimas que ajudam na digestão dos alimentos e fabricar hormônios, como a insulina, que controlam os níveis de açúcar no sangue.
Quando o pâncreas inflama, as enzimas digestivas que ele produz podem ser ativadas ainda dentro do órgão. Isso causa irritação e danos às suas próprias células, resultando em dor e outros sintomas sistêmicos. A pancreatite aguda é um distúrbio inflamatório grave e doloroso, com risco de morte. Em seus casos mais severos, a taxa de mortalidade pode se aproximar de 30%.
A pancreatite é considerada uma doença com risco de vida e figura como a terceira principal razão para internações hospitalares por problemas gastrointestinais. Além disso, está entre as principais causas não malignas de morte relacionadas a doenças do trato gastrointestinal. A condição pode ser aguda, de início súbito e curta duração, ou crônica, desenvolvendo-se ao longo do tempo.
Os sintomas de pancreatite podem variar em intensidade, mas alguns são considerados clássicos e servem como um importante sinal de alerta. Reconhecê-los é o primeiro passo para buscar o tratamento adequado e evitar complicações.
A manifestação mais comum e marcante da pancreatite é a dor abdominal. Em casos de pancreatite aguda, essa dor é tipicamente forte, começa na parte superior da barriga e irradia para as costas.
Ela geralmente piora após comer ou beber, e as náuseas acompanham essa dor em cerca de 90% dos casos. Em humanos, a dor abdominal é considerada o sintoma principal e mais distintivo da pancreatite, em contraste com outras espécies.
Além dessas características, a dor possui outras definições importantes:
Além da dor, o sistema digestivo reage à inflamação do pâncreas. É comum que o paciente apresente náuseas e vômitos persistentes, que não trazem alívio. O abdômen também pode ficar inchado e sensível ao toque.
A inflamação pode afetar o corpo de forma mais ampla. Febre e aumento da frequência cardíaca (taquicardia) são sinais de que o organismo está combatendo um processo inflamatório significativo. Em casos mais graves, a pressão arterial pode cair, causando tontura e fraqueza.
Sim, a forma como a pancreatite se manifesta ajuda a diferenciar os quadros agudos dos crônicos. Enquanto a pancreatite aguda é um evento súbito e intenso, a crônica se caracteriza por danos progressivos e sintomas que podem ser contínuos ou intermitentes.
Qualquer suspeita de pancreatite aguda deve ser tratada como uma emergência médica. Atrasar o diagnóstico e o tratamento pode levar a complicações graves, como infecções e falência de órgãos. Procure um pronto-socorro imediatamente se apresentar:
A confirmação do diagnóstico não se baseia apenas nos sintomas. Após a avaliação clínica, o médico solicitará exames para verificar o estado do pâncreas e descartar outras condições. Os principais métodos incluem:
O tratamento da pancreatite aguda é realizado em ambiente hospitalar e foca em controlar a dor, hidratar o paciente e permitir que o pâncreas "descanse", muitas vezes com jejum inicial. O acompanhamento médico é essencial para uma recuperação segura e para investigar as causas do problema.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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