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Quem toma remédio para próstata pode ter relação sexual? Entenda os efeitos

Entenda como os medicamentos agem, quais os possíveis efeitos na vida íntima e como conversar com seu médico para manter a qualidade de vida

Resumo
  • Homens em tratamento para condições da próstata, como a HPB, geralmente podem manter relações sexuais
  • Alguns medicamentos podem causar efeitos colaterais, como diminuição da libido, dificuldade de ereção ou alterações na ejaculação
  • Os efeitos variam conforme a classe do remédio (bloqueadores alfa vs. inibidores da 5-alfa-redutase)
  • A comunicação aberta com o urologista é fundamental para ajustar o tratamento ou encontrar soluções
  • Existem estratégias e tratamentos de apoio para gerenciar os efeitos colaterais e preservar a vida sexual
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Você sai do consultório com o diagnóstico: hiperplasia prostática benigna (HPB). O médico explica que é uma condição comum com o envelhecimento e prescreve um medicamento para aliviar os sintomas urinários. 

No entanto, uma dúvida silenciosa pode surgir: “e agora, como fica minha vida sexual?”. Essa preocupação é extremamente válida e comum. A boa notícia é que, na grande maioria dos casos, ter um problema de próstata e tratá-lo não significa o fim da vida íntima. 

O objetivo do tratamento é, justamente, melhorar sua qualidade de vida como um todo. Alterações no desejo sexual causadas pelos medicamentos são geralmente mínimas e não prejudicam o dia a dia. Na verdade, ao aliviar os sintomas urinários, o tratamento pode até melhorar o desempenho e o bem-estar sexual, contribuindo para uma maior satisfação.

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Por que os remédios para próstata são indicados?

Antes de abordar a vida sexual, é útil entender por que esses medicamentos são prescritos. As condições mais comuns que afetam a próstata são a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), a prostatite e o câncer de próstata. Os remédios focam principalmente na HPB e na prostatite.

A HPB é o aumento natural da glândula prostática, que pode comprimir a uretra e causar dificuldade para urinar, jato fraco e necessidade de ir ao banheiro várias vezes, inclusive à noite. Os medicamentos atuam para relaxar a musculatura da região ou diminuir o tamanho da próstata, facilitando a passagem da urina.

Quem toma remédio para próstata pode ter relação?

Existem diferentes classes de remédios, e seus impactos na função sexual variam. É fundamental saber que nem todos os homens apresentarão efeitos colaterais, e quando ocorrem, eles costumam ser manejáveis.

Para facilitar a compreensão, organizamos as informações em uma tabela:

Classe de Medicamento

Exemplos Comuns

Como Age

Principais Efeitos Sexuais Possíveis

Bloqueadores alfa

Tansulosina, Doxazosina

Relaxam a musculatura da próstata e do colo da bexiga, melhorando o fluxo urinário

O efeito mais comum é a ejaculação retrógrada, onde o sêmen vai para a bexiga em vez de sair pela uretra. Não é prejudicial à saúde, mas pode impactar a fertilidade

Inibidores da 5-alfa-redutase (i5AR)

Finasterida, Dutasterida

Reduzem a produção do hormônio DHT, fazendo com que a próstata diminua de tamanho ao longo de meses

Podem causar diminuição da libido (desejo sexual) e, com menor frequência, disfunção erétil (dificuldade de ter ou manter uma ereção)

Terapias combinadas

Dutasterida + Tansulosina (ex: Combodart)

Combinam a ação das duas classes acima para um efeito mais potente em casos selecionados

Podem apresentar uma combinação dos efeitos colaterais de ambas as classes de medicamentos

É importante ressaltar que homens que utilizam bloqueadores alfa geralmente conseguem manter relações sexuais normalmente. Caso também façam uso de medicamentos para disfunção erétil, é aconselhável aguardar um intervalo de quatro horas entre a tomada dos remédios, garantindo a segurança e eficácia.

O que é a ejaculação retrógrada?

Muitos homens se assustam ao perceber uma diminuição ou ausência de sêmen durante o orgasmo. A ejaculação retrógrada, comum com bloqueadores alfa, ocorre porque o músculo do colo da bexiga não se fecha corretamente durante o clímax. 

O sêmen, então, toma o caminho de menor resistência e vai para a bexiga, sendo eliminado depois, de forma inofensiva, com a urina. É um efeito que geralmente se reverte com a suspensão do medicamento.

O tratamento medicamentoso para próstata causa impotência definitiva?

Essa é uma das maiores preocupações, mas é importante esclarecer: os medicamentos para Hiperplasia Benigna Prostática não costumam causar impotência definitiva. Os efeitos sobre a ereção, quando ocorrem, estão associados ao uso do remédio e tendem a ser reversíveis. 

Pelo contrário, o controle dos sintomas urinários proporcionado por esses tratamentos pode até melhorar a satisfação e o bem-estar sexual de alguns homens. Muitas vezes, fatores psicológicos como o medo de falhar e a ansiedade gerada pelo diagnóstico podem ter um impacto maior na ereção do que o próprio fármaco. 

Além disso, as mesmas condições de saúde que contribuem para problemas cardiovasculares, como diabetes e hipertensão, também afetam a função erétil e são comuns na mesma faixa etária da HPB.

Como lidar com os efeitos colaterais e manter a vida sexual?

Se você está sentindo alguma alteração na sua vida íntima, o primeiro passo é não abandonar o tratamento por conta própria. Existem diversas estratégias que podem ajudar a gerenciar a situação.

  • Converse abertamente com seu urologista: ele é seu maior aliado. Informe qualquer efeito colateral. O médico pode avaliar a possibilidade de ajustar a dose, trocar o medicamento ou associar outro tratamento
  • Fale com sua parceira ou parceiro: a comunicação é essencial. Compartilhar suas preocupações pode aliviar a pressão e fortalecer a intimidade do casal, que pode explorar outras formas de prazer
  • Avalie o uso de medicamentos para disfunção erétil: em alguns casos, o médico pode indicar o uso de fármacos como tadalafila ou sildenafila para auxiliar na ereção. Essa associação é segura e eficaz para muitos homens, mas só deve ser feita com prescrição e acompanhamento profissional
  • Adote um estilo de vida saudável: praticar atividades físicas, manter uma dieta equilibrada, controlar o peso, não fumar e moderar o consumo de álcool são atitudes que melhoram a saúde cardiovascular e, consequentemente, a função erétil

Leia também: Quem toma remédio para próstata pode tomar cerveja? Veja os riscos do álcool

Existem outras alternativas de tratamento para a próstata?

Além dos medicamentos e procedimentos, algumas abordagens complementares também têm sido estudadas. Por exemplo, uma pesquisa publicada no World Journal of Urology mostrou que o tratamento com extrato de semente de abóbora pode aliviar os sintomas urinários e melhorar a qualidade de vida, sem impactar negativamente o desempenho ou o desejo sexual.

Procedimentos minimamente invasivos, como o Rezum (terapia com vapor de água) ou o UroLift, e cirurgias a laser ou robóticas são alternativas que podem ser discutidas com seu médico. Muitas dessas técnicas têm um perfil de segurança excelente e um baixo impacto na função sexual.

O mais importante é saber que existem caminhos. Tratar a próstata visa devolver seu bem-estar e liberdade, e isso inclui uma vida sexual satisfatória. Não hesite em levar todas as suas dúvidas ao seu urologista.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
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