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Qual o batimento cardíaco de um infarto? Mitos e verdades sobre esse quadro

Não existe um número exato. A frequência cardíaca pode variar muito, e focar nos sintomas corretos pode salvar sua vida.

Resumo
  • Não há um batimento cardíaco específico que confirme um infarto; ele pode estar acelerado, lento ou irregular.
  • Na maioria das vezes, o coração acelera (taquicardia) como resposta à dor e ao estresse do evento.
  • Em alguns casos, especialmente em infartos que afetam certas partes do coração, o ritmo pode diminuir (bradicardia).
  • Os sintomas clássicos, como dor no peito, suor frio e falta de ar, são indicadores muito mais confiáveis do que a frequência cardíaca isolada.
  • Diante da suspeita de um infarto, a ação correta é ligar imediatamente para o serviço de emergência (SAMU - 192).
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Você sente um aperto estranho no peito, uma sensação que nunca teve antes. O primeiro instinto de muitos é olhar para o relógio inteligente ou levar os dedos ao pulso, buscando um número. "Quantos batimentos por minuto? Está muito alto? Está muito baixo?". Essa dúvida é comum, mas pode desviar o foco do que realmente importa.

É importante saber que não existe um número fixo de batimentos que indique os sintomas de um infarto. A frequência cardíaca varia amplamente entre os pacientes no momento da admissão hospitalar.

Cardiologistas são os médicos que podem atender esse tipo de demanda. A Rede Américas conta com um corpo de especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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O coração acelera ou desacelera durante um infarto?

A resposta direta é: ele pode fazer os dois, ou até mesmo se tornar completamente irregular. O infarto agudo do miocárdio ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do músculo cardíaco é bloqueado. Essa falta de oxigênio causa danos ao tecido e desencadeia uma série de reações no corpo, que variam de pessoa para pessoa.

Durante um infarto, os batimentos cardíacos podem tanto acelerar quanto diminuir. Isso acontece porque a lesão no músculo cardíaco causa instabilidade elétrica, desregulando o ritmo natural do coração.

Leia também: Quais são os sintomas de infarto em homens?

Taquicardia: a resposta mais comum

Na maioria dos casos de infarto, o corpo libera hormônios de estresse, como a adrenalina. Essa resposta, somada à dor intensa e à ansiedade, faz com que a frequência cardíaca aumente, um quadro conhecido como taquicardia. Os batimentos podem facilmente ultrapassar 100 ou 120 por minuto (bpm) mesmo em repouso.

O coração pode acelerar ou oscilar significativamente em resposta ao estresse da lesão, e o estresse também pode desregular o sistema nervoso, tornando o pulso muito instável.

Leia também: Quais são os sintomas de infarto em mulheres?

Bradicardia: quando o ritmo diminui

Menos comum, mas igualmente perigoso, é o coração desacelerar. A bradicardia durante um infarto pode ocorrer se o bloqueio de sangue atingir a área do coração responsável por regular o ritmo elétrico. Nesses casos, a frequência cardíaca pode cair para menos de 60 bpm, causando tontura ou desmaios.

Arritmia: o perigo do ritmo irregular

Além de acelerar ou diminuir, o coração pode perder seu compasso. O infarto pode causar uma arritmia cardíaca, ou seja, batimentos cardíacos irregulares. O pulso pode parecer caótico, com batidas fortes e fracas sem um padrão definido. Essa é uma complicação grave que exige atendimento médico imediato.

Não há um batimento cardíaco padrão, pois a frequência do coração oscila enquanto o músculo tenta compensar a falta de oxigênio circulante.

Por que não se deve focar apenas na frequência cardíaca?

O número que aparece no seu monitor de pulso é apenas um dado dentro de um cenário muito mais complexo. Uma pessoa pode ter uma frequência cardíaca de 130 bpm por conta de um ataque de pânico, e outra pode estar infartando com 80 bpm.

Não existe um número fixo de batimentos durante um infarto, pois o estresse desregula o sistema nervoso, podendo acelerar ou tornar o pulso muito instável. Basear sua decisão de procurar ajuda apenas na velocidade dos batimentos é um erro perigoso.

Os outros sinais que o corpo emite são muito mais decisivos para identificar um possível ataque cardíaco.

Quais são os sinais de infarto que exigem atenção imediata?

Em vez de se fixar no número de batimentos, familiarize-se com os sintomas que caracterizam um evento cardíaco. Segundo organizações de saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2025), os sinais de alerta mais importantes incluem:

  • Dor ou desconforto no peito: sensação de aperto, pressão, peso ou queimação no centro do peito, que pode durar vários minutos ou ir e voltar.
  • Irradiação da dor: o desconforto pode se espalhar para outras áreas, como braço esquerdo, ombros, costas, pescoço ou mandíbula.
  • Falta de ar: dificuldade para respirar, mesmo em repouso.
  • Suor frio: uma sudorese intensa e repentina, sem relação com o calor ou esforço físico.
  • Outros sintomas: náuseas, vômitos, tontura súbita, palidez e uma sensação de fraqueza extrema.

Vale dizer que mulheres e idosos podem apresentar sintomas atípicos, como fadiga inexplicável, dor no estômago ou ansiedade súbita, sem a dor clássica no peito.

O que é considerado uma frequência cardíaca normal em repouso?

Para ter um parâmetro, é útil saber o que é considerado normal. Para a maioria dos adultos saudáveis, uma frequência cardíaca em repouso (medida após alguns minutos sentado e calmo) fica entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm). Atletas e pessoas muito ativas podem ter uma frequência mais baixa, perto de 40 bpm, o que é normal para eles.

Faixa Etária

Batimentos por Minuto (em repouso)

Recém-nascidos (0-1 mês)

70 a 190 bpm

Bebês (1-11 meses)

80 a 160 bpm

Crianças (1-10 anos)

70 a 130 bpm

Adolescentes e Adultos

60 a 100 bpm

Idosos (acima de 65 anos)

60 a 100 bpm

Como agir em caso de suspeita de infarto?

Se você ou alguém próximo apresentar os sintomas descritos, especialmente a dor no peito combinada com outros sinais, não hesite. Tempo é músculo cardíaco: quanto mais rápido o atendimento, menor o dano ao coração.

  1. Ligue para a emergência: acione imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo número 192. A equipe está preparada para iniciar o tratamento no local.
  2. Mantenha a calma: sente a pessoa em uma posição confortável e afrouxe roupas apertadas para facilitar a respiração.
  3. Não dirija: nunca tente dirigir até o hospital. Se necessário, peça ajuda a alguém, mas a ambulância é sempre a opção mais segura.
  4. Não ignore os sintomas: não espere os sintomas "passarem". O atendimento rápido é fundamental para um bom prognóstico.

Lembre-se: o infarto é uma emergência médica. Conhecer os sinais corretos e agir com rapidez é mais importante do que tentar interpretar um número isolado de batimentos cardíacos.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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