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Não existe um número exato. A frequência cardíaca pode variar muito, e focar nos sintomas corretos pode salvar sua vida.

Você sente um aperto estranho no peito, uma sensação que nunca teve antes. O primeiro instinto de muitos é olhar para o relógio inteligente ou levar os dedos ao pulso, buscando um número. "Quantos batimentos por minuto? Está muito alto? Está muito baixo?". Essa dúvida é comum, mas pode desviar o foco do que realmente importa.
É importante saber que não existe um número fixo de batimentos que indique os sintomas de um infarto. A frequência cardíaca varia amplamente entre os pacientes no momento da admissão hospitalar.
Cardiologistas são os médicos que podem atender esse tipo de demanda. A Rede Américas conta com um corpo de especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A resposta direta é: ele pode fazer os dois, ou até mesmo se tornar completamente irregular. O infarto agudo do miocárdio ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do músculo cardíaco é bloqueado. Essa falta de oxigênio causa danos ao tecido e desencadeia uma série de reações no corpo, que variam de pessoa para pessoa.
Durante um infarto, os batimentos cardíacos podem tanto acelerar quanto diminuir. Isso acontece porque a lesão no músculo cardíaco causa instabilidade elétrica, desregulando o ritmo natural do coração.
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Na maioria dos casos de infarto, o corpo libera hormônios de estresse, como a adrenalina. Essa resposta, somada à dor intensa e à ansiedade, faz com que a frequência cardíaca aumente, um quadro conhecido como taquicardia. Os batimentos podem facilmente ultrapassar 100 ou 120 por minuto (bpm) mesmo em repouso.
O coração pode acelerar ou oscilar significativamente em resposta ao estresse da lesão, e o estresse também pode desregular o sistema nervoso, tornando o pulso muito instável.
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Menos comum, mas igualmente perigoso, é o coração desacelerar. A bradicardia durante um infarto pode ocorrer se o bloqueio de sangue atingir a área do coração responsável por regular o ritmo elétrico. Nesses casos, a frequência cardíaca pode cair para menos de 60 bpm, causando tontura ou desmaios.
Além de acelerar ou diminuir, o coração pode perder seu compasso. O infarto pode causar uma arritmia cardíaca, ou seja, batimentos cardíacos irregulares. O pulso pode parecer caótico, com batidas fortes e fracas sem um padrão definido. Essa é uma complicação grave que exige atendimento médico imediato.
Não há um batimento cardíaco padrão, pois a frequência do coração oscila enquanto o músculo tenta compensar a falta de oxigênio circulante.
O número que aparece no seu monitor de pulso é apenas um dado dentro de um cenário muito mais complexo. Uma pessoa pode ter uma frequência cardíaca de 130 bpm por conta de um ataque de pânico, e outra pode estar infartando com 80 bpm.
Não existe um número fixo de batimentos durante um infarto, pois o estresse desregula o sistema nervoso, podendo acelerar ou tornar o pulso muito instável. Basear sua decisão de procurar ajuda apenas na velocidade dos batimentos é um erro perigoso.
Os outros sinais que o corpo emite são muito mais decisivos para identificar um possível ataque cardíaco.
Em vez de se fixar no número de batimentos, familiarize-se com os sintomas que caracterizam um evento cardíaco. Segundo organizações de saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2025), os sinais de alerta mais importantes incluem:
Vale dizer que mulheres e idosos podem apresentar sintomas atípicos, como fadiga inexplicável, dor no estômago ou ansiedade súbita, sem a dor clássica no peito.
Para ter um parâmetro, é útil saber o que é considerado normal. Para a maioria dos adultos saudáveis, uma frequência cardíaca em repouso (medida após alguns minutos sentado e calmo) fica entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm). Atletas e pessoas muito ativas podem ter uma frequência mais baixa, perto de 40 bpm, o que é normal para eles.
Se você ou alguém próximo apresentar os sintomas descritos, especialmente a dor no peito combinada com outros sinais, não hesite. Tempo é músculo cardíaco: quanto mais rápido o atendimento, menor o dano ao coração.
Lembre-se: o infarto é uma emergência médica. Conhecer os sinais corretos e agir com rapidez é mais importante do que tentar interpretar um número isolado de batimentos cardíacos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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