Resuma este artigo com IA:
Aprenda a lidar com o mal-estar do dia seguinte com estratégias baseadas em ciência para reidratar e nutrir o corpo.

A cabeça lateja, a boca está seca e qualquer luz parece intensa demais. Esses sinais são familiares para quem já enfrentou uma manhã de ressaca após uma noite de celebração. O mal-estar generalizado é a resposta do corpo ao consumo excessivo de álcool, um processo que envolve desidratação, inflamação e desequilíbrio metabólico.
Embora não exista uma "cura mágica" para a ressaca, diversas medidas podem aliviar significativamente os sintomas e acelerar o processo de recuperação do organismo. Entender o que realmente funciona é o primeiro passo para se sentir melhor. E você pode contar com as orientações de um médico especialista.
A ressaca, conhecida no meio médico como veisalgia, é um conjunto de sintomas desagradáveis que surgem após a ingestão elevada de bebidas alcoólicas. O álcool atua no corpo de várias maneiras para causar esse quadro.
Estudos indicam que a intensidade da ressaca no dia seguinte está fortemente ligada à percepção de quão embriagada a pessoa se sentiu durante o consumo de álcool. Essa sensação de embriaguez é, na verdade, o indicador mais potente para prever a gravidade dos sintomas que virão.
Primeiramente, ele tem um efeito diurético, o que significa que faz o corpo eliminar mais líquidos pela urina, levando à desidratação. É essa perda de água que causa sintomas como sede, boca seca, tontura e dor de cabeça.
Além disso, o álcool irrita a mucosa do estômago, aumentando a produção de ácido gástrico e podendo causar náuseas e desconforto abdominal. O processo de metabolização do álcool no fígado também gera um composto tóxico chamado acetaldeído, que contribui para a inflamação geral no corpo e o mal-estar característico.
Os sintomas da ressaca podem variar de pessoa para pessoa, dependendo da quantidade de álcool consumida e de fatores individuais. Geralmente, eles atingem o pico quando a concentração de álcool no sangue volta a zero. Os mais comuns incluem:
Os efeitos da ressaca vão além da dor de cabeça e das náuseas, impactando profundamente o funcionamento cognitivo e físico.
Ela causa cansaço extremo, sonolência intensa e dificuldade de concentração, o que exige muita cautela em tarefas que demandam atenção, como dirigir. Além disso, a ressaca prejudica a capacidade cerebral de planejar, tomar decisões e manter o foco, tornando atividades diárias importantes muito mais desafiadoras e desgastantes mentalmente.
É importante notar que, quanto mais frequentes forem as ressacas, maior é a probabilidade de que os sintomas, como dor de cabeça e cansaço, se tornem mais graves. Isso sugere que o corpo não desenvolve uma "tolerância" ao álcool com o tempo, mas sim uma "sensibilização" aos seus efeitos negativos.
A recuperação da ressaca se concentra em ajudar o corpo a reequilibrar seus sistemas. As estratégias mais eficientes envolvem reidratação, nutrição adequada e descanso.
O passo mais importante é repor os líquidos perdidos. Beba bastante água ao longo do dia, mesmo em pequenos goles.
Bebidas isotônicas e água de coco também são excelentes opções, pois ajudam a repor os eletrólitos, como sódio e potássio, que são essenciais para o funcionamento do corpo e foram eliminados na urina.
Mesmo sem apetite, é importante tentar comer. Alimentos pesados e gordurosos podem irritar ainda mais o estômago. Dê preferência a refeições leves e ricas em nutrientes.
O álcool prejudica a qualidade do sono, mesmo que ajude a adormecer mais rápido. Por isso, a sensação de cansaço é tão intensa na ressaca.
É importante saber que os sintomas mais agudos são sentidos pela manhã, mas o cansaço, a sonolência e a dificuldade de concentração podem persistir até o meio da tarde, prejudicando atividades como dirigir. Permita que seu corpo descanse, tire cochilos se possível e evite atividades físicas intensas para não agravar a desidratação.
Para a dor de cabeça, analgésicos de venda livre, como o ibuprofeno ou a dipirona, podem oferecer alívio. Contudo, é fundamental ter cuidado.
Evite o paracetamol, pois sua metabolização pode sobrecarregar o fígado, que já está trabalhando para processar o álcool. Nunca se automedique sem ter certeza do que está fazendo e, na dúvida, consulte um farmacêutico.
Muitas "curas" populares para a ressaca não têm comprovação científica e podem até piorar o quadro. É importante separar os fatos dos mitos.
Não. A ideia de "curar a ressaca com mais uma dose" é um mito perigoso. Embora possa aliviar temporariamente os sintomas, essa prática apenas adia o inevitável e pode contribuir para um ciclo de dependência, além de agredir ainda mais o fígado e o organismo.
Comer alimentos gordurosos antes de beber pode retardar a absorção do álcool, mas consumi-los durante a ressaca não é recomendado. A gordura pode irritar um sistema digestivo já sensível, piorando as náuseas e o desconforto estomacal.
A duração da ressaca varia. Para a maioria das pessoas, os sintomas desaparecem em até 24 horas. Fatores como a quantidade e o tipo de bebida consumida, a genética individual e o estado geral de saúde influenciam a intensidade e a permanência do mal-estar.
A maneira mais eficaz de evitar a ressaca é não consumir álcool ou beber com moderação. Se optar por beber, algumas atitudes podem minimizar os danos:
Na maioria dos casos, a ressaca melhora sozinha com os cuidados adequados. No entanto, alguns sinais podem indicar uma intoxicação alcoólica grave, que é uma emergência médica. Procure um serviço de saúde imediatamente se você ou alguém apresentar:
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
GUNN, C. et al. The effects of alcohol hangover on executive functions. Journal of Clinical Medicine, v. 9, n. 4, 17 abr. 2020. DOI: https://doi.org/10.3390/jcm9041148. Disponível em: https://www.mdpi.com/2077-0383/9/4/1148. Acesso em: 17 dez. 2025.
MACKUS, M. et al. Differences in next-day adverse effects and impact on mood of an evening of heavy alcohol consumption between hangover-sensitive drinkers and hangover-resistant drinkers. Journal of Clinical Medicine, Basel, v. 12, n. 6, art. 2090, Mar. 2023. DOI: https://doi.org/10.3390/jcm12062090. Disponível em: https://www.mdpi.com/2077-0383/12/6/2090. Acesso em: 17 dez. 2025.
VERSTER, J. C. et al. Predictors of Hangover Frequency and Severity: The Impact of Alcohol Consumption, Mental Resilience, Personality, Lifestyle, Coping and Mood. Journal of Clinical Medicine, jun. 2023. DOI: https://doi.org/10.3390/jcm12113811. Disponível em: https://www.mdpi.com/2077-0383/12/11/3811. Acesso em: 17 dez. 2025.
VERSTER, J. C. et al. The Association between Alcohol Hangover Frequency and Severity: Evidence for Reverse Tolerance?. Journal of Clinical Medicine, [S.l.], 2019. DOI: https://doi.org/10.3390/jcm8101520. Disponível em: https://www.mdpi.com/2077-0383/8/10/1520. Acesso em: 17 dez. 2025.
VERSTER, J. C. et al. The assessment of overall hangover severity. Journal of Clinical Medicine, Mar. 2020. DOI: https://doi.org/10.3390/jcm9030786. Disponível em: https://www.mdpi.com/2077-0383/9/3/786. Acesso em: 17 dez. 2025.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES