Revisado em: 23/01/2026
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A menopausa é um processo natural marcado pelo fim da menstruação; ela provoca mudanças hormonais, físicas e emocionais na mulher

A menopausa é um marco biológico que representa o fim da fase reprodutiva. Ela não é uma doença, e sim um processo natural carregado de transformações hormonais, físicas e emocionais. Essas mudanças costumam gerar bastante desconforto, impactando na qualidade de vida.
A busca por informações seguras e confiáveis nesse momento é muito importante. O que pode levar muitas mulheres a questionar quais os sintomas e a idade em que ocorre. Além de qual exame detecta menopausa.
Para além da avaliação clínica dos sintomas e da idade, o médico pode solicitar exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico. Os exames também são utilizados para fazer o acompanhamento da saúde.
Se você apresenta sintomas da menopausa ou tem dúvidas sobre procedimentos diagnósticos e tratamentos, agende uma consulta em nosso hospital e receba orientação especializada.
A menopausa é definida como a ausência de menstruação por 12 meses consecutivos, sem outras causas fisiológicas ou patológicas. Ela marca o momento em que os ovários deixam de liberar óvulos e a produção de hormônios sexuais femininos.
É o caso do estrogênio, que cai vertiginosamente durante esse período. É importante diferenciar a menopausa do climatério. O climatério é a fase de transição que se estende do período reprodutivo para o não reprodutivo.
O fim do período reprodutivo resulta do esgotamento dos folículos ovarianos, que a mulher possui desde o nascimento. As mulheres nascem com um número finito de células germinativas nos ovários e ao longo da vida a reserva é utilizada.
Quando os últimos folículos morrem, os ovários entram em falência e as concentrações de estrogênio e progesterona caem significativamente. O climatério pode começar anos antes da menopausa propriamente dita. Durante essa fase a mulher pode experimentar irregularidades menstruais e os primeiros sintomas da queda hormonal.
Segundo o Ministério da Saúde, a menopausa ocorre entre 45 e 55 anos. Mas a idade pode variar a depender do organismo da mulher. Algumas delas entram nesse período por volta dos 40 anos, sendo a menopausa classificada como prematura ou precoce.
Para saber se você está na menopausa, é preciso observar a idade e se há presença de um quadro clínico característico. Um dos sintomas mais comuns são as ondas de calor, que podem se manifestar já no climatério.
Os chamados fogachos são representados por episódios súbitos de calor na face, pescoço e tronco. Eles costumam vir acompanhados de suores e palpitações. Além deles, são observadas irregularidades na duração dos ciclos e na quantidade do fluxo menstrual até a cessação completa da menstruação.
O ressecamento vaginal, a dor durante a penetração e a diminuição da libido também podem estar presentes. Assim como a dificuldade para esvaziar a bexiga, a perda de urina e a recorrência de infecções urinárias ou ginecológicas.
A mulher também pode apresentar sintomas psíquicos como: irritabilidade, instabilidade emocional, depressão, distúrbios de ansiedade e perda de memória. A insônia costuma aparecer por causa dos fogachos noturnos.
Alterações na distribuição de gordura (concentração abdominal), perda de massa óssea (osteopenia e osteoporose) e aumento do risco de doenças cardiovasculares podem ser observados na menopausa.
A persistência de sintomas severos por mais de três meses indica que é preciso ir ao ginecologista fazer uma avaliação.
A resposta direta à pergunta “qual exame detecta menopausa”, é que o diagnóstico costuma ser feito observando os sintomas e a idade da paciente. Mas os exames laboratoriais são ferramentas complementares para fechar o diagnóstico.
O exame laboratorial mais utilizado para auxiliar no diagnóstico é a dosagem do Hormônio Folículo-Estimulante (FSH).
O hormônio é produzido pela glândula hipófise e atua estimulando a ovulação e a produção de estrogênio. Com o esgotamento da reserva de ovários na menopausa, o organismo tenta compensar a baixa produção de estrogênio aumentando a liberação de FSH.
Quando os níveis permanecem constantemente acima de 30 mIU/mL podem indicar a chegada da menopausa ou do climatério. Durante a transição para menopausa, o quantitativo de FSH pode variar bastante ao longo dos meses. Esse fator torna menos precisa a análise isolada do exame.
Por isso, a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) determina que a dosagem de FSH seja apenas para auxiliar no diagnóstico. Ela não deve ser usada isoladamente.
Além do Hormônio Folículo-Estimulante, outros exames são importantes para uma avaliação completa e para o acompanhamento da saúde da mulher no climatério e pós-menopausa.
Pode ser feita a medição do estradiol sérico. Níveis baixos (abaixo de 30 pg/mL) confirmam a falência ovariana e a baixa produção de estrogênio. Já níveis baixos do Hormônio Anti-Mülleriano (AMH) sugere a proximidade da menopausa. Ele é responsável por indicar a quantidade de óvulos disponíveis (reserva ovariana).
O hormônio luteinizante (LH) costuma estar elevado na menopausa. Já a prolactina é dosada para descartar que a ausência da menstruação seja causada por problemas na glândula hipófise.
A densitometria óssea também é uma opção. O exame de imagem auxilia na prevenção e diagnóstico da osteoporose, já que o risco é aumentado na menopausa. A avaliação costuma ser a cada ano ou a cada dois anos.
Por causa do aumento do risco cardiovascular, o médico pode solicitar também o perfil lipídico da mulher. O propósito é manter o controle do colesterol. Pode ser solicitada também uma avaliação endócrina completa. O objetivo é monitorar os hormônios e a reposição hormonal de quem faz.
O tratamento para os sintomas deve ser sempre individualizado e orientado por um médico ginecologista. Ele tem como objetivo promover o alívio do desconforto e prevenir as consequências a longo prazo da deficiência hormonal.
A TRH é considerada o tratamento mais eficaz para aliviar os fogachos e os sintomas urogenitais. Ele também promove a proteção contra a osteoporose. Mas a terapêutica possui diversas contraindicações e riscos que devem ser avaliados com muito cuidado pelos médicos.
Ela aumenta o risco de trombose, câncer de mama e de acometimento por doenças cardiovasculares. A opção pela TRH deve ser feitos em conjunto entre a paciente e o médico.
Além dela, existem outras abordagens que podem minimizar os sintomas. A alimentação e suplementação é uma delas. O cálcio e a vitamina D, por exemplo, são fundamentais para a prevenção de fraturas e da osteoporose.
Já a prática regular de exercícios aeróbicos e de fortalecimento muscular é importante para o bem-estar físico da mulher. Além de promover o controle da pressão arterial, prevenir doenças cardiovasculares e atenuar as alterações de humor.
A transição para a menopausa é uma fase de adaptação que exige atenção e cuidado. Para responder à questão "qual exame detecta menopausa", o exame de FSH é o principal marcador laboratorial. Ele é responsável por complementar o diagnóstico e para acompanhamento da saúde da mulher.
A importância da combinação entre o histórico da paciente, a avaliação dos sintomas e os exames complementares garante um diagnóstico preciso e um plano de tratamento eficaz.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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