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Não há evidências de que a prótese de silicone cause câncer de mama; implantes podem estar associados a linfomas raros na cápsula da prótese

A mamoplastia de aumento é uma das cirurgias plásticas mais realizadas no Brasil. De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, citada pelo Jornal da USP, o Brasil é líder do ranking mundial de cirurgias plásticas.
Com a popularização do procedimento, também surgem dúvidas e preocupações sobre a segurança dos implantes. Uma delas é se a prótese de silicone pode causar câncer de mama. Nesse caso, a ciência não mostra uma relação causal, mas deixa claro que pode haver o surgimento de tipos raros de linfomas (cânceres do tecido linfático).
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Não existem evidências científicas robustas que comprovem uma relação de causa e efeito entre o implante de silicone e o desenvolvimento do câncer de mama (carcinoma mamário).
Mas a mulher com implante pode ter um tipo muito raro de câncer que não se origina no tecido das mamas, mas sim na cápsula fibrosa que o corpo forma naturalmente ao redor da prótese. Por isso, é preciso fazer a seguinte distinção: o implante não causa o câncer de mama, mas está associado a um tipo de linfoma que se manifesta na região dos seios.
As próteses são consideradas seguras, mas não estão isentas de riscos e podem estar associadas a algumas condições de saúde que merecem atenção e acompanhamento médico contínuo.
O BIA-ALCL é um tipo raro de linfoma (câncer do sistema linfático) que pode se desenvolver na cápsula ao redor do implante mamário. A condição costuma ser mais frequentemente associada a próteses com superfície texturizada.
De acordo com estudo publicado na National Library of Medicine, em 2021, a incidência do linfoma é bastante variável. Ela pode variar de 1 em 355 a 1 em 30.000 pacientes. Os principais sintomas incluem aumento súbito e doloroso do volume de uma das mamas, causado pelo acúmulo de líquido (seroma tardio).
O diagnóstico é feito pela análise desse líquido e o tratamento, na maioria dos casos, consiste na remoção completa da prótese e da cápsula. As taxas de cura são altas quando a doença é detectada precocemente.
Ainda mais raro que o BIA-ALCL, o BIA-SCC é um tipo de carcinoma que também se desenvolve na cápsula do implante. A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) reportou o primeiro caso no Brasil, em julho de 2025.
A condição parece estar ligada a um processo inflamatório crônico e prolongado. Os fatores de risco ainda são pouco conhecidos, mas reforça a necessidade de investigar qualquer alteração nos implantes, mesmo após muitos anos.
Uma outra condição associada ao uso de prótese é a Síndrome Autoimune/Inflamatória Induzida por Adjuvantes (ASIA). É uma reação autoimune ou inflamatória ao silicone, que pode manifestar um conjunto de sintomas como dor nas articulações, fadiga crônica, dores musculares e boca seca.
A FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama) diz que a síndrome pode ocorrer em pessoas com predisposição a doenças reumatológicas. O quadro clínico pode ser desencadeado ou agravado pela presença do implante.
Além de raras condições ligadas ao câncer, existem riscos mais comuns ligados ao implante que todo paciente deve conhecer.
Existe a contratura capsular, que pode ser considerada a complicação mais comum. Nela, a cápsula que se forma ao redor do implante endurece, podendo causar dor, deformidade e endurecimento da mama.
Também pode acontecer a ruptura do implante. As próteses não duram para sempre e podem sofrer desgaste, levando a rupturas. Ela pode ser silenciosa (sem sinais e sintomas) ou causar dor, inchaço e alteração no formato dos seios.
O acúmulo de líquido ao redor da prótese pode ocorrer mais de um ano após a cirurgia. Ele é um sinal importante para o linfoma anaplásico de grandes células e nunca deve ser ignorado, devendo sempre ser investigado.
Pode haver a necessidade de cirurgias futuras, por causa de complicações com contratura, ruptura ou por desejo de troca.
As mulheres com prótese de silicone devem seguir a mesma rotina de rastreamento para o câncer de mama que a população geral. Mas existem algumas particularidades técnicas. O implante é radiopaco, então pode dificultar a visualização completa do tecido mamário na mamografia tradicional.
Para contornar essa dificuldade, é utilizada a Manobra de Eklund. Uma técnica especial em que o silicone é deslocado para trás e o tecido das mamas é colocado para frente. O que permite fazer uma análise melhor das mamas. Por isso é fundamental que o técnico de radiologia seja informado sobre a presença da prótese antes do exame.
Por causa da limitação, é comum que exames complementares sejam indicados. A ultrassonografia pode ser usada como completo à mamografia, pois consegue avaliar áreas que podem ficar escurecidas pela prótese.
A ressonância magnética é o exame mais sensível para avaliar tanto a integridade do implante (avaliar possíveis rupturas) quanto para detectar lesões suspeitas. Principalmente em pacientes de alto risco.
Um estudo publicado pela Revista Científica Multidisciplinar, em 2024, mostrou a mamografia com contraste como um método viável e alternativo à ressonância. Sendo utilizada para identificar lesões em mama com implantes, mostrando a vascularização de possíveis tumores.
Depois de colocar o silicone, é importante manter um acompanhamento médico regular com o mastologista e cirurgião plástico. Além de fazer os exames de rotina, a mulher deve procurar um médico se notar sinais como: aumento súbito no tamanho de uma das mamas e retração ou mudança na pele ou no mamilo.
A dor, vermelhidão ou inchaço que não desaparece e aparecimento de um nódulo ou rigidez na mama também justificam a ida ao médico. Assim como a alteração no seu formato ou contorno.
A evidências científicas não sustentam a afirmação de que a prótese de silicone cause câncer de mama. Mas os implantes estão associados a condições raras como o linfoma BIA-ALCL e outras complicações.
Consultas frequentes com um profissional de saúde e a realização de exames de imagem adequados garantem que qualquer alteração seja detectada de maneira precoce.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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