A infecção materna não tratada atinge o feto, mas o cuidado médico no pré-natal previne complicações e protege a criança.
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Você abre o envelope do exame de rotina, lê o resultado positivo para sífilis e uma preocupação imediata toma conta: como isso afeta a criança. Quando a gestante não recebe tratamento adequado, a bactéria causadora da sífilis atravessa a placenta e infecta o feto. Essa condição, chamada de sífilis congênita, pode provocar parto prematuro, baixo peso ao nascer e malformações físicas.
A infecção não tratada é grave e pode levar ao aborto ou à morte do recém-nascido. A bactéria também causa lesões sérias nos ossos, nos olhos e no sistema nervoso do bebê. Esses danos podem resultar em problemas físicos e neurológicos permanentes se a intervenção médica não for realizada a tempo.
Os impactos no desenvolvimento do feto dependem do momento em que a infecção ocorre e da rapidez da equipe de saúde. Mulheres que recebem o diagnóstico e iniciam o tratamento nos primeiros meses têm grandes chances de ter bebês saudáveis. A medicação elimina a bactéria no organismo materno e impede que ela continue prejudicando a criança.
A detecção exige exames de sangue, como o VDRL, já que a doença frequentemente não apresenta feridas ou sintomas visíveis. O uso dos antibióticos recomendados pelo médico é seguro para a mulher e para o feto. Essa abordagem representa a única forma comprovada de frear a transmissão e garantir um desenvolvimento seguro até o parto.
Ginecologistas e obstetras são os especialistas indicados para o acompanhamento desses quadros, inclusive, pré-natal. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A sífilis congênita ocorre quando a gestante transmite a bactéria Treponema pallidum para o bebê durante a gravidez ou no parto. Na medicina, esse processo recebe o nome de transmissão vertical. A infecção atinge a corrente sanguínea do feto e se espalha pelo organismo em desenvolvimento. Por isso, mulheres podem manifestar sintomas de sífilis e quando identificado a tempo, há chances de que o tratamento surta o devido efeito.
Muitos casos dessa condição ocorrem quando a falta de acompanhamento pré-natal impede que a gestante receba o tratamento necessário. O risco de transmissão é maior quando a mulher contrai a doença durante a gestação e tem alta quantidade de bactérias no sangue. A passagem pela placenta pode acontecer em qualquer fase da gravidez e em qualquer estágio da doença materna.
Leia também: Veja quais são os sintomas de sífilis na boca e quando procurar ajuda médica
A presença da bactéria no útero interfere diretamente na formação e no ganho de peso do feto. Gestantes não tratadas apresentam um alto índice de desfechos negativos, como o nascimento prematuro e com sistema imunológico frágil. A doença também está relacionada ao aumento das taxas de morte fetal em diferentes estágios da gestação.
Evidências científicas mostram que mais da metade dos bebês infectados nascem sem sinais físicos aparentes. A ausência de sintomas no nascimento não significa que a criança esteja livre da infecção. Sem o monitoramento e exames logo após o parto, a doença permanece silenciosa e causa alterações cerebrais e danos nos ossos.
A progressão da sífilis congênita afeta diferentes órgãos quando a criança não recebe tratamento. As manifestações clínicas ocorrem em duas fases: a primeira nos meses iniciais e a segunda após os dois anos de idade. A gravidade varia de acordo com a carga de bactérias que o bebê recebeu da mãe.
Os sinais precoces mais observados pelas equipes médicas incluem:
Quando a infecção atinge a fase tardia, as complicações tornam-se permanentes para a vida da criança. Ela pode desenvolver surdez, cegueira e deformidades nos ossos do rosto e das pernas. A avaliação de um especialista logo após o parto é a única maneira de identificar a doença e evitar essas sequelas.
O rastreio começa na primeira consulta de pré-natal por meio de testes rápidos e exames laboratoriais. Se o resultado for positivo, o médico prescreve imediatamente o tratamento com antibióticos específicos. O início rápido dessa terapia é fundamental, pois previne 98% das complicações que a doença poderia causar na criança.
Este é o único medicamento capaz de atravessar a barreira da placenta e tratar o feto ainda dentro do útero. A equipe de saúde realiza exames periódicos na gestante para monitorar a queda da infecção e confirmar a cura. O bebê também passa por exames ao nascer para garantir que o tratamento materno foi totalmente eficaz.
A prevenção envolve o uso de preservativos em todas as relações sexuais durante a gestação. Essa prática bloqueia o contato com a bactéria e protege a mulher de outras infecções que também prejudicam o feto. O acompanhamento médico constante é a melhor ferramenta para garantir que a mãe e o bebê permaneçam protegidos.
O parceiro sexual também precisa realizar o teste e aderir ao tratamento ao mesmo tempo que a gestante. Tratar apenas a mulher não resolve o problema, pois ela pode contrair a bactéria novamente em novas relações com o parceiro infectado. O acompanhamento conjunto do casal nos serviços de saúde elimina o risco de reinfecção e assegura a saúde do recém-nascido.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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