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Ver um sangramento durante a gestação pode gerar ansiedade. Entenda as causas e, principalmente, os sinais que exigem avaliação médica imediata

Você vai ao banheiro e, ao se limpar, percebe uma mancha de sangue vermelho vivo no papel, que lhe enche de perguntas e preocupações. Essa é uma situação que assusta muitas gestantes, mas manter a calma e buscar informação de qualidade é o primeiro passo para agir corretamente. Marque a sua consulta com um médico especialista na Rede Américas.
O sangue vermelho vivo indica um sangramento ativo, ou seja, que está acontecendo naquele momento ou que ocorreu há muito pouco tempo. Diferente de um sangramento antigo, que tende a ser mais escuro (marrom, tipo "borra de café"), a coloração viva é um sinal de que o fluxo sanguíneo está presente e exige mais atenção.
Enquanto pequenos escapes de sangue podem ocorrer, especialmente no início da gestação, um fluxo contínuo e de cor viva não deve ser ignorado. A recomendação é sempre contatar seu obstetra ou procurar um serviço de emergência para uma avaliação completa.
É crucial não ignorar o sangramento na gravidez. Estudos mostram que ele pode aumentar em mais de duas vezes (2.10) o risco de natimorto, que é a morte fetal após 22 semanas de gestação. Além disso, eleva significativamente as chances de parto prematuro e de ruptura prematura da bolsa, exigindo atenção médica imediata.
Nos primeiros três meses de gestação, o corpo passa por intensas transformações. Um sangramento nesse período pode ter diferentes origens, algumas mais simples e outras que requerem cuidado imediato.
Mesmo quando a gestante recebe tratamento com progesterona, o sangramento vaginal no início da gravidez ainda está associado a um risco elevado de parto prematuro.
A nidação é o processo de fixação do embrião na parede do útero. Isso pode causar o rompimento de pequenos vasos sanguíneos, gerando um sangramento leve, que pode ser rosado ou até vermelho. Geralmente, ocorre perto da data esperada para a menstruação e dura de algumas horas a poucos dias, sem cólicas fortes.
Esta é uma das maiores preocupações. O sangramento pode começar leve e aumentar de intensidade, vindo acompanhado de coágulos e cólicas abdominais semelhantes às menstruais.
Observa-se que, entre a 6ª e a 8ª semana de gestação, a ausência de náuseas junto ao sangramento vaginal pode ser um sinal de alerta para um risco maior de perda gestacional. É uma causa comum de sangramento no primeiro trimestre e necessita de avaliação médica urgente para diagnóstico e orientação.
Ocorre quando o embrião se implanta fora do útero, mais comumente nas trompas. Além do sangramento vaginal, a gravidez ectópica costuma causar dor abdominal intensa e pontual em um dos lados da pelve. Trata-se de uma emergência médica que, se não tratada, pode levar a complicações graves.
Uma condição rara em que um tecido anormal cresce no útero em vez de um embrião viável. Pode causar sangramento vermelho vivo, muitas vezes acompanhado de náuseas e vômitos mais intensos do que o habitual na gestação.
A partir do segundo trimestre, as causas de sangramento mudam de foco, estando mais relacionadas à placenta e ao útero em crescimento.
O sangramento nesse período é um fator de risco que pode dobrar as chances de parto prematuro, especialmente no segundo e terceiro trimestres. Ele também aumenta a probabilidade de o recém-nascido precisar de internação em UTI Neonatal devido a problemas respiratórios.
Acontece quando a placenta se implanta na parte inferior do útero, cobrindo parcial ou totalmente o colo uterino. O principal sintoma é um sangramento vermelho vivo, súbito, indolor e que pode ocorrer de forma intermitente. Requer acompanhamento médico rigoroso, pois pode levar a complicações no parto.
É uma emergência obstétrica grave em que a placenta se separa da parede do útero antes do parto. O sangramento pode ser visível ou ficar retido atrás da placenta. O quadro clássico inclui, além do sangramento, dor abdominal muito forte e contínua, contrações e enrijecimento do útero.
Em casos raros, os vasos sanguíneos do feto, desprotegidos pelo cordão umbilical ou pela placenta, atravessam o colo do útero. O rompimento desses vasos durante o trabalho de parto ou mesmo antes pode causar sangramento grave, sendo uma ameaça direta à vida do bebê.
Infecções no colo do útero ou vagina e até mesmo relações sexuais podem causar sangramentos leves por conta da maior sensibilidade e vascularização da região durante a gravidez. No entanto, apenas um médico pode diferenciar essas causas das mais graves.
Embora apenas um exame médico possa confirmar a causa, algumas características podem ajudar a diferenciar os quadros. Contudo, na dúvida, a orientação é sempre procurar um especialista.
Qualquer sangramento na gravidez merece ser comunicado ao seu médico. Porém, procure um pronto-socorro imediatamente se você apresentar qualquer um dos seguintes sinais:
Ao chegar ao hospital, a equipe médica realizará uma avaliação para identificar a origem do sangramento. O processo geralmente inclui uma conversa sobre seus sintomas, um exame físico e ginecológico (toque) para avaliar o colo do útero, e um ultrassom transvaginal ou abdominal para verificar a localização da gravidez, os batimentos cardíacos do feto e a posição da placenta.
Sim, é possível. Existem diversas condições, como um hematoma subcoriônico (um acúmulo de sangue entre a placenta e o útero) ou casos de placenta prévia, que podem causar sangramentos significativos sem levar à perda da gestação. No entanto, são quadros que exigem repouso e um acompanhamento médico muito próximo para garantir a saúde da mãe e do bebê.
O mais importante é não tirar conclusões precipitadas. Cada caso é único, e somente a investigação médica pode trazer um diagnóstico preciso e a tranquilidade necessária para seguir com a gestação da forma mais segura possível.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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