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Subentende-se que, a partir dos 25 anos, o corpo produz menos colágeno; o pó hidrolisado virou aliado de quem busca firmeza na pele e conforto nas juntas.

Você olha no espelho, puxa a pele do rosto e percebe que ela demora mais para voltar ao lugar. Ou então nota que as unhas lascam com frequência e o joelho dói depois da corrida. Nessas horas, alguém sugere: “toma colágeno em pó”. A dica parece simples, mas para que ele serve, afinal?
Colágeno em pó nada mais é que a proteína colágeno — principal “cola” do nosso organismo — quebrada em pedaços menores (hidrolisada) para facilitar a absorção intestinal. A indústria obtém essa matéria-prima de pele, ossos e cartilagens bovinas, suínas ou de peixe. O processo químico reduz as grandes fibras a peptídeos bioativos que, ao chegar na corrente sangüínea, estimulam os fibroblastos a produzirem novo colágeno, elastina e ácido hialurônico.
Tipos que aparecem nos rótulos
A partir dessa idade, o corpo fabrica cerca de 1 % a 1,5 % a menos de colágeno a cada ano. Exposição solar crônica, tabagismo, estresse oxidante e dietas pobres em aminoácidos essenciais aceleram a perda. O resultado é epiderme mais fina, aparecimento de rugas, unhas frágeis e maior desgaste das cartilagens.
Os peptídeos de colágeno são enriquecidos em glicina, prolina e hidroxiprolina. Após a ingestão, esses pequenos fragmentos ativam receptores de membrana dos fibroblastos, elevando a síntese de colágeno tipo I e III, fundamental para a elasticidade e firmeza da pele. Este mecanismo contribui para efeitos anti-envelhecimento. Eles também estimulam a produção de elastina e inibem enzimas que degradam suas proteínas.
Além disso, a ingestão de colágeno estimula a produção de ácido hialurônico, melhorando a hidratação da derme. Os peptídeos também aumentam a densidade de colágeno na matriz extracelular da cartilagem, o que pode aliviar o desconforto mecânico.
Ação demora, em média, quatro semanas para aparecer em exames de biometrologia cutânea e 8–12 semanas para relato subjetivo de menor dor articular.
O International Journal of Medical Sciences (2019) avaliou atletas com dor no joelho. Quem recebeu 5 g de peptídeos de colágeno tipo I relatou menor desconforto na corrida e melhor amplitude de movimento ao fim de 12 semanas comparado ao placebo.
Estudos mais recentes indicam que o consumo diário de colágeno em pó pode diminuir a dor e melhorar a mobilidade nas articulações do quadril e joelho durante atividades comuns. Tais atividades incluem caminhar, subir escadas e agachar.
Em outro estudo, mulheres pós-menopausa que combinaram 5 g de colágeno hidrolisado com cálcio e vitamina D preservaram melhor a densidade mineral óssea do fêmur.
Embora o colágeno não seja proteína completa para hipertrofia, pesquisadores da British Journal of Nutrition (2015) verificaram que idosos sarcopênicos que tomaram 15 g de peptídeos após treino de resistência ganharam 3,2 % de massa magra a mais que o grupo controle em 12 semanas.
Além dos benefícios específicos, o colágeno em pó, na forma de peptídeos, demonstra potente atividade antioxidante. Ele ajuda a neutralizar radicais livres e proteger as células do corpo contra o estresse oxidativo. Essa ação é relevante para a saúde geral da pele, unhas, cabelos e articulações.
A escolha depende de preferência pessoal. Para garantir 5 g/dia, o pó costuma ser mais econômico e fácil de adicionar a shakes, café ou mingau.
Estudos seguros indicam que doses diárias de colágeno em pó variam entre 2,5 g e 15 g. Não há evidência de benefício adicional acima de 20 g por dia. O ideal é iniciar com 5 g e acompanhar a resposta pessoal junto a nutricionista ou médico.
Não existe “hora mágica”; a chave é a regularidade. Algumas pessoas dissolvem em água ou suco em jejum, outras misturam ao iogurte do lanche. Tomar junto com alimento que tenha vitamina C (laranja, acerola, morango) pode aumentar a síntese endógena, segundo estudos in vitro.
Grávidas, lactantes, quem tem restrição de proteínas (ex: insuficiência renal moderada ou grave) e pacientes alérgicos a peixe ou frango devem consultar o médico antes de iniciar.
Colágeno hidrolisado é considerado seguro pela FDA e pela ANVISA. Mesmo assim, podem ocorrer:
Interrompa o uso e procure um clínico em caso de urticária, edema ou dor abdominal intensa.
Suplemento não substitui prato. Incentive sua produção natural com:
Não existe evidência robusta de perda de peso direta. O que se observa é discreto aumento de saciedade quando se ingere 15–20 g de peptídeos em substituição a outro lanche hipercalórico. O efeito, se existir, decorre da redução de calorias totais e não de ação termogênica.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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