Resuma este artigo com IA:
Entenda como vitaminas e minerais atuam no sistema imunológico e descubra que a chave está no equilíbrio, não em um único nutriente
Hábitos saudáveis, como sono de qualidade, atividade física e controle do estresse, são tão importantes quanto a nutrição

A mudança de tempo chega e, com ela, o primeiro espirro. Logo você se lembra daquela recomendação popular de reforçar a vitamina C. Mas será que apenas um nutriente é capaz de blindar o corpo contra gripes, resfriados e outras infecções? A resposta é mais complexa e interessante.
Fortaleça sua imunidade com orientação profissional. Cuide da sua saúde com acompanhamento médico especializado de um nutrólogo.
O sistema imunológico é uma rede complexa de células, tecidos e órgãos que trabalham em conjunto para proteger o corpo contra invasores, como vírus, bactérias e fungos. As vitaminas e minerais são como peças de uma grande engrenagem, essenciais para que essa defesa funcione de maneira eficaz.
Esses micronutrientes participam de centenas de processos metabólicos. O zinco, por exemplo, é um micronutriente fundamental que atua como um regulador crítico em diversos processos biológicos, fundamental para a manutenção da competência imunológica.
Eles auxiliam na produção e maturação de células de defesa, como os linfócitos e macrófagos. Muitos também possuem ação antioxidante, protegendo as células imunes contra danos causados por radicais livres.
Embora não exista uma "melhor" vitamina, um conjunto delas é fundamental para manter o sistema imune alerta e funcional.
A sinergia entre elas é o que garante uma proteção robusta. Entre os micronutrientes, a vitamina C, a vitamina D e o zinco apresentam as evidências mais consistentes. Eles apoiam a otimização da função imunológica e podem ajudar a diminuir o risco de infecções.
O ácido ascórbico, ou vitamina C, é talvez o nutriente mais associado à imunidade. Ele é um poderoso antioxidante e estimula a produção e a função dos glóbulos brancos. Embora não impeça um resfriado, pode ajudar a reduzir sua duração e intensidade.
A vitamina D atua como um modulador da resposta imune. Ela ajuda a regular a ação das células de defesa, evitando respostas inflamatórias exageradas e fortalecendo a linha de frente contra infecções.
A vitamina D, assim como o zinco, demonstra efeitos protetores contra infecções respiratórias virais. A principal forma de obtê-la é pela exposição solar segura.
Leia também: Quais os sintomas da falta de vitamina D: sinais de alerta e riscos
Assim como a vitamina C, a vitamina E é um antioxidante potente. Sua função é proteger a integridade das membranas celulares, incluindo as das células imunes, contra o estresse oxidativo. Esse processo é vital para manter as defesas do corpo eficientes.
Leia também: Que alimentos contêm vitamina E? Saiba para que serve e porque é importante
A vitamina A é importante para a manutenção da integridade das mucosas, como as do trato respiratório e intestinal. Essas mucosas funcionam como uma barreira física, a primeira linha de defesa contra a entrada de microrganismos.
Ela também participa da diferenciação de células imunes. Para populações com deficiência nutricional, a correção da falta de vitamina A, junto com outros micronutrientes como o zinco, através de alimentos fortificados, é uma estratégia para promover a saúde.
As vitaminas não trabalham sozinhas. Certos minerais são coadjuvantes essenciais para uma resposta imune completa e eficaz.
O zinco é fundamental para o desenvolvimento e a comunicação das células imunes. Sua deficiência pode afetar diretamente a capacidade do corpo de combater infecções.
Meta-análises (2020) indicam que o zinco demonstra efeitos protetores contra infecções respiratórias virais. Ele é importante para a manutenção de uma defesa imunológica competente e participa de inúmeras reações enzimáticas vitais.
O selênio tem uma forte ação antioxidante e anti-inflamatória, ajudando a regular a resposta imune e a proteger o corpo contra infecções. Ele trabalha em conjunto com a vitamina E para proteger as células do sistema imunológico.
Com tantas opções disponíveis, é comum questionar se a suplementação é o caminho. O consenso científico aponta que a maneira mais eficaz de apoiar a imunidade é garantir uma dieta variada e equilibrada.
Além disso, estudos robustos (2024), que analisam causas diretas, não confirmam que a suplementação de vitaminas D, C ou zinco previna ou reduza a gravidade de infecções respiratórias. Na maioria dos casos, uma dieta variada e equilibrada é suficiente para suprir as necessidades de vitaminas e minerais do corpo.
A suplementação só é indicada em casos de deficiência confirmada por exames laboratoriais e com recomendação de um médico ou nutricionista. O uso indiscriminado de suplementos pode ser ineficaz e até prejudicial, sobrecarregando órgãos como rins e fígado.
A hipervitaminose, ou excesso de vitaminas, pode ser tóxica. Por exemplo, o excesso de vitamina D pode causar acúmulo de cálcio no sangue (hipercalcemia), enquanto altas doses de vitamina A podem levar a problemas hepáticos. Por isso, a automedicação nunca é uma opção segura.
Focar apenas em vitaminas é ver apenas uma parte do quadro. A imunidade robusta é construída sobre um pilar de hábitos de vida saudáveis.
Mesmo que o zinco e a vitamina D mostrem efeitos benéficos, a base para uma imunidade forte reside sempre em uma dieta diversificada e balanceada, considerada a abordagem mais eficaz. Nenhum suplemento pode compensar um estilo de vida desregrado.
Para fortalecer suas defesas de forma integral, considere os seguintes pontos:
Assim, a melhor forma de aumentar a imunidade não está em um único pote de vitamina, mas no equilíbrio diário entre nutrição, descanso e bem-estar geral.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES