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Epilepsia: o que causa, fatores genéticos e quando buscar ajuda médica

Uma descarga elétrica anormal no cérebro pode ter muitas origens, de fatores genéticos a lesões. Entenda as principais

Resumo
  • A epilepsia é resultado de uma atividade elétrica anormal e excessiva nos neurônios, como um "curto-circuito" cerebral
  • As causas são variadas e incluem fatores estruturais (lesões, tumores, AVC), genéticos, infecciosos e metabólicos
  • Em muitos casos, especialmente em crianças e jovens, a causa exata não é identificada, sendo chamada de epilepsia idiopática
  • É crucial diferenciar as causas da doença dos gatilhos que podem desencadear uma crise em quem já tem a condição
  • O diagnóstico preciso da causa por um neurologista é fundamental para definir o tratamento mais adequado
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Presenciar uma crise epiléptica pela primeira vez, seja em um familiar ou em um desconhecido, pode ser uma experiência assustadora e que gera muitas dúvidas. A pergunta mais imediata que surge na mente é: por que isso aconteceu? A resposta não é única e revela a complexidade do cérebro humano.

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O que define a epilepsia no cérebro?

Antes de listar as causas, é preciso entender o que acontece no cérebro durante uma crise. Imagine o cérebro como uma complexa rede elétrica, onde bilhões de neurônios se comunicam por meio de impulsos elétricos para controlar pensamentos, movimentos e sensações.

A epilepsia ocorre quando há uma falha nesse sistema. Grupos de neurônios passam a emitir descargas elétricas excessivas, anormais e sincronizadas. Essa tempestade elétrica temporária interrompe a função normal do cérebro e causa as crises, cujos sintomas variam conforme a área cerebral afetada.

Quais são as principais causas da epilepsia?

A epilepsia não é uma doença única, mas um conjunto de condições com uma característica em comum: a predisposição para crises recorrentes. Ela pode surgir de múltiplos fatores, como predisposição genética ou lesões cerebrais, que criam essa tendência permanente do cérebro em gerar descargas elétricas excessivas e repetitivas. 

As causas podem ser divididas em grandes grupos, e a frequência de cada uma varia muito com a idade do paciente.

Leia também: Por que o Dia da Epilepsia é tão importante?

Causas estruturais

Referem-se a qualquer anormalidade física ou lesão no cérebro que possa ser visualizada em exames de imagem, como ressonância magnética. Elas são uma das causas mais comuns em adultos.

  • Acidente vascular cerebral (AVC): a falta de oxigenação ou o sangramento em uma área do cérebro pode deixar cicatrizes que alteram a atividade elétrica local. O AVC é a principal causa de epilepsia em idosos.
  • Traumatismo craniano: uma pancada forte na cabeça, resultante de acidentes de carro ou quedas, pode causar lesões cerebrais que levam à epilepsia, às vezes meses ou anos após o evento.
  • Tumores cerebrais: tanto tumores benignos quanto malignos podem comprimir ou infiltrar o tecido cerebral, irritando os neurônios e provocando crises.
  • Malformações do desenvolvimento cortical: são alterações na "arquitetura" do cérebro que ocorrem durante a gestação. Essas áreas malformadas são focos potenciais para o início de crises.

Causas genéticas

Algumas formas de epilepsia têm uma clara ligação com a herança genética. Mutações em genes específicos podem tornar os neurônios mais propensos a disparar de forma descontrolada. Isso não significa que ter o gene garante o desenvolvimento da doença, mas aumenta significativamente o risco. Essas formas são mais comuns em síndromes epilépticas da infância.

Causas infecciosas

Infecções que atingem o sistema nervoso central podem causar inflamação e danos permanentes, resultando em epilepsia. Entre as principais estão:

  • Meningite e encefalite: infecções das membranas que recobrem o cérebro (meninges) ou do próprio tecido cerebral podem deixar cicatrizes epileptogênicas.
  • Neurocisticercose: uma infecção parasitária causada pela ingestão de ovos da tênia, comum em algumas regiões, que pode formar cistos no cérebro.
  • Infecções congênitas: doenças como toxoplasmose, rubéola ou citomegalovírus contraídas pela mãe durante a gravidez podem afetar o desenvolvimento do cérebro do feto.

Causas metabólicas e autoimunes

Distúrbios no metabolismo do corpo, como baixos níveis de açúcar ou sódio, podem em casos raros e específicos levar a crises. Além disso, existem as encefalites autoimunes, condições em que o sistema imunológico ataca por engano proteínas do cérebro, causando inflamação e, consequentemente, crises epilépticas.

E quando a causa não é identificada?

Em cerca de metade dos casos de epilepsia, mesmo após uma investigação completa, não é possível encontrar uma causa específica. Em pacientes adultos, a causa exata permanece desconhecida em quase 50% dos diagnósticos. Similarmente, em crianças e jovens, aproximadamente 50% dos casos não têm uma causa exata identificada.

Essas situações são classificadas como de causa desconhecida ou idiopática. Isso não significa que não haja uma razão, mas sim que a tecnologia atual ou o conhecimento médico ainda não conseguem detectá-la, tornando o diagnóstico médico especializado ainda mais fundamental para o tratamento. Felizmente, a maioria dos pacientes responde bem aos tratamentos disponíveis.

Qual a diferença entre causa e gatilho de uma crise?

É fundamental não confundir a causa da epilepsia com os gatilhos que podem desencadear uma crise em uma pessoa que já tem a condição. A causa é a origem do problema no cérebro. O gatilho é um fator externo ou interno que facilita a ocorrência da descarga elétrica anormal.

Alguns gatilhos comuns incluem:

  • Privação de sono ou cansaço extremo.
  • Estresse emocional ou físico intenso.
  • Uso de álcool ou outras drogas.
  • Febre alta, principalmente em crianças.
  • Luzes piscantes ou padrões visuais específicos (epilepsia fotosensível).
  • Esquecimento de tomar a medicação anticonvulsivante.

Identificar e evitar os gatilhos pessoais é uma parte importante do controle da epilepsia, mas isso não trata a causa base da doença.

Leia também: Veja as diferenças entre epilepsia e convulsão

Como um médico investiga a causa da epilepsia?

A investigação da causa é um processo detalhado conduzido por um neurologista. O médico começa com uma análise completa do histórico clínico do paciente e da descrição das crises, muitas vezes com a ajuda de familiares que as presenciaram.

Exames complementares são essenciais para o diagnóstico. O eletroencefalograma (EEG) registra a atividade elétrica do cérebro e pode identificar padrões anormais. Exames de neuroimagem, como a ressonância magnética de crânio, são cruciais para detectar causas estruturais como tumores, cicatrizes ou malformações. Em casos selecionados, testes genéticos podem ser solicitados.

A causa da epilepsia influencia o tratamento?

Sim, de forma direta. Saber a causa permite que o médico escolha o tratamento mais eficaz e ofereça um prognóstico mais preciso. Por exemplo, se a causa for um tumor cerebral, a remoção cirúrgica pode curar a epilepsia. Se for uma condição genética, o foco será no controle das crises com medicamentos específicos.

Compreender a origem da epilepsia é o primeiro passo para desmistificar a condição, reduzir o estigma e garantir que o paciente receba o cuidado adequado. A jornada pode ser desafiadora, mas com o acompanhamento médico correto, a maioria das pessoas com epilepsia consegue levar uma vida plena e com as crises sob controle.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
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