Revisado em: 29/01/2026
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O médico é quem define qual o tratamento para pancreatite, saiba como funciona

A pancreatite é uma condição inflamatória que afeta o pâncreas e pode se manifestar de forma aguda ou crônica. Em ambos os casos, o quadro exige acompanhamento médico, pois pode causar dor intensa, alterações digestivas e impacto direto na qualidade de vida.
Pessoas com histórico de consumo excessivo de álcool, cálculos biliares ou algumas doenças metabólicas costumam estar entre as mais acometidas.
Quando surgem sintomas como dor abdominal persistente, náuseas e vômitos, entender qual o tratamento para pancreatite é essencial para evitar complicações.
Gastroenterologistas e cirurgiões do aparelho digestivo são os médicos indicados para o acompanhamento da pancreatite, desde o diagnóstico até o manejo a longo prazo. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Gastroenterologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento desse tipo de quadro. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A pancreatite é a inflamação do pâncreas, órgão responsável pela produção de enzimas digestivas e hormônios como a insulina. Essa inflamação ocorre quando as enzimas passam a agir dentro do próprio pâncreas, causando lesão do tecido.
A doença pode ser classificada como aguda, quando surge de forma súbita, ou crônica, quando a inflamação se mantém ao longo do tempo.
Não existe um único protocolo que sirva para todos os pacientes. O tratamento depende do tipo de pancreatite, da gravidade do quadro e da causa associada.
Antes de entender qual o tratamento para a pancreatite, é importante saber que o foco é controlar a dor, reduzir a inflamação, tratar a causa e prevenir complicações. O manejo precoce influencia diretamente o prognóstico.
Quem sofre com pancreatite aguda pode precisar de jejum inicial para reduzir a estimulação do pâncreas, hidratação venosa intensa e uso de analgésicos.
Podem ser indicados antibióticos, principalmente quando há suspeita de infecção associada. A maioria dos casos evolui bem com tratamento de suporte adequado.
A pancreatite crônica exige um plano de cuidado contínuo, sendo importante controlar a dor, corrigir a má digestão e tratar possíveis complicações.. A reposição de enzimas pancreáticas pode ser necessária para melhorar a absorção de nutrientes, além do acompanhamento nutricional regular.
Os sintomas variam conforme o tipo da doença, mas alguns sinais são frequentes e merecem atenção. Os principais sintomas da pancreatite aguda são:
E os sintomas da pancreatite crônica incluem:
Na forma crônica, a dor costuma aparecer nas fases de agudização da doença e apresenta características semelhantes à pancreatite aguda.
Antes de escolher qual o tratamento para pancreatite, o médico precisa confirmar a doença, avaliando o histórico do paciente e os sintomas apresentados, como dor abdominal intensa e persistente.
Exames laboratoriais também fazem parte da investigação, principalmente a análise de enzimas pancreáticas no sangue, que tendem a aumentar quando há inflamação do órgão. Os exames de imagem são necessários para visualizar o pâncreas e estruturas próximas.
Ultrassom, tomografia computadorizada e ressonância magnética permitem identificar alterações, possíveis causas do problema e sinais de complicações. Reconhecer a doença logo no início facilita a definição do tratamento mais adequado e reduz o risco de agravamento.
A alimentação é parte importante do tratamento da pancreatite. É recomendado evitar alimentos ricos em gordura, frituras, embutidos, bebidas alcoólicas e ultraprocessados. Dietas fracionadas, com preparações mais leves, costumam ser melhor toleradas. A adequação alimentar reduz crises de dor e melhora a digestão.
As causas mais comuns são os cálculos biliares e consumo excessivo de álcool. Outras condições também podem estar associadas, como hipertrigliceridemia, uso de alguns medicamentos e doenças autoimunes. Segundo um estudo publicado na Acervo Mais (2019), fatores genéticos podem ter papel importante, especialmente nos casos crônicos.
A gravidade da pancreatite é avaliada por critérios clínicos, exames laboratoriais e de imagem. Dor intensa persistente, queda da pressão arterial, alteração da função renal e dificuldade respiratória são sinais de alerta. Essas complicações indicam necessidade de cuidados intensivos.
Durante uma crise de pancreatite, a região abdominal pode ficar sensível, dolorida e, em alguns casos, levemente inchada. A dor costuma se concentrar na parte superior do abdômen e pode irradiar para as costas, o que leva a pessoa a adotar posturas específicas para tentar aliviar o desconforto.
Em quadros mais intensos, o abdômen pode ficar rígido ao toque, sinal de que a inflamação está causando maior irritação dos tecidos internos. Fora das crises, especialmente na pancreatite crônica, a aparência da barriga nem sempre muda, mas o desconforto abdominal pode surgir após as refeições.
A cor da urina pode sofrer alterações em alguns casos de pancreatite, principalmente quando há envolvimento das vias biliares. A urina pode ficar mais escura, com tonalidade semelhante à de chá ou refrigerante tipo cola.
Essa mudança na cor da urina acontece devido ao acúmulo de bilirrubina no organismo, que passa a ser eliminada pela urina. Nem todos os pacientes apresentam essa mudança, mas quando ocorre, ela costuma vir acompanhada de outros sinais, como fezes claras e coloração amarelada da pele e dos olhos.
O tempo para o pâncreas desinflamar varia de acordo com o tipo de pancreatite, a causa e a resposta ao tratamento.
Nos quadros agudos mais leves, a inflamação pode regredir em poucos dias, especialmente quando o tratamento é iniciado rapidamente. Já nos casos mais graves, a recuperação pode levar semanas e exigir acompanhamento hospitalar prolongado.
Entender os sinais do corpo, seguir as orientações médicas e manter acompanhamento regular são atitudes essenciais para controlar a doença e preservar a função do pâncreas ao longo do tempo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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