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Saiba identificar os sintomas que exigem atenção médica imediata e entenda a diferença entre uma cefaleia comum e um sinal de emergência.

Aquela pontada familiar começa na têmpora. No início, parece apenas mais um dia de estresse acumulado, mas logo a dor se intensifica de uma forma que você nunca sentiu. É nesse momento que a dúvida surge: isso é uma dor de cabeça comum ou um sinal de que algo mais grave está acontecendo?
Embora a maioria das cefaleias, termo técnico para dor de cabeça, seja benigna, como a cefaleia tensional ou a enxaqueca, algumas podem ser o primeiro sintoma de condições que exigem atendimento médico imediato. Saber diferenciar uma da outra é fundamental.
Neurologistas são os médicos indicados para o acompanhamento desse tipo de quadro. Agende uma consulta em um dos hospitais da Rede Américas.
A principal diferença reside na causa. As dores de cabeça primárias, como a enxaqueca, não são causadas por outra doença. Elas são a própria condição. Já as dores de cabeça secundárias são sintomas de um problema subjacente, que pode variar de uma sinusite a quadros neurológicos graves.
Médicos utilizam um sistema de "sinais de alerta" ou "bandeiras vermelhas" (red flags, em inglês) para identificar rapidamente as cefaleias que precisam de investigação urgente. A presença de um ou mais desses sinais indica que a dor não deve ser tratada como um incômodo passageiro.
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A Sociedade Internacional de Cefaleia e outras organizações de saúde estabelecem critérios claros para identificar uma dor potencialmente perigosa. Fique atento se sua dor de cabeça apresentar as seguintes características:
Frequentemente descrita como "a pior dor de cabeça da vida", é uma emergência médica. Uma dor de cabeça que alcança sua intensidade máxima em poucos segundos, popularmente conhecida como a "pior dor de cabeça da vida", é um forte indicativo de que uma avaliação médica urgente é necessária.
Este tipo de dor, se surgir de forma abrupta e inesperada, ou for a mais intensa já experimentada, requer atenção médica imediata.
Além disso, a presença de sintomas como febre, convulsões, confusão mental ou fraqueza súbita, em conjunto com a dor de cabeça, são sinais de alerta que exigem uma avaliação médica imediata.
Principalmente se houver déficits neurológicos como confusão mental ou perda de consciência, é essencial procurar ajuda rapidamente.
Quando uma criança ou adolescente sofre uma lesão cerebral traumática leve, como uma concussão, a probabilidade de desenvolver dores de cabeça é alta, afetando mais de 80% dessa população. Isso torna a investigação de dores pós-trauma em jovens particularmente importante.
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A decisão entre agendar uma consulta com um neurologista ou ir diretamente para uma emergência depende da natureza dos sintomas. Sinais agudos e graves exigem ação imediata para descartar condições como um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou um aneurisma.
A tabela abaixo ajuda a esclarecer qual caminho seguir:
Embora raras, algumas dores de cabeça são o alerta para problemas sérios. Uma cefaleia em trovoada, por exemplo, pode ser o sinal de uma hemorragia subaracnoidea, geralmente causada pelo rompimento de um aneurisma cerebral.
Dores de cabeça acompanhadas por déficits neurológicos podem indicar um AVC, seja ele isquêmico ou hemorrágico. Já a dor que piora progressivamente ao longo de dias ou semanas, especialmente pela manhã, e está associada a náuseas, pode, em casos mais raros, ser um sintoma de aumento da pressão intracraniana, causada por um tumor cerebral.
É fundamental reforçar que essas são as causas menos comuns de dor de cabeça. No entanto, pela gravidade, a avaliação médica rápida diante dos sinais de alerta é indispensável para um diagnóstico correto e tratamento eficaz.
Muitas pessoas convivem com dores de cabeça que não se enquadram nos critérios de emergência, mas que são persistentes e afetam o dia a dia. A dor de cabeça constante, mesmo que de intensidade leve a moderada, não é normal e merece atenção.
Para pacientes que sofrem de enxaqueca, tanto episódica quanto crônica, a condição pode causar uma incapacidade severa que prejudica drasticamente a vida diária em mais de 83% dos casos. Isso reforça a importância de um tratamento contínuo e adequado, mesmo quando não se trata de uma emergência imediata.
Outra condição de dor de cabeça primária de grande impacto é a Cefaleia em Salvas, ou Cluster Headache. Caracterizada por uma dor excruciante, ela leva muitos pacientes a buscar tratamento de urgência e está associada a altos níveis de incapacidade, impactando severamente a qualidade de vida.
Quadros como a cefaleia tensional crônica ou a enxaqueca crônica necessitam de um plano de tratamento estruturado por um neurologista. A automedicação excessiva pode, inclusive, piorar o problema, levando a um quadro chamado de "cefaleia por uso excessivo de medicação".
Portanto, mesmo na ausência de sinais de alerta, uma dor de cabeça que se torna uma companheira diária é um motivo válido para buscar ajuda especializada. O profissional poderá realizar o diagnóstico correto e indicar a melhor abordagem terapêutica para devolver sua qualidade de vida.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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