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Saiba quais mudanças de hábitos, alimentos e medicamentos permitidos, sempre com aval médico, podem combater a queimação na gestação

A cena é familiar para muitas gestantes: você termina uma refeição e, pouco depois, uma sensação de queimação sobe do estômago em direção à garganta. A azia, ou pirose, é um dos desconfortos mais relatados durante a gravidez, mas felizmente existem estratégias seguras para controlá-la.
O desconforto da azia durante a gestação ocorre principalmente por dois motivos. O primeiro é hormonal. A progesterona, um hormônio essencial para a gravidez, relaxa a musculatura do corpo, incluindo o esfíncter esofágico inferior, uma válvula que impede o ácido do estômago de retornar para o esôfago.
Além disso, com o avanço da gravidez, o útero em crescimento pressiona o estômago. Essa compressão física pode empurrar o conteúdo gástrico para cima, facilitando o refluxo e a consequente sensação de queimação.
Ginecologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento desses quadros e acompanhar o tratamento. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais do Brasil.
Antes de recorrer a medicamentos, a principal recomendação é ajustar hábitos e a alimentação. Essas mudanças costumam ser eficazes para a maioria das gestantes e são completamente seguras para o bebê.
Pequenas alterações na rotina podem fazer uma grande diferença no controle da acidez. A implementação de algumas práticas simples ajuda a reduzir a pressão sobre o estômago e a manter o ácido gástrico no seu devido lugar.
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Alguns alimentos têm um efeito calmante sobre o estômago e podem oferecer alívio rápido. Vale a pena observar como seu corpo reage a cada um deles.
É igualmente importante evitar alimentos que costumam ser gatilhos para a azia, como frituras, comidas gordurosas, pratos muito picantes, chocolate, café, refrigerantes e frutas cítricas em excesso.
Quando as mudanças no estilo de vida não são suficientes, o obstetra pode avaliar a necessidade de um medicamento. A automedicação na gravidez é extremamente perigosa. Portanto, nenhuma medicação deve ser utilizada sem prescrição.
A opção mais comum e considerada segura durante a gestação, quando indicada por um profissional, são os antiácidos que agem localmente no estômago. Eles neutralizam o excesso de ácido e têm baixa absorção pelo organismo.
Geralmente, as formulações permitidas são à base de:
Além desses, o sucralfato é um medicamento específico contra o refluxo que pode ser usado com segurança e é uma opção permitida para o tratamento da azia em gestantes. É fundamental seguir a dosagem e a frequência recomendadas pelo médico, pois o uso excessivo pode interferir na absorção de nutrientes importantes, como o ferro.
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Em casos mais severos e persistentes de refluxo gastroesofágico, o médico pode considerar outras classes de medicamentos, como os bloqueadores de receptores H2 (H2RAs), que reduzem a produção de ácido no estômago.
Para o controle da acidez, o tratamento padrão também pode incluir Inibidores da Bomba de Prótons (IBPs). No entanto, na gravidez, a escolha e dosagem desses medicamentos devem ser cuidadosamente avaliadas pelo médico.
Em situações de refluxo persistente, além da otimização de medicamentos que reduzem o ácido, o médico pode considerar a adição de medicamentos procinéticos. Estes auxiliam a melhorar a movimentação do esôfago, ajudando o alimento a descer mais rapidamente. O uso desses fármacos é mais restrito e só deve ocorrer sob acompanhamento rigoroso.
Alguns remédios populares para azia são contraindicados na gravidez e devem ser evitados. O principal deles é o bicarbonato de sódio, presente em muitos sais de fruta.
O bicarbonato de sódio pode levar a uma sobrecarga de sódio no organismo da gestante, aumentando o risco de retenção de líquidos e elevação da pressão arterial. Além disso, pode causar alcalose metabólica, uma condição que altera o equilíbrio ácido-base do corpo.
Antiácidos que contenham salicilato de bismuto também são contraindicados, especialmente no segundo e terceiro trimestres, devido a riscos associados ao feto.
Essa é uma crença popular bastante difundida, mas que carece de comprovação científica robusta. Embora um pequeno estudo de 2006 tenha sugerido uma correlação, a teoria não é amplamente aceita pela comunidade médica.
A causa da azia está bem estabelecida nos fatores hormonais e mecânicos da própria gestação. Portanto, a intensidade da queimação não é um indicador confiável da quantidade de cabelo do bebê.
A azia é geralmente um sintoma benigno, mas é importante procurar avaliação médica se o desconforto for acompanhado de outros sinais. Fale com seu obstetra se você apresentar:
O acompanhamento pré-natal é o momento ideal para discutir qualquer sintoma. O seu médico é a pessoa mais indicada para oferecer um diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais seguro para você e seu bebê.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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