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Entenda os sinais que seu corpo envia na transição para a menopausa e saiba como cuidar da sua saúde nesta fase decisiva.

Um dia, você nota que seu ciclo menstrual, antes tão previsível, está diferente. Em seguida, vêm as noites mal dormidas, um calor súbito que sobe pelo corpo sem motivo aparente e uma irritabilidade que parece desproporcional. Essas experiências, comuns a muitas mulheres a partir dos 40 anos, podem ser os primeiros sinais da pré-menopausa.
Entender o que acontece com o corpo é o primeiro passo para atravessar essa fase com mais tranquilidade e qualidade de vida. Trata-se de um processo natural, mas que exige atenção e cuidado.
Ginecologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento desses quadros e confirmar possíveis menopausas. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais do Brasil.
A pré-menopausa, tecnicamente chamada de perimenopausa, é o período de transição que antecede a menopausa. Nessa fase, os ovários começam a diminuir gradualmente a produção de estrogênio, principal hormônio feminino. Essa flutuação hormonal é a causa direta da maioria dos sintomas.
É importante não confundir pré-menopausa com menopausa. A menopausa é definida oficialmente como a última menstruação, confirmada após 12 meses consecutivos sem novos ciclos. A pré-menopausa é todo o caminho que leva até esse marco, podendo durar de alguns meses a vários anos, com uma média de quatro a oito anos.
Os sinais variam intensamente de mulher para mulher, mas alguns são mais frequentes. Estes sintomas se manifestam de diversas maneiras, incluindo distúrbios do sono, alterações de humor, fadiga e os característicos fogachos. Eles podem ser agrupados para facilitar a identificação.
A alteração na regularidade da menstruação é, muitas vezes, o primeiro sintoma perceptível. O desequilíbrio entre estrogênio e progesterona afeta diretamente o ciclo.
Causados pela queda nos níveis de estrogênio, que afeta o centro de controle de temperatura do corpo no cérebro, os sintomas vasomotores são muito característicos. Cerca de 80% das mulheres nesta fase experimentam ondas de calor e suores noturnos, que frequentemente contribuem para insônia, cansaço e irritabilidade.
As flutuações hormonais têm um impacto significativo no sistema nervoso central. Por isso, mudanças de humor não são "frescura", mas sim um sintoma fisiológico real.
A qualidade do sono é frequentemente afetada nesta fase, seja pelos suores noturnos ou pelas próprias alterações hormonais que regulam o ciclo circadiano. A insônia é o sintoma mais comum da perimenopausa, afetando mais da metade das mulheres (56,9%).
A fadiga atinge 45,6% e as flutuações de humor, 37,3% das mulheres nessa etapa. Além das irregularidades no ciclo, problemas de sono e ondas de calor podem estar associados a dificuldades de concentração e memória.
Esses distúrbios do sono e outros sintomas neurológicos podem estar relacionados ao envelhecimento do sistema que controla hormônios e cérebro (neuroendócrino), que começa antes das mudanças nos ovários.
A diminuição do estrogênio afeta diretamente os tecidos da vagina e da bexiga, uma condição conhecida como síndrome geniturinária da menopausa.
O corpo todo sente o impacto da transição hormonal. Ficar atenta a outras mudanças ajuda no quadro geral.
A maioria das mulheres começa a notar os primeiros sinais da pré-menopausa entre os 40 e os 45 anos. No entanto, não há uma regra. Algumas podem iniciar essa transição já aos 35 anos, enquanto outras só perceberão mudanças mais perto dos 50.
Quando os sintomas surgem antes dos 40 anos, é fundamental investigar a possibilidade de insuficiência ovariana prematura, uma condição que exige acompanhamento médico específico.
O diagnóstico da pré-menopausa é primariamente clínico. O ginecologista avalia os sintomas, a idade e o histórico menstrual da paciente. Em alguns casos, dosagens hormonais de FSH (hormônio folículo-estimulante) podem ser solicitadas, mas seus níveis flutuam muito nesta fase, não sendo um marcador definitivo isoladamente.
O mais importante é a consulta médica para descartar outras condições com sintomas semelhantes, como disfunções da tireoide ou deficiências vitamínicas, garantindo que o cuidado seja direcionado corretamente.
Você não precisa esperar que os sintomas se tornem insuportáveis para buscar ajuda. O acompanhamento ginecológico regular é a melhor forma de cuidar da saúde em todas as fases da vida.
Procure um especialista se você notar:
Um profissional de saúde poderá orientar sobre estratégias para aliviar os sintomas, que vão desde mudanças no estilo de vida, como dieta e exercícios, até opções de tratamento hormonal, quando indicado.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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