Revisado em: 01/04/2026
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A sífilis é transmitida, principalmente, pelo contato sexual sem proteção; feridas e manchas são sintomas comuns e, sem tratamento, a infecção pode causar complicações

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada por uma bactéria. Ela se pega principalmente em relações sexuais (oral, vaginal ou anal) sem camisinha com alguém que já está infectado. Também pode ser transmitida pelo contato direto com feridas ou lesões da pessoa infectada e de mãe para bebê durante a gestação ou o parto.
A condição nem sempre causa sintomas no começo. Quando aparecem, eles mudam conforme a fase da sífilis. No início, pode aparecer uma ferida sem dor no local da infecção. Depois, podem surgir manchas pelo corpo, incluindo as mãos e os pés. Se não for tratada, a sífilis pode chegar a órgãos importantes, como coração, cérebro e nervos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), milhões de pessoas entre 15 e 49 anos contraem sífilis a cada ano. No Brasil, o Ministério da Saúde aponta que, em 2024, foram notificados cerca de 256 mil casos em adultos, que pegaram a infecção principalmente pelo sexo desprotegido.
Infectologistas são os médicos que atendem de forma primária quadros como a sífilis, fazendo o diagnóstico e indicando o tratamento certo. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A sífilis é uma doença causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum, que pode atingir várias partes do corpo se não for tratada. Sendo assim, é uma infecção que acontece no organismo quando a bactéria entra no corpo e começa a se multiplicar.
A condição pode evoluir aos poucos e ter períodos em que não causa sintomas aparentes. Nesses momentos, a bactéria fica “escondida” no corpo e só é possível detectá‑la com exames de laboratório. Por isso, a sífilis pode progredir por anos sem ser percebida.
E a infecção não desaparece sozinha. Mesmo quando os sintomas somem por algum tempo, a bactéria continua no corpo e pode causar problemas sérios com o passar dos anos, como alterações no cérebro e inflamações no coração.
Existe só um tipo de sífilis, mas a medicina divide a evolução do quadro em estágios para entender melhor o que acontece no corpo. Cada uma dessas fases tem sintomas ou mudanças diferentes que ajudam a acompanhar a infecção e decidir o melhor tratamento:
Em algumas pessoas, o estágio latente pode durar anos sem sintomas, mas a bactéria ainda pode ser transmitida a outras pessoas durante as relações sexuais. Desse jeito, a sífilis é chamada de “silenciosa”, porque continua no corpo mesmo quando não dá sinais.
A ordem e o tempo de cada estágio da sífilis podem ser diferentes em cada paciente. Nem todo mundo passa por todas as fases do mesmo jeito, e idade, saúde do sistema imunológico e outras infecções podem mudar como a doença aparece no corpo.
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A sífilis pode ser transmitida mesmo quando a pessoa infectada não apresenta sintomas da doença. A forma mais comum, chamada sífilis adquirida, acontece em adultos por meio de relações sexuais sem camisinha ou pelo contato direto com feridas infectadas.
A infecção também pode ser passada de mãe para bebê durante a gravidez ou no parto. Nesse caso, o quadro recebe o nome de sífilis congênita, que pode causar problemas de saúde sérios no bebê mesmo se a mãe não tiver sintomas.
Assim, as formas de transmissão podem ser divididas em:
A bactéria que causa a sífilis se espalha pelo corpo logo que entra, e algumas feridas podem aparecer e nem causar dor. Por isso, a infecção pode avançar mesmo antes que a pessoa perceba, e só exames conseguem confirmar o quadro.
A sífilis congênita é quando a bactéria passa da mãe para o bebê durante a gestação, causando problemas que dependem do momento da gravidez. Entre as complicações mais sérias estão aborto espontâneo, natimorto ou morte do bebê pouco depois do nascimento.
No recém-nascido, a doença pode aparecer logo ao nascer ou ficar silenciosa por até dois anos. Os sinais incluem baixo peso, dificuldades para respirar, pneumonia, anemia e icterícia. Também podem surgir feridas na pele, manchas vermelhas e secreção nasal com a bactéria. Problemas nos ossos, como inflamação que causa dor, também são comuns.
As sequelas tardias aparecem depois dos dois anos e podem ser permanentes se o tratamento for tardio, como surdez, atraso no desenvolvimento intelectual, dentes com formato diferente e deformidades nos ossos da face, como a tíbia em “lâmina de sabre”.
Um pré-natal bem acompanhado ajuda a prevenir a sífilis congênita, já que os exames feitos em todos os trimestres permitem identificar a infecção a tempo, e o tratamento certo protege o bebê e reduz os riscos de complicações.
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Os sintomas da sífilis podem variar e são parecidos com o de várias outras infecções, por isso muitas pessoas só descobrem em exames de rotina. Alguns sinais aparecem rápido, enquanto outros surgem semanas ou meses depois, dependendo do estágio do quadro.
Entre os principais sintomas, estão:
Muitas pessoas podem confundir os sinais da sífilis com alergias, picadas de inseto ou irritações de pele, o que pode atrasar o diagnóstico. Por isso, é importante prestar atenção em sintomas que não somem e informar o médico sobre qualquer alteração.
O diagnóstico da sífilis é feito principalmente com exames de sangue que identificam anticorpos contra a bactéria Treponema pallidum. Existem dois tipos de testes: treponêmicos e não treponêmicos. Os treponêmicos, como os testes rápidos, mostram se a pessoa já teve contato com a bactéria em algum momento.
Já os testes não treponêmicos, como o VDRL, ajudam a medir se a infecção está ativa e a acompanhar se o tratamento está funcionando. Os resultados aparecem em números chamados de títulos, que indicam a quantidade de anticorpos no sangue.
Além desses exames, em alguns casos, o médico pode coletar material diretamente das feridas para olhar a bactéria no microscópio, principalmente nas fases iniciais da doença. No geral, o teste é indicado para todas as pessoas com vida sexual ativa, para gestantes durante o pré-natal e para os parceiros de quem já recebeu o diagnóstico.
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A prevenção da sífilis é impedir que a bactéria passe de uma pessoa para outra, tanto na forma adquirida quanto na congênita. O uso certo da camisinha, masculina ou feminina, nas relações sexuais é uma forma eficaz de diminuir o risco de contato com feridas infectadas.
Como a bactéria pode estar em áreas não cobertas pelo preservativo, é recomendável que a pessoa observe se há feridas ou manchas na região genital do parceiro.
No caso da gestação, a prevenção da sífilis congênita depende do acompanhamento pré-natal. O Ministério da Saúde indica testes no início da gravidez, no terceiro trimestre e no parto. Se houver diagnóstico positivo, o tratamento deve começar imediatamente.
Nessa situação, os parceiros sexuais também precisam fazer exame e o tratamento ao mesmo tempo, para evitar que a mãe seja reinfectada.
Outras formas de prevenção incluem usar materiais descartáveis em procedimentos que envolvam sangue, como tatuagens e piercings, e testes regulares para infecções sexualmente transmissíveis ajudam a identificar a sífilis cedo, interrompendo a transmissão.
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A sífilis tem cura quando o tratamento certo é feito com antibióticos, normalmente a penicilina, que elimina a bactéria do corpo. A quantidade e o tempo do remédio dependem do estágio da doença e da saúde da pessoa. Nos primeiros estágios, uma dose única pode ser suficiente, mas nas fases mais avançadas podem ser necessárias mais aplicações.
Depois do tratamento, alguns exames de sangue podem mostrar se a infecção foi totalmente curada. Mesmo quem já teve sífilis pode se infectar novamente, então continuar usando camisinha e fazendo testes regulares ainda é importante.
O infectologista é o médico que pode acompanhar o tratamento, explicar os exames e tirar dúvidas sobre a evolução da sífilis. O acompanhamento certo com o especialista ajuda a identificar complicações e aumenta as chances de um tratamento bem-sucedido.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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