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Uma descarga elétrica anormal no cérebro pode ter muitas origens, de fatores genéticos a lesões. Entenda as principais

Presenciar uma crise epiléptica pela primeira vez, seja em um familiar ou em um desconhecido, pode ser uma experiência assustadora e que gera muitas dúvidas. A pergunta mais imediata que surge na mente é: por que isso aconteceu? A resposta não é única e revela a complexidade do cérebro humano.
Neurologistas são os médicos indicados para o acompanhamento desse tipo de quadro. Agende uma consulta em um dos hospitais da Rede Américas.
Antes de listar as causas, é preciso entender o que acontece no cérebro durante uma crise. Imagine o cérebro como uma complexa rede elétrica, onde bilhões de neurônios se comunicam por meio de impulsos elétricos para controlar pensamentos, movimentos e sensações.
A epilepsia ocorre quando há uma falha nesse sistema. Grupos de neurônios passam a emitir descargas elétricas excessivas, anormais e sincronizadas. Essa tempestade elétrica temporária interrompe a função normal do cérebro e causa as crises, cujos sintomas variam conforme a área cerebral afetada.
A epilepsia não é uma doença única, mas um conjunto de condições com uma característica em comum: a predisposição para crises recorrentes. Ela pode surgir de múltiplos fatores, como predisposição genética ou lesões cerebrais, que criam essa tendência permanente do cérebro em gerar descargas elétricas excessivas e repetitivas.
As causas podem ser divididas em grandes grupos, e a frequência de cada uma varia muito com a idade do paciente.
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Referem-se a qualquer anormalidade física ou lesão no cérebro que possa ser visualizada em exames de imagem, como ressonância magnética. Elas são uma das causas mais comuns em adultos.
Algumas formas de epilepsia têm uma clara ligação com a herança genética. Mutações em genes específicos podem tornar os neurônios mais propensos a disparar de forma descontrolada. Isso não significa que ter o gene garante o desenvolvimento da doença, mas aumenta significativamente o risco. Essas formas são mais comuns em síndromes epilépticas da infância.
Infecções que atingem o sistema nervoso central podem causar inflamação e danos permanentes, resultando em epilepsia. Entre as principais estão:
Distúrbios no metabolismo do corpo, como baixos níveis de açúcar ou sódio, podem em casos raros e específicos levar a crises. Além disso, existem as encefalites autoimunes, condições em que o sistema imunológico ataca por engano proteínas do cérebro, causando inflamação e, consequentemente, crises epilépticas.
Em cerca de metade dos casos de epilepsia, mesmo após uma investigação completa, não é possível encontrar uma causa específica. Em pacientes adultos, a causa exata permanece desconhecida em quase 50% dos diagnósticos. Similarmente, em crianças e jovens, aproximadamente 50% dos casos não têm uma causa exata identificada.
Essas situações são classificadas como de causa desconhecida ou idiopática. Isso não significa que não haja uma razão, mas sim que a tecnologia atual ou o conhecimento médico ainda não conseguem detectá-la, tornando o diagnóstico médico especializado ainda mais fundamental para o tratamento. Felizmente, a maioria dos pacientes responde bem aos tratamentos disponíveis.
É fundamental não confundir a causa da epilepsia com os gatilhos que podem desencadear uma crise em uma pessoa que já tem a condição. A causa é a origem do problema no cérebro. O gatilho é um fator externo ou interno que facilita a ocorrência da descarga elétrica anormal.
Alguns gatilhos comuns incluem:
Identificar e evitar os gatilhos pessoais é uma parte importante do controle da epilepsia, mas isso não trata a causa base da doença.
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A investigação da causa é um processo detalhado conduzido por um neurologista. O médico começa com uma análise completa do histórico clínico do paciente e da descrição das crises, muitas vezes com a ajuda de familiares que as presenciaram.
Exames complementares são essenciais para o diagnóstico. O eletroencefalograma (EEG) registra a atividade elétrica do cérebro e pode identificar padrões anormais. Exames de neuroimagem, como a ressonância magnética de crânio, são cruciais para detectar causas estruturais como tumores, cicatrizes ou malformações. Em casos selecionados, testes genéticos podem ser solicitados.
Sim, de forma direta. Saber a causa permite que o médico escolha o tratamento mais eficaz e ofereça um prognóstico mais preciso. Por exemplo, se a causa for um tumor cerebral, a remoção cirúrgica pode curar a epilepsia. Se for uma condição genética, o foco será no controle das crises com medicamentos específicos.
Compreender a origem da epilepsia é o primeiro passo para desmistificar a condição, reduzir o estigma e garantir que o paciente receba o cuidado adequado. A jornada pode ser desafiadora, mas com o acompanhamento médico correto, a maioria das pessoas com epilepsia consegue levar uma vida plena e com as crises sob controle.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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