Revisado em: 23/01/2026
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É uma cena comum e que gera dúvidas em muitos pais: o soluço do recém-nascido. Descubra o que está por trás e como agir.

Você acaba de amamentar seu bebê, ele parece tranquilo e satisfeito em seu colo e, de repente, começa um ritmo constante: hic, hic, hic. A cena é familiar para a maioria dos pais e, embora os soluços pareçam incomodar mais a nós do que aos pequenos, é natural se perguntar o que os causa e se há algo a ser feito.
A frequência de soluços, assim como as golfadas, é extremamente comum em bebês saudáveis. É reconfortante saber que esse fenômeno costuma diminuir de forma intensa e significativa conforme a criança cresce, tendendo a desaparecer quase completamente após o primeiro ano de vida.
Pediatras são os especialistas indicados para o acompanhamento da saúde do bebê. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O soluço é uma reação natural do corpo. Ele acontece quando o diafragma, um músculo em formato de cúpula que fica abaixo dos pulmões e é essencial para a respiração, se contrai de forma involuntária e súbita. Cientificamente, esse fenômeno é atribuído à irritação do diafragma. Ele se move de forma brusca para dentro, puxando o ar contra a laringe, que se fecha rapidamente, criando o som característico de "hic".
Em recém-nascidos e bebês, esse reflexo é ainda mais frequente. Isso ocorre porque o sistema nervoso central, que controla o diafragma, ainda está em desenvolvimento. Pequenos estímulos podem facilmente desencadear esses espasmos musculares.
Apesar da frequência, é importante saber que o soluço é geralmente um reflexo motor seguro para o recém-nascido. Estudos indicam que ele pode ocupar cerca de 1% do dia do bebê, sem causar alterações significativas na frequência cardíaca ou nos níveis de saturação de oxigênio.
A frequência de soluços em bebês está ligada a diversos fatores, a maioria deles relacionada à imaturidade de seus sistemas corporais. As causas mais comuns não costumam ser motivo de alarme.
A alimentação é um dos principais gatilhos para o soluço. Durante a mamada, seja no peito ou na mamadeira, o bebê pode engolir ar, o que distende o estômago. Esse estômago "cheio" pressiona e irrita o diafragma, levando às contrações.
Além disso, mamar muito rápido ou em grande volume pode ter o mesmo efeito. O esôfago, ao se encher rapidamente com leite, também pode estimular o nervo que controla o diafragma.
Não é apenas a alimentação que pode causar soluços. Outras situações também contribuem:
Na maioria das vezes, o soluço desaparece sozinho em poucos minutos e não causa dor ao bebê. Contudo, se você perceber algum desconforto ou quiser ajudar, algumas técnicas simples podem ser eficazes.
Essas abordagens atuam estimulando os nervos frênico e vago. São eles os responsáveis por fazer o diafragma contrair e a epiglote, uma estrutura da garganta, fechar, ajudando a interromper o soluço.
É importante ressaltar que métodos populares antigos, como dar um susto, oferecer água com açúcar ou pressionar a moleira, não são recomendados e podem ser perigosos para o bebê.
Embora não seja possível eliminar completamente os soluços, algumas práticas podem reduzir sua frequência. A principal estratégia é minimizar a quantidade de ar que o bebê engole.
O soluço em bebês é considerado normal e parte do desenvolvimento. No entanto, procure o pediatra se notar que os episódios são muito frequentes, prolongados e parecem atrapalhar a rotina do bebê.
Em alguns casos, os soluços em bebês podem ser bastante intensos, caracterizados por inspirações rápidas e profundas. Essa intensidade pode gerar preocupação e, por vezes, ser confundida com episódios mais graves, como convulsões ou engasgos.
Fique atento aos seguintes sinais de alerta:
Esses sinais podem indicar condições que necessitam de avaliação médica, como o refluxo gastroesofágico patológico. O pediatra é o profissional mais indicado para fazer o diagnóstico correto e orientar o melhor tratamento, garantindo o bem-estar e a saúde do seu filho.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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