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O que é eclâmpsia na gravidez e como ela pode ser prevenida?

Entenda o que é essa condição grave da gestação, seus sinais de alerta e a importância do cuidado pré-natal para a saúde da mãe e do bebê.

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Para uma gestante, a gravidez é um período de grandes expectativas e, por vezes, de preocupações. Entre as condições de saúde que exigem atenção redobrada está a eclâmpsia, uma complicação séria que pode surgir durante a gestação ou após o parto. 

Ela é caracterizada por convulsões tônico-clônicas generalizadas, ou seja, convulsões que afetam todo o corpo, em mulheres que desenvolveram pré-eclâmpsia e não possuem outras causas para as crises.

Esta condição é um estágio avançado de um problema de pressão arterial alta na gravidez, conhecido como pré-eclâmpsia. A eclâmpsia representa uma emergência médica, demandando intervenção imediata para garantir a segurança da mãe e do bebê.

A gravidade da eclâmpsia é globalmente reconhecida: a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia contribuem para a morte de uma gestante a cada três minutos, segundo dados de um estudo publicado na PLoS ONE. É fundamental que todas as gestantes estejam cientes dos seus riscos e sinais.

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Qual a diferença entre pré-eclâmpsia e eclâmpsia?

É comum haver confusão entre pré-eclâmpsia e eclâmpsia, mas elas são fases distintas de uma mesma condição. A pré-eclâmpsia é caracterizada pelo desenvolvimento de pressão arterial elevada (hipertensão) após a 20ª semana de gestação, acompanhada geralmente pela presença de proteína na urina (proteinúria) ou disfunção de órgãos.

A eclâmpsia, por sua vez, é a progressão mais grave da pré-eclâmpsia, quando a gestante apresenta convulsões.

As crises epilépticas eclâmpticas são a característica distintiva, indicando que a condição afetou o sistema nervoso central. A identificação precoce da pré-eclâmpsia é vital para evitar sua evolução para eclâmpsia.

Quais os sintomas da eclâmpsia?

Os sintomas da eclâmpsia são severos e, por vezes, precedidos pelos sinais da pré-eclâmpsia. O sinal mais marcante da eclâmpsia é a ocorrência de convulsões, que podem ser seguidas de perda de consciência ou coma. Essas convulsões não são causadas por outras condições neurológicas.

Antes das convulsões, a mulher pode apresentar sintomas de pré-eclâmpsia grave, como:

  • Dores de cabeça intensas e persistentes, que não melhoram com analgésicos comuns;
  • Alterações visuais, como visão turva, flashes de luz ou pontos cegos;
  • Dor intensa na região superior do abdome, abaixo das costelas (geralmente do lado direito);
  • Náuseas e vômitos;
  • Inchaço súbito e excessivo no rosto e nas mãos;
  • Diminuição da quantidade de urina.

Ao observar qualquer um desses sinais, é imprescindível buscar atendimento médico de emergência. A agilidade no socorro pode fazer a diferença no prognóstico.

Leia também: O que é a eclâmpsia após o parto?

Quais as causas e fatores de risco da eclâmpsia?

A causa exata da eclâmpsia e da pré-eclâmpsia ainda não é totalmente compreendida, mas acredita-se que envolva problemas na formação da placenta. 

Quando a placenta não se desenvolve ou não funciona corretamente, pode haver liberação de substâncias que danificam os vasos sanguíneos da mãe, levando ao aumento da pressão arterial e à disfunção de órgãos.

Diversos fatores aumentam o risco de uma mulher desenvolver pré-eclâmpsia, e consequentemente, eclâmpsia. 

Dentre os principais estão:

  • Histórico de pré-eclâmpsia em gestações anteriores;
  • Primeira gestação;
  • Idade da gestante (menos de 20 ou mais de 35 anos);
  • Gestação múltipla (gêmeos, trigêmeos);
  • Histórico familiar de pré-eclâmpsia;
  • Presença de doenças crônicas, como hipertensão arterial crônica, diabetes, doenças renais, lúpus;
  • Obesidade;
  • Trombofilias (condições que aumentam o risco de coágulos sanguíneos).

É importante ressaltar que a presença de um ou mais fatores de risco não significa que a mulher desenvolverá a condição. No entanto, eles servem como alerta para um acompanhamento médico ainda mais rigoroso.

Leia também: Veja os tratamentos para a pré-eclâmpsia

Quais os riscos da eclâmpsia para a mãe e o bebê?

A eclâmpsia é uma condição séria que pode ter consequências graves para a saúde da mãe e do bebê. Para a gestante, os riscos incluem:

  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • Edema pulmonar (acúmulo de líquido nos pulmões);
  • Insuficiência renal aguda;
  • Descolamento prematuro da placenta;
  • Coagulação intravascular disseminada (CID), um distúrbio grave de coagulação;
  • Em casos mais raros e graves, pode ser fatal.

Em um estudo nacional, a eclâmpsia foi a principal causa de mortalidade materna, sendo responsável por 28% das mortes, o que ressalta a urgência de seu reconhecimento e tratamento, conforme publicado na International Health. 

A gravidade é ainda mais reforçada por dados de outro estudo, que analisou 620 pacientes com pré-eclâmpsia e eclâmpsia, onde todas as seis mortes maternas registradas ocorreram em mulheres que já estavam em estado eclâmptico ao serem admitidas.

Para o bebê, os riscos estão relacionados principalmente ao ambiente uterino afetado pela condição da mãe e à necessidade de um parto prematuro:

  • Restrição de crescimento intrauterino (o bebê não cresce no ritmo esperado);
  • Sofrimento fetal;
  • Parto prematuro, que pode levar a complicações respiratórias e outras sequelas neonatais;
  • Baixo peso ao nascer.

Diante desses riscos, o monitoramento contínuo e a intervenção médica ágil são essenciais para minimizar os desfechos negativos e proteger a vida de ambos.

A eclâmpsia pode ocorrer no parto ou pós-parto?

Embora a eclâmpsia seja mais comum durante o terceiro trimestre da gravidez, ela pode, de fato, se manifestar em outros momentos. Há casos em que as convulsões eclâmpticas ocorrem durante o trabalho de parto, no momento do nascimento do bebê ou, até mesmo, no período pós-parto. 

A eclâmpsia pós-parto, também conhecida como eclâmpsia puerperal, é uma preocupação real.

Ela pode se desenvolver nas primeiras 48 a 72 horas após o parto, mas, em alguns casos, pode surgir até seis semanas depois. Por isso, o acompanhamento médico não deve terminar com o nascimento do bebê, especialmente em mulheres com histórico de pré-eclâmpsia. 

A vigilância dos sintomas e a medição regular da pressão arterial são fundamentais nesse período.

Como é feito o diagnóstico da eclâmpsia?

O diagnóstico da eclâmpsia é feito a partir da observação de convulsões em uma gestante que já foi diagnosticada com pré-eclâmpsia, ou que apresenta os sinais e sintomas da pré-eclâmpsia, na ausência de outras condições que justifiquem as crises. 

O médico avaliará o histórico clínico da paciente, realizará um exame físico completo e solicitará exames laboratoriais.

Os exames podem incluir análises de sangue para verificar a função renal e hepática, contagem de plaquetas e níveis de proteína na urina. 

Em alguns casos, exames de imagem, como a tomografia computadorizada ou ressonância magnética do cérebro, podem ser realizados para excluir outras causas de convulsão. A avaliação de um especialista é sempre crucial para um diagnóstico preciso.

Como é o tratamento da eclâmpsia?

O tratamento da eclâmpsia é uma emergência médica e visa, primeiramente, controlar as convulsões e estabilizar a condição da mãe. Medicamentos anticonvulsivantes, como o sulfato de magnésio, são frequentemente administrados para prevenir novas crises e proteger o cérebro da gestante.

O sulfato de magnésio é um tratamento amplamente estudado e reconhecido, com revisões sistemáticas que incluem centenas de mulheres com eclâmpsia, reforçando sua eficácia no controle das convulsões. O controle da pressão arterial também é uma prioridade, utilizando-se medicamentos anti-hipertensivos.

Após a estabilização da mãe, a decisão sobre o parto é crucial. Em muitos casos, o parto é a única forma de reverter a progressão da doença, pois a placenta é a fonte do problema. 

O tipo de parto (vaginal ou cesárea) e o momento da sua realização dependem da idade gestacional, da gravidade da condição da mãe e do estado do bebê. A equipe médica monitora constantemente mãe e bebê para garantir o melhor desfecho possível.

É possível prevenir a eclâmpsia?

Embora nem todos os casos de eclâmpsia possam ser prevenidos, a detecção precoce e o manejo adequado da pré-eclâmpsia são as melhores estratégias. O acompanhamento pré-natal regular e de qualidade é a chave para identificar os fatores de risco e os primeiros sinais da pressão arterial elevada.

Em alguns casos de alto risco para pré-eclâmpsia, o médico pode indicar o uso de baixas doses de aspirina a partir do segundo trimestre da gravidez, sob estrita orientação e supervisão médica. 

Além disso, manter um estilo de vida saudável, com dieta equilibrada e controle de peso, pode contribuir para uma gestação mais saudável.

A importância do pré-natal para prevenir a eclâmpsia

O pré-natal é o pilar da prevenção da eclâmpsia. Durante as consultas, o médico mede a pressão arterial da gestante em cada visita, o que permite identificar rapidamente qualquer alteração. São realizados exames de urina para verificar a presença de proteína e outros exames de sangue para avaliar a função dos órgãos.

É fundamental que esse cuidado seja de alta qualidade, pois estudos indicam que, em alguns casos, a qualidade do cuidado para a pré-eclâmpsia foi considerada inadequada ou abaixo do padrão em 76% dos casos, o que pode aumentar os riscos associados à eclâmpsia. Isso sublinha a necessidade de um pré-natal atento e de alta qualidade.

Se a pré-eclâmpsia for diagnosticada, o acompanhamento se torna ainda mais intensivo. O profissional de saúde orientará sobre os sinais de alerta e estabelecerá um plano de cuidados, que pode incluir repouso, monitoramento da pressão arterial em casa e, se necessário, internação. 

O objetivo é evitar a progressão para a eclâmpsia e garantir que a gestação prossiga com a maior segurança possível para ambos.

O que acontece após a eclâmpsia?

Após um episódio de eclâmpsia, a recuperação da mãe requer monitoramento intensivo. As convulsões geralmente cessam com o parto e o tratamento adequado, mas a paciente continua sob observação na unidade de terapia intensiva (UTI) ou em uma unidade de cuidados especializados por alguns dias. A pressão arterial precisa ser controlada e a função dos órgãos monitorada.

A maioria das mulheres se recupera completamente, mas algumas podem apresentar hipertensão crônica ou ter um risco aumentado de doenças cardiovasculares no futuro. O acompanhamento pós-parto, com consultas regulares e monitoramento da pressão, é crucial. 

Para futuras gestações, é importante discutir o histórico com o médico para um planejamento adequado.

Quando procurar ajuda médica?

Sua saúde e a do seu bebê são prioridades. Se você é gestante e apresenta qualquer um dos sintomas mencionados, especialmente:

  • Dores de cabeça fortes e persistentes;
  • Alterações na visão (visão turva, flashes);
  • Dor intensa na parte superior do abdome;
  • Inchaço súbito no rosto e nas mãos;
  • Ou, principalmente, se você tiver convulsões.

Não hesite. Procure imediatamente o serviço de emergência ou seu médico obstetra. A rapidez no atendimento pode salvar vidas e prevenir complicações graves. Lembre-se: o cuidado contínuo e a comunicação aberta com sua equipe de saúde são seus maiores aliados durante a gravidez.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
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