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Pré-diabetes exige adoçantes que não elevem a glicemia; stevia e eritritol têm índice glicêmico zero e são opções seguras

Aquele cafezinho depois do almoço parece pedir um toque doce. Para quem recebeu um diagnóstico de pré-diabetes, essa simples escolha pode gerar uma série de dúvidas e preocupações.
Substituir o açúcar é o primeiro passo, mas o corredor de adoçantes no mercado pode ser confuso. Qual opção é realmente segura e não vai sabotar seus esforços para controlar a glicemia? Para saber melhor, é importante um médico especialista em nutrologia. Marque a sua consulta em um hospital da Rede Américas.
O pré-diabetes é um sinal de alerta do corpo. Ele indica que os níveis de glicose (açúcar) no sangue estão mais altos que o normal, mas ainda não o suficiente para caracterizar um diabetes tipo 2. Essa condição geralmente está associada à resistência à insulina, um quadro em que as células não respondem bem à ação desse hormônio, dificultando a absorção de glicose.
O objetivo principal é evitar que o açúcar no sangue suba bruscamente. Por isso, a escolha de um adoçante deve ser baseada em um critério fundamental: seu índice glicêmico. Adoçantes com índice glicêmico zero ou muito baixo não provocam picos de glicose e insulina, ajudando a manter o controle metabólico.
Os adoçantes de origem natural são frequentemente recomendados por terem baixo ou nulo impacto glicêmico e serem processados de forma mais limpa pelo organismo.
Estudo publicado na nutrients, em 2024, sugere que adoçantes naturais, como o Stevia, podem diminuir a resistência à insulina e ter um efeito protetor contra doenças hepáticas. Sendo mais indicados para quem busca prevenir a diabetes ou tem resistência à insulina, ao contrário dos adoçantes artificiais. As três principais opções naturais se destacam.
Extraída das folhas da planta Stevia rebaudiana, o stevia é um adoçante natural que não contém calorias e possui índice glicêmico zero. Sua popularidade tem aumentado significativamente em produtos reformulados, impulsionada pela percepção dos consumidores sobre sua origem natural, que buscam alternativas ao açúcar.
O consumo não afeta os níveis de açúcar no sangue, tornando-o uma das escolhas mais seguras para pré-diabéticos. Seu poder de adoçar é cerca de 200 a 300 vezes maior que o do açúcar comum, exigindo uma quantidade muito pequena.
Pesquisa divulgada na PLOS one, em 2023, indica que, para pessoas com pré-diabetes, o consumo de Stevia antes de uma refeição pode reduzir significativamente os níveis de glicose no sangue após a ingestão. O que sugere um potencial benefício metabólico.
No entanto, é importante ressaltar que estudos científicos sobre os efeitos a longo prazo da Stevia e sua ligação direta com a prevenção ou risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 são atualmente escassos.
A única ressalva para algumas pessoas é um leve retrogosto (sabor que persiste) amargo, que pode variar conforme a marca e a pureza do produto, mas é uma excelente opção para adoçar bebidas.
O eritritol é um poliol (álcool de açúcar) encontrado naturalmente em frutas como peras e melões. Apesar do nome, não contém álcool etílico. Ele tem índice glicêmico zero e seu valor calórico é quase nulo, pois a maior parte não é absorvida pelo corpo, sendo excretada pela urina.
O sabor é limpo e muito parecido com o do açúcar, com cerca de 70% de seu poder adoçante. Sua principal vantagem em relação a outros polióis é a alta tolerância digestiva. A maioria das pessoas pode consumir eritritol sem experienciar o desconforto gástrico ou o efeito laxativo comum a outros adoçantes da mesma classe.
O xilitol é outro poliol, extraído de fontes como o milho e a bétula. Seu grande atrativo é o sabor, que é praticamente idêntico ao do açúcar, sem retrogosto. Ele possui um índice glicêmico baixo (em torno de 7 a 13), o que representa um impacto mínimo na glicemia, especialmente quando consumido em pequenas quantidades.
O xilitol contém calorias (cerca de 40% menos que o açúcar) e, em excesso, pode causar efeitos laxativos e gases. É também conhecido por seus benefícios à saúde dental, pois ajuda a prevenir cáries.
Adoçantes artificiais, como sucralose, aspartame e sacarina, são aprovados por órgãos reguladores como a ANVISA para consumo seguro. Eles não possuem calorias e não elevam a glicemia, sendo, tecnicamente, adequados para pré-diabéticos.
Mas para pacientes pré-diabéticos que utilizam Metformina ou buscam prevenir a doença, o consumo de adoçantes não nutritivos, como a sacarina, pode anular os efeitos benéficos do tratamento. Podendo piorar o controle da glicose e promover ganho de peso.
A sucralose, por exemplo, é 600 vezes mais doce que o açúcar e é estável em altas temperaturas, o que a torna útil em receitas. O trabalho publicado na PLOS one, em 2023, sugere que o consumo regular de certos adoçantes artificiais pode alterar a composição da microbiota intestinal.
Esse desequilíbrio pode, paradoxalmente, influenciar o metabolismo da glicose a longo prazo. Por essa razão, muitos profissionais de saúde priorizam a recomendação de adoçantes naturais, sugerindo que os artificiais sejam utilizados com moderação e de forma pontual.
A melhor escolha dependerá do seu paladar, da sua tolerância digestiva e do uso pretendido.
Uma estratégia recomendada por nutricionistas é fazer um rodízio entre os tipos de adoçantes. Isso evita a exposição excessiva a uma única substância e ajuda a treinar o paladar para apreciar sabores menos doces, que é o objetivo final mais saudável.
Leia também: Melhor adoçante para dieta: qual escolher?
Não há uma resposta única. O "melhor" adoçante para um pré-diabético é aquele que combina três fatores: índice glicêmico zero ou muito baixo, boa tolerância individual e origem natural.
Nesse sentido, a stevia e o eritritol se destacam como as opções mais seguras e vantajosas para o controle glicêmico diário. O xilitol surge como um ótimo substituto em receitas, desde que usado com atenção às quantidades.
Mais importante do que apenas trocar o açúcar por um adoçante é encarar o diagnóstico de pré-diabetes como uma oportunidade para reavaliar hábitos e reduzir a dependência do sabor doce. O acompanhamento de um médico endocrinologista ou de um nutricionista é fundamental para criar um plano alimentar individualizado e seguro.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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