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Entenda as principais indicações deste anti-infeccioso, de infecções ginecológicas a parasitoses intestinais e bacterianas.

Você sai do consultório médico com uma receita de metronidazol 250 mg em mãos. Ao chegar em casa, surgem as dúvidas: para que exatamente serve este remédio? Como ele age no corpo e quais cuidados são necessários? Essas perguntas são comuns e essenciais para a segurança e o sucesso do tratamento.
O metronidazol é uma ferramenta importante na medicina para combater tipos específicos de infecções. Compreender suas funções ajuda a seguir a prescrição corretamente e a evitar riscos desnecessários.
O metronidazol é um fármaco da classe dos anti-infecciosos com uma característica especial: ele possui atividade tanto contra protozoários quanto contra bactérias anaeróbias. Essa ação dupla o torna versátil para diferentes quadros clínicos. De fato, ele age seletivamente contra bactérias anaeróbicas e diversas infecções parasitárias, como a giardíase.
Ele não é um antibiótico de amplo espectro, ou seja, não age contra qualquer tipo de bactéria. Sua eficácia é direcionada a microrganismos que sobrevivem e se multiplicam em ambientes com pouco ou nenhum oxigênio.
Ginecologistas podem acompanhar o tratamento de infecções em mulheres de acordo com o tipo. A Rede Américas possui especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Uma vez absorvido pelo corpo, o metronidazol penetra nas células dos microrganismos sensíveis. Dentro delas, o medicamento é ativado e se transforma em uma substância tóxica que danifica o DNA do patógeno. Com o material genético comprometido, o protozoário ou a bactéria não consegue mais se replicar e morre, controlando assim a infecção.
A prescrição de metronidazol 250 mg está diretamente ligada ao tipo de microrganismo causador da doença. Suas principais indicações podem ser agrupadas em categorias.
No campo da ginecologia, o metronidazol é uma das principais opções para o tratamento de:
O medicamento é eficaz contra infecções do trato gastrointestinal causadas por protozoários, como:
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O metronidazol também é usado para tratar infecções em diversas partes do corpo causadas por bactérias que não precisam de oxigênio. Alguns exemplos incluem infecções intra-abdominais, como peritonites e abscessos, infecções de pele, ossos e articulações, além de abscessos no cérebro ou no pulmão e algumas infecções dentárias e gengivais.
Entre as bactérias anaeróbias, o metronidazol é historicamente utilizado para combater infecções pelo Clostridioides difficile (CDI), um tipo grave de infecção que afeta o intestino. Contudo, a resistência do microrganismo ao tratamento é um fator de preocupação crescente, com cepas resistentes surgindo em ambientes clínicos.
Essa diminuição da eficácia levou a que o metronidazol seja hoje reservado principalmente para casos graves de CDI. Nesses casos, ele é frequentemente administrado por via intravenosa e, muitas vezes, combinado com vancomicina para aumentar as chances de sucesso do tratamento.
A resistência ao metronidazol em Clostridioides difficile pode envolver mecanismos complexos. Estudos sugerem que essa resistência pode ser mediada pela interação de genes relacionados ao metabolismo do ferro e certas enzimas na bactéria.
Além disso, a capacidade de detectar essa resistência em testes laboratoriais, como os de sensibilidade por diluição em ágar, depende da integridade de moléculas importantes dentro da bactéria, como o heme.
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Como todo medicamento, o metronidazol pode causar efeitos adversos. A maioria é leve e desaparece após o fim do tratamento. É fundamental comunicar qualquer reação ao seu médico.
Os efeitos mais comuns incluem:
Reações mais raras, como alterações neurológicas ou reações alérgicas graves, exigem a interrupção do uso e avaliação médica imediata.
O uso do metronidazol exige atenção a algumas regras cruciais para a segurança do paciente. A principal delas envolve a interação com o álcool, mas há outras considerações importantes.
É proibido consumir bebidas alcoólicas durante o tratamento com metronidazol e por pelo menos 24 a 72 horas após a última dose.
A combinação pode causar o chamado efeito dissulfiram, uma reação grave que inclui sintomas como:
Essa recomendação se estende a produtos que contenham álcool em sua composição, como alguns enxaguantes bucais ou xaropes.
O uso de metronidazol é geralmente contraindicado no primeiro trimestre da gravidez. Nos demais períodos da gestação e durante a amamentação, o uso deve ser criteriosamente avaliado pelo médico. Pacientes com doenças neurológicas ou hepáticas graves também precisam de acompanhamento especial.
Esta é uma dúvida muito frequente. A resposta direta é que o metronidazol não é o tratamento padrão para a maioria das infecções urinárias nem para a candidíase.
As infecções urinárias comuns, como a cistite, são majoritariamente causadas por bactérias aeróbias, como a Escherichia coli. O metronidazol não tem ação contra esses microrganismos. Portanto, ele não é eficaz para tratar uma cistite típica.
A candidíase é uma infecção causada por um fungo, geralmente do gênero Candida. O metronidazol é um antibacteriano e antiprotozoário, não possuindo ação antifúngica. Assim, ele não serve para tratar a candidíase. Inclusive, o uso de antibióticos pode, por vezes, favorecer o surgimento da candidíase ao alterar a flora vaginal.
A forma de uso do metronidazol 250 mg depende estritamente da condição a ser tratada. Somente um profissional de saúde pode definir a dose correta e a duração do tratamento para o seu caso específico.
É fundamental seguir a prescrição à risca, respeitando os horários e completando todo o ciclo do medicamento, mesmo que os sintomas melhorem antes. Interromper o tratamento por conta própria pode levar à falha terapêutica e ao desenvolvimento de resistência microbiana.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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