Revisado em: 01/04/2026
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O Parkinson é uma doença que afeta o cérebro e evolui com o tempo; fatores genéticos e ambientais podem influenciar o surgimento da condição

O Parkinson é uma doença que afeta o cérebro e atrapalha o controle dos movimentos. Os sintomas mais comuns são tremores, músculos rígidos, movimentos mais lentos e mudanças na postura. Em alguns casos, a doença pode ter relação hereditária, mas a maior parte dos diagnósticos não está ligada à genética.
Os sinais da doença costumam aparecer de forma lenta. Tremores em uma mão, dificuldade para escrever, postura encurvada ou alterações na fala podem ser os primeiros. Com o tempo, essas mudanças ficam mais perceptíveis e afetam atividades do dia a dia.
O Parkinson, que é diagnosticado principalmente em idosos, tem se tornado mais comum no mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o número de pessoas com a doença mais que dobrou nos últimos 25 anos, chegando a mais de 8,5 milhões de pessoas em todo o mundo.
Neurocirurgiões são os médicos que atendem de forma primária quadros como a doença de Parkinson. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O Parkinson é uma doença que afeta o cérebro e prejudica o controle dos movimentos. O quadro se desenvolve aos poucos e piora com o tempo, tornando tarefas do dia a dia difíceis. A maioria das pessoas começa a ter a doença depois dos 60 anos, mas casos mais jovens também podem acontecer.
A condição, que não é contagiosa, acontece quando algumas células do cérebro que produzem dopamina, um químico importante para movimentar o corpo, vão se perdendo. Essa perda faz com que o cérebro tenha dificuldade para enviar sinais aos músculos, afetando equilíbrio, postura e coordenação.
Homens e mulheres podem ter Parkinson, mas a doença é um pouco mais comum em homens. O ritmo de evolução varia, e os sinais podem aparecer de forma lenta. Por isso, identificar a doença cedo ajuda a ter qualidade de vida com acompanhamento médico.
O Parkinson causa mudanças no corpo que aparecem devagar e podem não ser percebidas no começo. A doença atrapalha movimentos, fala e atividades da rotina. Entre os principais sintomas, estão:
Além desses sintomas que são mais conhecidos, o Parkinson pode causar mudanças de humor e na forma de pensar. Muitas pessoas apresentam depressão, ansiedade ou irritação por causa das alterações no cérebro.
O paciente também pode ter dificuldade de memória, atenção ou raciocínio, o que é chamado de alterações cognitivas, mas esses sintomas nem sempre aparecem e costumam surgir em fases mais avançadas da doença.
Os primeiros sintomas da doença de Parkinson geralmente aparecem depois dos 60 anos, sendo mais comuns em pessoas idosas. Esses sinais surgem de forma lenta e podem passar despercebidos no início.
Em casos mais raros, o quadro pode começar antes dos 50 anos, chamado de Parkinson de início precoce. Nesses casos, a hereditariedade costuma ter mais influência, e os sintomas podem se desenvolver de forma diferente do Parkinson mais comum.
A idade em que a doença começa pode influenciar na forma como ela evolui e no acompanhamento médico necessário. Quando o paciente percebe os primeiros sinais cedo, pode receber os cuidados certos para manter a qualidade de vida.
Mesmo sem sinais visíveis no começo, o Parkinson já altera o funcionamento do cérebro. Assim, identificar a doença cedo permite que os médicos acompanhem o paciente, ajustem os tratamentos e ofereçam suporte para lidar melhor com as dificuldades do dia a dia.
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O Parkinson não é uma doença que se herda diretamente entre familiares, ou seja, a maior parte dos casos não envolve genes que se passam de geração para geração.
A Parkinson’s Foundation, organização que reúne informações sobre a doença, mostra que cerca de 13% das pessoas com Parkinson têm alguma alteração genética ligada à doença, enquanto a maioria dos casos não está associada a genes familiares.
Os pesquisadores da fundação identificaram genes como LRRK2, GBA, PRKN, PINK1 e SNCA que podem aumentar o risco de Parkinson quando apresentam certas alterações, mas ter uma dessas alterações não significa que a pessoa vá desenvolver a doença.
Nessa linha, a MedlinePlus, serviço da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos que reúne informações médicas para o público, indica que a maioria dos casos de Parkinson ocorre em pessoas sem histórico familiar.
Em famílias com muitos pacientes, pode haver influência genética maior, mas ainda é raro.
O Parkinson não tem uma causa única. A doença aparece quando células do cérebro que produzem dopamina não funcionam como deveriam, mas os motivos para isso ainda não estão totalmente explicados pela ciência, segundo a Parkinson’s Foundation.
No geral, mudanças no funcionamento do cérebro, processos inflamatórios e o impacto do ambiente podem aumentar o risco da doença. Assim, alguns fatores que podem estar relacionados ao desenvolvimento do Parkinson são:
Dessa forma, o Parkinson acontece por diferentes motivos que ainda não estão totalmente explicados pela medicina. Cada pessoa pode ter sintomas diferentes e, por isso, é importante consultar um neurocirurgião.
Até hoje, não existe uma forma comprovada de prevenir o Parkinson de maneira garantida. A ciência ainda não encontrou um método que impeça a doença de aparecer em todas as pessoas, mesmo quando se muda o estilo de vida ou hábitos.
Mesmo assim, uma pesquisa publicada na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos analisou dados de mais de 500 mil adultos acompanhados por cerca de 12 anos e mostrou que pessoas que praticaram mais atividade física tiveram risco menor de desenvolver Parkinson quando comparadas com pessoas menos ativas.
Mas essa relação entre atividade física e risco não significa que o exercício evite a doença de forma comprovada para todos. A evidência indica uma associação, ou seja, pessoas que se exercitam mais tendem a apresentar menos casos de Parkinson, mas isso não prova que o exercício, por si só, impeça o aparecimento da doença.
Outros fatores que podem estar relacionados ao risco, como alimentação e exposição a substâncias do ambiente, ainda são estudados pela comunidade científica, mas não há consenso nem provas de que mudanças nesses aspectos levem à prevenção.
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O Parkinson é identificado principalmente pelos sintomas que aparecem no corpo e nos movimentos, já que não existe um exame que confirme a doença sozinho. O médico vê a forma como a pessoa se movimenta, analisa o histórico de saúde e conversa sobre os sinais para entender o quadro.
O diagnóstico geralmente considera a lentidão nos movimentos junto com tremores em repouso, rigidez nos músculos ou problemas de equilíbrio. Esses sintomas ajudam o profissional de saúde a diferenciar o Parkinson de outras doenças com sinais parecidos.
Exames de imagem, como ressonância magnética, ou análises de sangue podem ser usados para descartar outras condições, mas não confirmam o Parkinson por si só. Em alguns casos, o médico também analisa como o paciente responde a medicamentos que aumentam a dopamina, já que uma melhora nos sintomas ajuda a reforçar o diagnóstico.
Em casos em que o médico não consegue ter certeza do diagnóstico, pode ser feito o DaTSCAN, um exame que mostra como a dopamina funciona no cérebro. Por ser mais caro, ele não é feito em todos os pacientes, só quando é realmente necessário.
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O tratamento do Parkinson busca aliviar os sintomas e ajudar a pessoa a ter mais qualidade de vida, já que ainda não existe cura para a doença. O acompanhamento é feito por um neurologista ou por um neurocirurgião, que pode combinar remédios, terapias e mudanças na rotina do paciente.
Entre os principais medicamentos usados, estão:
Além dos remédios, a fisioterapia pode ajudar o paciente a melhorar força, equilíbrio e coordenação, reduzindo o risco de quedas e mantendo a mobilidade. A terapia ocupacional ensina jeitos de facilitar algumas tarefas do dia a dia, como se vestir ou cozinhar.
Praticar exercícios com frequência também faz diferença. Caminhar, se alongar e fazer atividades que unem movimento e concentração, como dança, ajuda a manter a postura e a flexibilidade.
Em algumas situações, a cirurgia pode ser considerada. A estimulação cerebral profunda coloca eletrodos em partes específicas do cérebro para ajudar a controlar tremores e rigidez. Esse tipo de procedimento é indicado só para pessoas que não respondem bem aos remédios e precisa ser avaliado por um neurocirurgião especializado.
O profissional é quem decide qual tratamento é mais adequado para cada pessoa com Parkinson. Buscar atendimento assim que surgem os primeiros sinais é muito importante, porque quanto antes a doença for acompanhada, melhor fica a qualidade de vida.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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