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Entenda por que esses medicamentos costumam ser contraindicados para a mesma pessoa e conheça os riscos da reação cruzada

Uma dor muscular aparece sem aviso ou uma dor de cabeça começa a pulsar. O primeiro instinto de muitas pessoas é buscar um anti-inflamatório na farmácia caseira. Mas para quem já teve uma reação alérgica ao ibuprofeno, essa simples atitude se transforma em uma grande dúvida: será que o cetoprofeno, outra opção comum, é seguro?
Clínicos gerais podem atender de maneira primária quadros nos quais há dor ou algum tipo de febre. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A resposta curta e direta é não. Há uma sensibilidade cruzada entre as classes de anti-inflamatórios. Por isso, quem tem alergia ao ibuprofeno geralmente não deve usar cetoprofeno devido ao alto risco de reações.
A recomendação médica padrão é que indivíduos com histórico de alergia ao ibuprofeno evitem o uso de cetoprofeno e outros medicamentos da mesma família. Para pacientes alérgicos ao ibuprofeno, o risco de reação cruzada é altíssimo, tornando o uso de outros anti-inflamatórios da mesma família perigoso e geralmente contraindicado.
O motivo central para essa cautela é um fenômeno conhecido como reatividade cruzada. Tanto o ibuprofeno quanto o cetoprofeno são classificados como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs).
Eles funcionam de maneira muito similar no organismo, inibindo enzimas chamadas ciclo-oxigenase (COX), que estão envolvidas nos processos de dor e inflamação. Por terem estruturas químicas e mecanismos de ação semelhantes, o sistema imunológico de uma pessoa alérgica a um deles pode não conseguir diferenciá-los.
Leia também: Quem tem alergia a dipirona pode tomar cetoprofeno?
A reação cruzada acontece quando os anticorpos ou as células de defesa do corpo, que foram "treinados" para atacar o ibuprofeno, reconhecem o cetoprofeno como uma ameaça similar. Assim, ao tomar o segundo medicamento, o organismo desencadeia a mesma resposta alérgica que teria com o primeiro.
Estima-se que o risco de reação cruzada entre AINEs que compartilham o mesmo mecanismo de inibição da COX-1 seja muito elevado, sendo inclusive desaconselhada a substituição de um pelo outro dentro da mesma família. O risco de reações cruzadas graves é considerado muito alto.
O ibuprofeno e o cetoprofeno, por exemplo, são derivados do ácido propiônico, o que os torna estruturalmente muito próximos e aumenta significativamente essa probabilidade de reatividade.
Tomar um medicamento ao qual se tem sensibilidade cruzada pode provocar uma reação alérgica de intensidade variável, desde sintomas leves até quadros graves que necessitam de atendimento de emergência. É fundamental saber reconhecer os sinais.
Os principais sintomas incluem:
Se você tomar um medicamento e apresentar qualquer um desses sinais, especialmente inchaço na face ou dificuldade para respirar, procure ajuda médica imediatamente.
A alergia a um AINE geralmente se estende a vários outros da mesma classe. Por isso, a recomendação é evitar a automedicação com qualquer anti-inflamatório.
Pessoas com alergia ao ibuprofeno devem evitar o cetoprofeno, pois o risco de reações cruzadas graves entre diferentes anti-inflamatórios da mesma família é muito elevado. A tabela abaixo agrupa alguns dos AINEs mais comuns por sua família química, ilustrando o risco de reação cruzada.
Vale dizer que mesmo analgésicos comuns, como a dipirona e o paracetamol, embora não sejam AINEs clássicos, podem em casos mais raros provocar reações em pessoas com hipersensibilidade. A segurança de qualquer alternativa deve ser validada por um profissional.
A conduta correta é clara: não se automedique. O manejo da dor ou inflamação em um paciente com histórico de alergia a AINEs deve ser feito com acompanhamento médico rigoroso.
O especialista indicado para investigar e orientar nesses casos é o alergista ou imunologista. Este profissional pode realizar uma avaliação detalhada, que pode incluir testes de provocação oral em ambiente hospitalar seguro para identificar quais medicamentos são de fato seguros para você.
Além disso, o médico irá fornecer uma lista clara de medicamentos a serem evitados e orientações sobre como proceder em caso de uma exposição acidental. Ele também indicará as alternativas mais seguras para o controle da dor e da febre, como o paracetamol, ajustando a dose e a frequência conforme sua necessidade e histórico clínico.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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