Entenda o caminho das bactérias até os rins, descubra se a doença é contagiosa e saiba como prevenir complicações.
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Você começa a sentir uma leve ardência ao fazer xixi, acha que vai passar apenas bebendo água, mas dias depois é surpreendido por uma dor intensa na região das costas e febre alta. Esse é o roteiro clássico de quem desenvolve a pielonefrite, uma infecção que exige atenção rápida. O desconforto inicial mascara um processo em que microorganismos estão avançando para órgãos vitais.
Diferente do senso comum, a pielonefrite não se "pega" de outra pessoa pelo ar, pelo contato físico ou por relações sexuais. Ela ocorre quando bactérias, na maioria das vezes a Escherichia coli (E. coli) presente na flora natural do intestino, entram pela uretra. A partir daí, elas passam pela bexiga e sobem pelos canais urinários até atingir o tecido renal.
Compreender esse trajeto ascendente é o primeiro passo para barrar a evolução do quadro. Quando uma infecção no trato urinário inferior não recebe o tratamento adequado, o risco de o quadro se tornar grave aumenta consideravelmente. Ignorar os primeiros sinais facilita o trabalho das bactérias, tornando a avaliação de um especialista habilitado indispensável.
Nefrologistas são os médicos indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A infecção renal raramente começa direto nos rins. O corpo humano possui mecanismos de defesa naturais, como o próprio fluxo da urina, que ajuda a expulsar invasores. No entanto, esse movimento de subida das bactérias é facilitado quando as defesas naturais do organismo estão enfraquecidas.
A Escherichia coli (E. coli) é responsável pela imensa maioria dos casos. Essa bactéria vive pacificamente no trato gastrointestinal, mas se torna um problema quando alcança a região íntima. Uma vez na uretra, ela se multiplica e causa a cistite, que é a inflamação da bexiga.
Se essa cistite não for tratada, as bactérias continuam seu caminho de ascensão. Elas “nadam contra a correnteza” da urina através dos ureteres, os tubos que ligam a bexiga aos rins. Ao alcançar o tecido funcional do rim, o corpo reage com um forte processo inflamatório. A infecção ocorre essencialmente quando esses microrganismos superam as barreiras de proteção do corpo.
Você não contrai pielonefrite ao usar o mesmo banheiro que alguém infectado, nem ao compartilhar toalhas ou abraçar a pessoa. Estudos indicam que a doença é uma condição interna do corpo e não envolve a transmissão direta entre seres humanos.
Muitas pessoas confundem infecção urinária com infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Embora a atividade sexual possa facilitar mecanicamente a entrada de bactérias na uretra, a pielonefrite em si não é transmitida pelo parceiro.
Como a infecção é causada por uma migração de bactérias do próprio paciente, não existe transmissão externa.
Algumas condições físicas ou hábitos de vida tornam o ambiente urinário mais propício para que as bactérias vençam as defesas do organismo. O fluxo de urina pode ser prejudicado ou o sistema imunológico pode estar menos eficiente.
Os principais fatores de risco incluem:
Diferenciar uma cistite comum de uma pielonefrite é fundamental para evitar sequelas. Enquanto a infecção na bexiga causa basicamente ardência e urgência para urinar, o comprometimento renal gera reações sistêmicas no corpo.
Procure um serviço de emergência se você apresentar os seguintes sinais:
A melhor forma de evitar que as bactérias cheguem aos rins é impedir que elas se instalem na bexiga. A hidratação adequada é o ponto de partida, pois beber bastante água garante que você urine com frequência, expulsando microrganismos do canal. Nunca segure o xixi por muito tempo, pois o esvaziamento regular da bexiga é a principal barreira contra infecções.
Para as mulheres, é recomendado sempre realizar a higiene íntima no sentido da frente para trás após usar o vaso sanitário. Urinar logo após as relações sexuais também ajuda a limpar o canal urinário. O mais importante é não ignorar os sintomas iniciais de ardência urinária.
Tratar a cistite de forma rápida e com o antibiótico correto corta o caminho da bactéria antes que ela se torne uma ameaça aos rins. O uso de medicamentos deve ser feito sempre sob prescrição médica para garantir a eliminação total do agente causador.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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