Revisado em: 08/01/2026
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A gripe K é uma variante do vírus influenza A do subtipo H3N2; ela não é um novo vírus e tem sintomas semelhantes à gripe comum

Com a chegada de novas temporadas de infecções respiratórias, foi registrado no Brasil o primeiro caso da Gripe K. Ela é uma variante do vírus influenza A e os seus sintomas são os mesmos da gripe comum.
Apesar do nome despertar atenção, não se trata de um novo vírus, mas de uma subdivisão já conhecida da linhagem do H3N2. Entender o que é a gripe K, como ocorre a transmissão, quais são os sintomas e quem faz parte dos grupos de risco é essencial para adotar medidas de prevenção adequadas.
Além de permitir reconhecer sinais de alerta e evitar complicações, especialmente entre as pessoas mais vulneráveis. Conte com a Rede Américas para cuidar da sua saúde.
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A gripe K é uma variante do vírus influenza A subtipo H3N2, pertencente ao subclado k. O subclado representa uma subdivisão do mesmo vírus. Isso significa dizer que não se trata de um novo patógeno, mas sim de uma evolução dentro da linhagem do H3N2.
De acordo com o Ministério da Saúde, o tipo A costuma ser associado a surtos e a quadros mais graves de gripe. O órgão afirma que não existem evidências de que a gripe K apresente maior gravidade em relação a outros microrganismos da sua linhagem.
O subclado K foi identificado no Brasil pela primeira vez pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), no Pará, em dezembro de 2025. A paciente foi uma estrangeira adulta vinda das Ilhas Fiji, país localizado na Oceania.
No Hemisfério Norte, o início do inverno propicia o espalhamento de infecções respiratórias. Alguns países europeus chegaram a registrar a antecipação da temporada da gripe em 2025. No Brasil não foi diferente.
O Ministério da Saúde registrou aumento atípico de casos no segundo semestre de 2025, antes mesmo de identificar o subclado K. A ascensão da doença começou na região Centro-Oeste e se disseminou para estados de outras regiões do país. O comum é que os registros aumentem entre abril e outubro.
O modo como a gripe K é transmitida é o mesmo de outras gripes sazonais. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias liberadas quando uma pessoa infectada tem tosse, espirra ou fala. Ambientes fechados, pouco ventilados e com aglomeração favorecem a disseminação rápida do vírus.
Assim como ambientes coletivos como escolas, creches, unidades de saúde e transporte público. O contato direto com secreções respiratórias de indivíduos infectados também é uma via relevante.
Os sintomas desse tipo de gripe são os mesmos da gripe comum. Por isso não apresentam características diferentes ou inéditas. Os indivíduos podem apresentar febre, mal-estar, dor no corpo, dor de cabeça, tosse, dor de garganta, cansaço, calafrios e congestão nasal e coriza.
A sintomatologia costuma durar de três a sete dias. Não existem evidências de que o a gripe K provoque quadros mais prolongados.
A percepção de sintomas mais intensos por algumas pessoas não significa que o vírus é mais agressivo. Ela pode estar relacionada a fatores individuais como a idade, presença de doenças crônicas, estado imunológico e histórico de vacinação.
Dentro do grupo de riscos também não há nenhuma alteração. Ele continua sendo o mesmo de outras variantes da doença. São eles:
Esse grupo é considerado o mais vulnerável a desenvolver quadros graves. A gripe pode levar a complicações como pneumonia viral, descompensação de doenças crônicas, insuficiência respiratória e necessidade de hospitalização.
A maioria das pessoas se recupera do quadro gripal sem complicações. Mas existem alguns sinais de alerta que indicam a necessidade de atendimento médico. Os sinais chamam ainda mais atenção se forem observados entre os grupos de risco. Entre eles estão:
Quando se fala especificamente de crianças, além da dificuldade para respirar, outros sinais incluem a coloração azulada dos lábios ou pele, ingestão insuficiente de líquidos, a falta de interação, irritabilidade e febre com manchas na pele.
As condutas adotadas para a gripe K são iguais às estabelecidas para a influenza A sazonal. Para os casos leves, o tratamento costuma ser apenas dos sintomas, envolvendo hidratação adequada, controle da febre com antitérmicos, alívio da dor com analgésicos e repouso.
Em casos mais graves, com risco de complicações ou para pacientes do grupo de risco podem ser utilizados antivirais como o oseltamivir, zanamivir e peramivir. O tratamento medicamentoso costuma ser mais eficaz quando iniciados nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas.
Para pacientes hospitalizados, o manejo inclui suporte respiratório, acompanhamento clínico contínuo e tratamento das complicações associadas.
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A prevenção da gripe K foca em reduzir a disseminação do vírus e proteger a população mais vulnerável ao vírus. A primeira e mais importante medida é a vacinação, que ocorre anualmente. Ela tem o objetivo de evitar a evolução para casos graves e hospitalizações.
Segundo o Ministério da Saúde, os imunizantes disponibilizados no SUS protegem contra a gripe K e as formas graves de gripe. A composição do produto é atualizada todos os anos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para incluir as cepas mais próximas das que estão em circulação.
Higienizar as mãos, lavando com água e sabão frequentemente é uma forma de prevenção. Bem como usar álcool em gel e manter distância de pessoas com sintomas respiratórios. Para evitar a disseminação, também é necessário cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar.
Pode ser utilizado um lenço de papel ou o antebraço. Em casos em que há sintomas respiratórios, é recomendado usar máscaras. Manter os ambientes ventilados também é uma maneira de prevenir a gripe K.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
FERNANDES, Pablo. Resumo de Gripe K (H3N2): transmissão, sintomas e mais!. Estratégia MED, 21 dez. 2025. Disponível em: https://med.estrategia.com/portal/conteudos-gratis/doencas/resumo-de-gripe-k-h3n2-transmissao-sintomas-e-mais/. Acesso em: 07 jan. 2026.
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G1. Gripe K: médicos explicam o que esperar, sintomas, quando se preocupar e o que a ciência já sabe. G1 Saúde, 17 dez. 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/saude/noticia/2025/12/17/gripe-k-medicos-explicam-o-que-esperar-sintomas-quando-se-preocupar-e-o-que-a-ciencia-ja-sabe.ghtml. Acesso em: 07 jan. 2026.
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