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Entenda como os medicamentos agem, quais os possíveis efeitos na vida íntima e como conversar com seu médico para manter a qualidade de vida

Você sai do consultório com o diagnóstico: hiperplasia prostática benigna (HPB). O médico explica que é uma condição comum com o envelhecimento e prescreve um medicamento para aliviar os sintomas urinários.
No entanto, uma dúvida silenciosa pode surgir: “e agora, como fica minha vida sexual?”. Essa preocupação é extremamente válida e comum. A boa notícia é que, na grande maioria dos casos, ter um problema de próstata e tratá-lo não significa o fim da vida íntima.
O objetivo do tratamento é, justamente, melhorar sua qualidade de vida como um todo. Alterações no desejo sexual causadas pelos medicamentos são geralmente mínimas e não prejudicam o dia a dia. Na verdade, ao aliviar os sintomas urinários, o tratamento pode até melhorar o desempenho e o bem-estar sexual, contribuindo para uma maior satisfação.
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Antes de abordar a vida sexual, é útil entender por que esses medicamentos são prescritos. As condições mais comuns que afetam a próstata são a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), a prostatite e o câncer de próstata. Os remédios focam principalmente na HPB e na prostatite.
A HPB é o aumento natural da glândula prostática, que pode comprimir a uretra e causar dificuldade para urinar, jato fraco e necessidade de ir ao banheiro várias vezes, inclusive à noite. Os medicamentos atuam para relaxar a musculatura da região ou diminuir o tamanho da próstata, facilitando a passagem da urina.
Existem diferentes classes de remédios, e seus impactos na função sexual variam. É fundamental saber que nem todos os homens apresentarão efeitos colaterais, e quando ocorrem, eles costumam ser manejáveis.
Para facilitar a compreensão, organizamos as informações em uma tabela:
É importante ressaltar que homens que utilizam bloqueadores alfa geralmente conseguem manter relações sexuais normalmente. Caso também façam uso de medicamentos para disfunção erétil, é aconselhável aguardar um intervalo de quatro horas entre a tomada dos remédios, garantindo a segurança e eficácia.
Muitos homens se assustam ao perceber uma diminuição ou ausência de sêmen durante o orgasmo. A ejaculação retrógrada, comum com bloqueadores alfa, ocorre porque o músculo do colo da bexiga não se fecha corretamente durante o clímax.
O sêmen, então, toma o caminho de menor resistência e vai para a bexiga, sendo eliminado depois, de forma inofensiva, com a urina. É um efeito que geralmente se reverte com a suspensão do medicamento.
Essa é uma das maiores preocupações, mas é importante esclarecer: os medicamentos para Hiperplasia Benigna Prostática não costumam causar impotência definitiva. Os efeitos sobre a ereção, quando ocorrem, estão associados ao uso do remédio e tendem a ser reversíveis.
Pelo contrário, o controle dos sintomas urinários proporcionado por esses tratamentos pode até melhorar a satisfação e o bem-estar sexual de alguns homens. Muitas vezes, fatores psicológicos como o medo de falhar e a ansiedade gerada pelo diagnóstico podem ter um impacto maior na ereção do que o próprio fármaco.
Além disso, as mesmas condições de saúde que contribuem para problemas cardiovasculares, como diabetes e hipertensão, também afetam a função erétil e são comuns na mesma faixa etária da HPB.
Se você está sentindo alguma alteração na sua vida íntima, o primeiro passo é não abandonar o tratamento por conta própria. Existem diversas estratégias que podem ajudar a gerenciar a situação.
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Além dos medicamentos e procedimentos, algumas abordagens complementares também têm sido estudadas. Por exemplo, uma pesquisa publicada no World Journal of Urology mostrou que o tratamento com extrato de semente de abóbora pode aliviar os sintomas urinários e melhorar a qualidade de vida, sem impactar negativamente o desempenho ou o desejo sexual.
Procedimentos minimamente invasivos, como o Rezum (terapia com vapor de água) ou o UroLift, e cirurgias a laser ou robóticas são alternativas que podem ser discutidas com seu médico. Muitas dessas técnicas têm um perfil de segurança excelente e um baixo impacto na função sexual.
O mais importante é saber que existem caminhos. Tratar a próstata visa devolver seu bem-estar e liberdade, e isso inclui uma vida sexual satisfatória. Não hesite em levar todas as suas dúvidas ao seu urologista.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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