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A dor de cabeça, ou cefaleia, é uma das queixas de saúde mais comuns, mas suas causas podem ser muito variadas e pessoais

Uma pressão na testa que começa sutil no fim de um dia agitado. Uma dor pulsante que acompanha a luz forte ou um som mais alto.
Quase todos já sentiram o desconforto de uma dor de cabeça, uma condição que afeta milhões de pessoas e pode variar de um incômodo leve a um sintoma incapacitante. Entender o que está por trás dessa dor é o primeiro passo para gerenciá-la melhor. Agende a sua consulta com um neurologista da Rede Américas.
Para a medicina, as dores de cabeça, tecnicamente chamadas de cefaleias, são classificadas em dois grandes grupos. Essa distinção é fundamental para direcionar a investigação e o tratamento adequado.
Nesta categoria, a dor de cabeça não é um sintoma de outra doença; ela é a própria condição. A causa está relacionada a desequilíbrios na atividade química do cérebro, nervos ou vasos sanguíneos da cabeça. Os tipos mais comuns incluem:
Aqui, a dor de cabeça funciona como um sinal de alerta para outro problema de saúde. As causas são vastas e podem ir de condições simples a doenças graves.
Exemplos incluem dores de cabeça causadas por gripe, sinusite, problemas de visão, distúrbios da articulação temporomandibular (ATM) ou, em casos raros, condições mais sérias como tumores ou aneurismas.
Muitas dores de cabeça primárias, especialmente as tensionais e as enxaquecas, são desencadeadas por hábitos e rotinas. Ajustar o estilo de vida é uma das formas mais eficazes de reduzir a frequência e a intensidade das crises.
O estresse é, talvez, o gatilho mais universal. A ansiedade e a sobrecarga emocional provocam a contração involuntária dos músculos do pescoço, ombros e couro cabeludo, o que leva diretamente à cefaleia tensional.
O estresse libera hormônios como o cortisol, que podem iniciar uma crise de enxaqueca em pessoas predispostas.
Dormir pouco, dormir demais ou ter um sono de má qualidade pode desregular os neurotransmissores cerebrais, como a serotonina, e se tornar um forte gatilho para dores de cabeça.
Um sono inadequado ou a falta dele está associado a um risco 2,3 vezes maior de desenvolver dores de cabeça persistentes. Manter uma rotina de sono consistente, mesmo nos fins de semana, é uma medida preventiva importante.
O que você come e bebe tem impacto direto. A desidratação é uma causa comum e facilmente reversível de dor de cabeça.
Pular refeições também pode levar a uma queda nos níveis de açúcar no sangue (hipoglicemia), desencadeando o desconforto. Alguns alimentos e bebidas são conhecidos por serem gatilhos em pessoas sensíveis:
Atividade física intensa e súbita, especialmente para quem não está acostumado, pode provocar a chamada "cefaleia do esforço".
Da mesma forma, manter uma postura inadequada por longos períodos, como ao usar o computador ou celular, sobrecarrega a musculatura cervical e pode resultar em dor de cabeça tensional.
Fatores externos também desempenham um papel significativo. Muitas pessoas notam que suas crises são mais frequentes sob certas condições ambientais ou após o consumo de determinadas substâncias.
Mudanças bruscas de temperatura ou pressão atmosférica são gatilhos conhecidos para enxaqueca. Luzes fortes e piscantes, odores intensos (como perfumes ou produtos de limpeza) e ambientes muito barulhentos também podem iniciar uma crise em indivíduos sensíveis.
O consumo de álcool leva à desidratação e à dilatação dos vasos sanguíneos, ambos fatores que contribuem para a dor de cabeça.
A cafeína tem uma relação complexa: em pequenas quantidades, pode aliviar a dor, mas o consumo excessivo ou a sua retirada abrupta pode causá-la. Um ponto de atenção é o uso excessivo de analgésicos, que pode levar à "cefaleia por uso excessivo de medicação", um ciclo vicioso de dor crônica.
Quando a dor é persistente, de início recente ou muda de padrão, é essencial investigar se há uma causa secundária. Um profissional de saúde saberá como conduzir essa investigação.
A obesidade é reconhecida como uma causa de dores de cabeça e está associada ao aumento da frequência, gravidade e incapacidade da enxaqueca. Em pessoas com obesidade, a perda de peso pode ajudar a reduzir significativamente esses sintomas.
A obesidade e o ganho rápido de peso corporal, entre 5% e 15% do peso total, estão fortemente ligados a um aumento na pressão dentro do crânio, que pode desencadear dores de cabeça graves e crônicas.
Processos infecciosos ou inflamatórios são causas comuns de dor de cabeça secundária. A sinusite, por exemplo, causa dor na face e na testa devido ao acúmulo de muco. Gripes, resfriados e outras infecções virais ou bacterianas também frequentemente listam a cefaleia como um de seus sintomas.
Forçar a visão devido a problemas não corrigidos, como miopia ou astigmatismo, pode causar tensão nos músculos ao redor dos olhos e na testa.
Da mesma forma, problemas na articulação temporomandibular (ATM), como o bruxismo (ranger de dentes), geram uma tensão que irradia para a cabeça.
Muitas mulheres experimentam a chamada "enxaqueca menstrual", que está ligada à queda dos níveis de estrogênio que ocorre antes do período menstrual. As flutuações hormonais durante a gravidez ou a menopausa também podem alterar a frequência das dores de cabeça.
A melhor ferramenta para entender o que causa suas dores de cabeça é a observação. Manter um "diário da dor de cabeça" pode ajudar você e seu médico a identificar padrões. Anote as seguintes informações a cada crise:
Embora a maioria das dores de cabeça seja benigna, alguns sinais indicam a necessidade de procurar atendimento médico de emergência. Fique atento se a dor:
Entender as possíveis causas da dor de cabeça é um passo importante para o autocuidado, mas não substitui a orientação profissional. Um diagnóstico correto é essencial para garantir o tratamento mais seguro e eficaz para o seu caso.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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