Revisado em: 06/02/2026
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A sarcopenia causa perda de força e massa muscular com o envelhecimento; O sedentarismo e má alimentação aumentam o risco de sarcopenia

O envelhecimento populacional traz à luz diversas condições de saúde referentes a esse período de vida. A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia afirma que estimativas globais indicam que de 3% a 5% dos idosos entre 60 e 70 anos apresentam sarcopenia.
Entre aqueles na faixa etária de 80 anos ou mais o percentual é maior. A incidência pode variar de 11% a 50%. Falando especificamente do Brasil, dos 28 milhões de idosos, é estimado que de 15% a 17% dos que têm mais de 60 anos apresentam perda muscular.
A sarcopenia é definida como a perda progressiva e generalizada de massa muscular esquelética. Ela resulta também em diminuição da força e função muscular, tendo impacto direto na autonomia e independência dos indivíduos.
Mesmo estando associada ao envelhecimento, não afeta apenas idosos. Adultos que levam uma vida sedentária, possuem uma má alimentação ou enfrentam doenças crônicas também podem ser afetados.
É necessário saber o que é sarcopenia e quais são os sintomas, para prevenir seus riscos silenciosos e garantir qualidade de vida em todas as idades. Previna a perda muscular: agende sua consulta e faça uma avaliação completa.
A sarcopenia é caracterizada pela diminuição da massa muscular, acompanhada da redução da força e da função muscular. A perda de massa muscular esquelética, se inicia por volta dos 40 anos e acelera após os 65 anos. Ela pode gerar uma série de manifestações clínicas.
Os sintomas podem se manifestar de forma gradual e ser inicialmente confundidos com ‘coisas da idade’. A perda da força e fraqueza muscular são as principais manifestações clínicas.
Esses problemas dificultam atividades simples como carregar objetos, levantar da cadeira sem apoio ou subir degraus. A doença dificulta a coordenação motora e torna o movimento mais lento.
A diminuição da força e da agilidade aumenta o risco de quedas e fraturas, principalmente em idosos. A perda de volume muscular também pode ser algo visível em membros superiores e inferiores.
Ela ocorre em maior proporção nos indivíduos sedentários e com algumas doenças, mas também pode atingir os indivíduos ativos e saudáveis. Ocorre a redução de cerca de 1,5% da força muscular e de 1% a 2% da massa muscular todos os anos a partir dos 50 anos.
A perda de peso e sintomas associados como fadiga e sonolência também podem ser relatados pelos pacientes. Assim como a perda de autonomia e independência, que pode levar a quadros de depressão e isolamento social.
Saber o que é sarcopenia e quais são os sintomas é importante, assim como o conhecimento sobre as causas. Entender sobre esses aspectos da doença permite trabalhar na sua prevenção.
A causa mais evidente da sarcopenia é o processo natural de envelhecimento. Mas a condição é o resultado da interação de múltiplos fatores que levam ao desequilíbrio entre a produção e o uso de proteínas musculares.
O envelhecimento entra como fator principal porque a capacidade do organismo de produzir proteínas diminui com a idade. As alterações hormonais da própria idade afetam negativamente essa produção, como a redução de testosterona e estrogênio.
A diminuição da atividade física agrava o problema. O sedentarismo também contribui para a perda de massa muscular, pois leva a atrofia dos músculos. Assim como uma alimentação inadequada. Dietas pobres em proteínas e ricas em carboidratos contribuem para o quadro.
A baixa ingestão de alimentos ricos em proteína é um problema comum em idosos. Eles costumam ter dificuldade na mastigação, devido a má condição dos dentes ou por causa das próteses mal ajustadas.
A digestão mais lenta também contribui para a diminuição da ingestão protéica. Bem como alterações no paladar, muitas vezes causadas pelos medicamentos.
A doença pode ser agravada ou desencadeada por condições como diabetes, obesidade, doenças cardíacas e doenças pulmonares obstrutivas crônicas (DPOC).
A insuficiência renal crônica, insuficiência cardíaca congestiva, câncer e infecções também podem agravar o problema. Um estudo publicado na Universidade Federal de Goiás, em 2023, mostrou a doença como uma manifestação pós-covid 19.
A pesquisa apontou que a perda de peso grave e sintomas crônicos pós-covid em idosos estão associados a um maior risco de desenvolver sarcopenia.
O diagnóstico é fundamental para a intervenção precoce e para evitar a perda de autonomia. Atualmente, a ferramenta mais recomendada é o algoritmo sugerido pelo European Working Group on Sarcopenia in Older People.
Ele enfatiza o comprometimento da força muscular como componente principal. O processo segue etapas que visam encontrar, avaliar, confirmar e estabelecer a gravidade dos casos.
Para saber se realmente é sarcopenia um questionário é aplicado. Se o indivíduo tiver uma pontuação maior ou igual a 11 é sugestivo de sarcopenia. Sintomas relatados como fraqueza e queda também indicam a necessidade de investigação.
Na avaliação da força muscular, é feito o teste de preensão palmar. O paciente segura um objetivo com uma das mãos com o máximo de intensidade que puder. Entre os homens, é indicativo de perda de força valores menores de 27 kg e entre as mulheres, valores menores de 16 kg.
Também é feito o teste de sentar e levantar (5 repetições). O tempo estimado em pessoas saudáveis deve ser menor do que 15 segundos. A confirmação da quantidade de músculos perdidos pode ser feita através de exames de imagem como tomografia e ressonância magnética.
A partir do diagnóstico positivo para a doença, o médico pode indicar uma avaliação da performance física. O teste de velocidade de marcha pode ser utilizado.
Ele verifica se a pessoa consegue percorrer 4 metros com uma velocidade menor ou igual a 0,8m/s. Outros testes podem ser aplicados à medida que o especialista achar necessário.
A busca ativa por casos é recomendada a partir dos 60 anos no Brasil, mas pode ocorrer em qualquer outra faixa etária anterior caso haja alguma suspeita.
A boa notícia é que a sarcopenia pode ser evitada, prevenida e até revertida se descoberta em estágios iniciais. Os dois pilares do tratamento e prevenção são a alimentação e a atividade física.
A prática regular de exercícios físicos, principalmente aqueles de resistência (força ou musculação) são a parte mais relevante do tratamento. O treinamento de resistência estimula o ganho de massa e qualidade dos músculos adquiridos, contribuindo para o crescimento muscular.
Além da musculação, também é recomendado fazer outras atividades como o pilates, corridas e caminhadas. Uma dieta balanceada, com a ingestão adequada de calorias é fundamental.
Carnes, peixes, ovos, leite e derivados são importantes fontes de proteínas. Em casos onde há dificuldade na ingestão, a suplementação proteica pode ser uma alternativa. Ela deve ser sempre realizada com o devido acompanhamento médico.
Também é preciso tratar e acompanhar as doenças crônicas que possam agravar ou desencadear o quadro.
Entender o que é sarcopenia e quais os sintomas é o primeiro passo para proteger a saúde muscular e garantir um envelhecimento com dignidade e autonomia.
É importante ficar atento aos sinais: fraqueza, lentidão e quedas. Um estilo de vida ativo e uma alimentação rica em proteínas são essenciais para o combate e tratamento da doença.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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