Revisado em: 28/01/2026
Resuma este artigo com IA:
O pano branco no rosto é uma micose causada por fungos; as manchas claras surgem por alteração na produção de melanina

O surgimento de manchas na pele, especialmente na face, gera uma preocupação estética e dúvidas sobre a saúde da pele. Essas alterações podem ser sintomas do pano branco no rosto, condição que torna áreas da pele mais claras e com aspecto descamativo.
O problema pode persistir por semanas ou meses caso não seja tratado adequadamente. Por isso, o dermatologista é o especialista mais indicado para dizer o que é bom para tratar pano branco no rosto. A orientação médica define o tratamento mais eficaz, de modo a contribuir para a prevenção de recorrências.
A Rede Américas conta com dermatologistas preparados para cuidar da saúde da sua pele. Agende sua consulta.
O pano branco é o nome popular dado para a pitiríase versicolor. É uma infecção fúngica superficial da pele, causada por fungos do gênero Malassezia. Os microrganismos são leveduras que habitam naturalmente a pele humana, em especial os folículos pilosos (estrutura da pele que produz os pelos).
A condição se manifesta quando há um crescimento excessivo do fungo e ele invade a camada superficial da pele, o estrato córneo. O que resulta nas lesões características da doença. A denominação “versicolor” se deve ao fato de que as manchas podem variar de cor.
A pitiríase versicolor não é causada por falta de higiene ou por contágio em piscinas e praias. Ela se dá através da proliferação de um fungo já presente na pele. A transformação da levedura de inofensiva para patogênica é desencadeada por uma combinação de fatores externos e internos.
O calor e a umidade são fatores externos que facilitam o crescimento do fungo. Tornando a mico mais comum em climas quentes e úmidos, como o verão. O que leva ao suor (ou umidade retida nas roupas).
A sudorese exagerada forma um ambiente ideal para a proliferação do fungo, sendo um fator de risco relevante para atletas e pessoas com hiperidrose. Adolescentes e adultos jovens são mais predispostos a manifestarem a doença.
Eles possuem uma maior atividade da glândula sebácea, e o fungo se alimenta da oleosidade natural da pele (sebo). O uso de cosméticos oleosos também pode servir de alimento para o patógeno.
Pessoas com o sistema imunológico debilitado também estão mais suscetíveis a desenvolver o pano branco. O uso de corticoesteroides, imunossupressores, diabetes, desnutrição ou gravidez pode comprometer o sistema imune. Até mesmo o uso de anticoncepcionais pode favorecer a infecção.
A condição é mais comum no tronco, pescoço e braços. Em crianças e adolescentes, a localização mais comum é o pano branco no rosto. Por causa da oleosidade da pele nessa faixa etária.
As lesões no rosto e corpo geralmente se apresentam como manchas redondas ou ovais. Elas são cobertas por uma descamação fina, quase imperceptível. A coceira ocorre por vezes, mas não é o sintoma principal.
A característica que mais chama a atenção é a diferença de cor da mancha, já que o patógeno interfere na produção de melanina. A coloração varia do branco (hipopigmentação) ao castanho, rosa ou até mesmo avermelhado. A manifestação mais comum é a hipopigmentação, que se torna mais evidente após a exposição ao sol, pois a área afetada não bronzeia.
O tratamento é bastante eficaz, mas deve ser orientado por um dermatologista. Somente ele pode indicar o que é bom para pano branco no rosto. A escolha entre o tratamento tópico e oral depende da extensão e recorrência do quadro. O objetivo inicial é eliminar a levedura, utilizando medicamentos antifúngicos.
O tratamento tópico é a primeira linha de defesa, principalmente em casos localizados como o pano branco no rosto.
Os xampus antifúngicos são uma opção. Eles podem ser aplicados na pele afetada, não apenas no couro cabeludo. O recomendado é que seja aplicado diariamente, de 1 a 4 semanas. Ao aplicá-lo é preciso deixar agir de 5 a 10 minutos.
Os cremes e loções com antifúngicos como o miconazol. clotrimazol e oxiconazol devem ser aplicados de 1 a 2 vezes ao dia. O período máximo de uso varia de 1 a 4 semanas.
Já os sabonetes compostos com piritionato de zinco podem ser usados para a higienização da pele no dia a dia. O objetivo dos sabonetes é diminuir a população do fungo e prevenir a recorrência.
Antifúngicos por via oral como o fluconazol ou itraconazol também são opções que mostram o que é bom para pano branco no rosto. Eles podem ser prescritos pelo dermatologista em casos específicos. Quando a infecção é muito extensa, recorrente ou não responde ao tratamento tópico. Esse tipo de terapêutica não costuma ser adotado para tratar crianças.
Leia mais: Como tratar as micoses das unhas e evitar reinfecções
A eliminação do fungo e a recuperação da pele são processos distintos. As manchas claras podem persistir por meses após o fungo ter sido eliminado. Por isso a persistência da mancha não significa dizer que houve falha do tratamento antifúngico.
Para acelerar o retorno da cor natural da pele, a exposição solar moderada é recomendada. O que deve acontecer somente quando o microrganismo já tiver sido erradicado. O sol estimula a produção de melanina na área afetada.
A prevenção é fundamental para evitar a recorrência. Então é importante adotar hábitos que controlem os fatores de risco, como preferir usar roupas leves e arejadas. Optando por tecidos naturais (como algodão), que evitem a retenção de umidade e calor.
O ideal é que os atletas troquem de roupa rapidamente após o exercício. Além de lavar a pele e o couro cabeludo após sudorese excessiva. O uso de bucha de banho é indicado para remover as células mortas que servem de alimento para o fungo.
É preciso também controlar a oleosidade da pele. Por isso o que é bom para pano branco no rosto é evitar usar cosméticos e creme oleoso no rosto e corpo, pois o fungo se alimenta dessas substâncias.
Para pessoas que possuem uma recorrência do problema, o dermatologista pode planejar o uso profilático de medicamentos tópicos. Pode ser o xampu de cetoconazol 2%, aplicado uma vez por mês. Ele pode ser aplicado principalmente nos meses mais quentes.
O pano branco no rosto é uma micose superficial tratável. As causas mais comuns estão ligadas à proliferação do fungo Malassezia, favorecida por calor, umidade e oleosidade da pele. O que é bom para pano branco no rosto são antifúngicos tópicos como o cetoconazol e o sulfeto de selênio.
Eles podem ser complementados com a medicação oral em casos mais graves ou recorrentes. A identificação da causa correta é essencial para um tratamento eficaz. Por isso a busca por um dermatologista para realizar o diagnóstico correto é tão importante.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
APRESENTAÇÃO DE SAÚDE PÚBLICA – APS-REPO. Qual o tratamento de pitiríase versicolor? APS-REPO, s. d. Disponível em: https://aps-repo.bvs.br/aps/qual-o-tratamento-de-pitiriase-versicolor/. Acesso em: 22 jan. 2026.
MSD MANUALS. Pitiríase versicolor: tratamento e recomendações. In: Infecções fúngicas da pele. s. d. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/distúrbios-da-pele/infecções-fúngicas-da-pele/pitiríase-versicolor#Tratamento_v28487905_pt. Acesso em: 22 jan. 2026.
SANARMED. Pitiríase versicolor: estratégias para o diagnóstico e tratamento. Sanarmed – Saúde, s. d. Disponível em: https://sanarmed.com/pitiriase-versicolor-estrategias-para-o-diagnostico-e-tratamento-colunistas/. Acesso em: 22 jan. 2026.
SBD – Sociedade Brasileira de Dermatologia. Pitiríase versicolor (pano branco). SBD – Doenças, s. d. Disponível em: https://www.sbd.org.br/doencas/pitiriase-versicolor-pano-branco/. Acesso em: 22 jan. 2026.
GLOBO ESPORTE. Pano branco na pele é contagioso? Como tratar a pitiríase versicolor. ge – Eu Atleta, s. d. Disponível em: https://ge.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/pano-branco-na-pele-e-contagioso-como-tratar-a-pitiriase-versicolor.ghtml. Acesso em: 22 jan. 2026.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES