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Entenda a diferença entre os tipos de cefaleia e reconheça os sinais que indicam a necessidade de uma avaliação neurológica

A tela do computador parece brilhar mais forte, os sons do ambiente ficam mais altos e uma pressão familiar começa a se instalar nas suas têmporas.
Para muitas pessoas, essa não é uma sensação ocasional, mas uma companhia quase diária que compromete o trabalho, o lazer e a qualidade de vida. Conviver com dor de cabeça constante não é normal.
Esse sintoma persistente, tecnicamente chamado de cefaleia crônica diária, é um sinal de que algo no organismo precisa de atenção. Compreender as possíveis causas é o primeiro passo para encontrar o caminho do alívio e retomar o controle do seu bem-estar.
Dor de cabeça frequente exige avaliação médica. Marque seu atendimento em um hospital Rede Américas.
Uma dor de cabeça eventual, que melhora com descanso ou um analgésico simples, geralmente não é motivo de grande preocupação. A situação muda quando a frequência aumenta. Segundo a Sociedade Internacional de Cefaleia (IHS), o quadro é considerado crônico quando a dor ocorre em 15 ou mais dias por mês, por um período superior a três meses.
Essa cronicidade pode se originar de dores de cabeça primárias, que são a própria doença, ou secundárias, que são sintomas de outra condição. A investigação correta da causa é fundamental para um tratamento eficaz.
As dores de cabeça primárias são as responsáveis pela grande maioria dos casos de dor crônica. Elas não são causadas por outra doença, mas sim por disfunções no próprio sistema nervoso. As três mais relevantes no contexto da dor constante são a tensional, a enxaqueca e a cefaleia por uso excessivo de medicação.
É o tipo mais comum de dor de cabeça. A cefaleia tensional crônica é descrita como uma dor persistente, de intensidade leve a moderada, que se manifesta como uma faixa apertando a cabeça. Geralmente, não é latejante e não costuma piorar com atividades físicas rotineiras.
Fatores como estresse, ansiedade, má postura por longos períodos e tensão nos músculos do pescoço e ombros são seus principais gatilhos. Embora não seja incapacitante como a enxaqueca, sua constância afeta significativamente o humor e a produtividade.
A enxaqueca é uma condição neurológica complexa. Quando se torna crônica, os dias de dor superam os dias sem dor.
A dor da enxaqueca é tipicamente pulsátil ou latejante, de intensidade moderada a severa, e muitas vezes unilateral. Ela piora com esforço físico e vem acompanhada de outros sintomas. Os mais comuns incluem:
A cronificação da enxaqueca pode ser influenciada por fatores como obesidade, distúrbios do sono e depressão.
O que deveria ser a solução para a dor de cabeça pode se tornar parte do problema. A dor de cabeça constante pode ser causada pelo uso excessivo e crônico de analgésicos ou triptanos, caracterizando a Cefaleia por Uso Excessivo de Medicação (MOH).
É comum que pessoas com este tipo de cefaleia usem analgésicos agudos por 20 dias ou mais em um mês. Analgésicos simples, como paracetamol e ibuprofeno, e medicamentos específicos para enxaqueca, como os triptanos, podem induzir essa condição, sendo fundamental que seja feita a investigação diagnóstica.
Este uso excessivo leva à chamada cefaleia de rebote, ocorrendo quando o corpo se acostuma com a medicação e a ausência dela se torna um gatilho para uma nova dor. Este ciclo vicioso é uma das principais causas de transformação de uma dor de cabeça episódica em crônica.
O consumo excessivo de medicamentos para dor aguda é um dos fatores mais comuns para a cronificação da enxaqueca, juntamente com estresse e distúrbios do sono. É fundamental usar analgésicos apenas sob orientação médica para evitar essa complicação e que a dor se torne constante.
Quando a dor é um sintoma de outra condição, ela é classificada como cefaleia secundária. Embora menos frequentes como causa de dor crônica, várias condições devem ser investigadas, especialmente se a dor é um sintoma novo e persistente.
Na grande maioria das vezes, a dor de cabeça constante não representa um risco de vida, mas sim um prejuízo à qualidade dela. Existem sinais de alerta (red flags) que indicam a necessidade de uma avaliação médica urgente para descartar causas graves, como problemas vasculares ou tumores.
Procure atendimento médico imediato se sua dor de cabeça apresentar as seguintes características:
O diagnóstico da causa da dor de cabeça é majoritariamente clínico. O médico, geralmente um neurologista, fará uma anamnese detalhada, perguntando sobre as características da dor, frequência, intensidade, sintomas associados, gatilhos e histórico de saúde.
Um "diário da dor", onde o paciente anota quando e como as crises ocorrem, é uma ferramenta extremamente útil. Exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética do crânio, não são rotineiros e são solicitados apenas quando há suspeita de uma causa secundária. Ou se a dor apresenta algum dos sinais de alerta mencionados.
O tratamento da dor de cabeça crônica é multifacetado e vai muito além de tomar um comprimido. O primeiro e mais importante passo é buscar um diagnóstico preciso com um especialista. A automedicação pode mascarar sintomas importantes e, como vimos, até mesmo piorar o quadro.
O plano terapêutico pode envolver tratamentos preventivos, que visam reduzir a frequência e a intensidade das crises, e ajustes no estilo de vida, como a prática de atividade física, higiene do sono e gerenciamento do estresse. O fundamental é não se conformar com a dor e procurar ajuda qualificada.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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