Revisado em: 20/02/2026
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A Mpox é uma zoonose viral causada pelo vírus MPXV; lesões na pele, febre e ínguas são sintomas comuns

O surgimento de uma nova cepa do vírus Mpox tem gerado atenção e preocupação. A Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou uma nova recombinação de cepas, com elementos dos clados 1b e 2b. Os casos foram confirmados no Reino Unido e na Índia.
Este cenário deixa claro a evolução viral constante e a necessidade de vigilância contínua. A Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença zoonótica viral. Ela costuma ser autolimitada, e exige atenção devido ao seu potencial de disseminação.
A doença teve 43 casos registrados em São Paulo no mês de janeiro, com 161 notificações suspeitas. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, a capital confirmou a existência de um caso novo da doença.
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A Mpox, também conhecida como varíola dos macacos, é uma doença causada pelo vírus Mpox (MPXV), pertencente ao gênero Orthopoxvirus e à família Poxviridae. Ela é uma zoonose viral, o que significa que pode ser transmitida de animais para humanos.
A sua transmissão pode ocorrer também entre os humanos. O patógeno foi identificado em macacos, mas os roedores são considerados os principais reservatórios naturais. Existem duas linhagens, a primeira é o Clado I, que é mais grave e apresenta uma alta taxa de letalidade.
A outra é o Clado II, que tende a causar quadros mais leves da doença. O surto global que ocorreu entre 2022-2023 foi predominante causado pelo Clado IIb.
A identificação de uma nova cepa do vírus Mpox é um evento de grande relevância. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou o surgimento de uma nova variante recombinante. Ela foi detectada no Reino Unido e na Índia, em 2025. Sendo ela composta pelos Clados 1b e 2b do Mpox.
Uma cepa recombinante surge quando dois vírus diferentes infectam a mesma célula e trocam material genético. O que resulta em uma nova variante com características que podem ser alteradas.
A OMS enfatiza a necessidade de manter a vigilância, pois a nova cepa do vírus Mpox pode indicar uma circulação não detectada. Além de levantar preocupações sobre sua transmissibilidade ou característica clínica. Uma outra variação já havia sido identificada em 2023, o Clado 1b. Ela é uma variante do Clado 1.
Os sintomas da Mpox geralmente incluem erupções cutâneas ou lesões de pele, que podem ser planas ou elevadas. Elas também podem ser preenchidas com líquido claro ou amarelado e formar crostas que secam e caem.
A tendência é que elas se concentrem no rosto, nas palmas das mãos e plantas do pés, mas também podem aparecer em qualquer parte do corpo. Pode ser na boca, olhos e órgãos genitais.
Além das lesões, outros sintomas que podem estar presentes são a febre, a dor de cabeça, as dores no corpo, calafrios e fraqueza. O período de incubação varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.
O inchaço dos linfonodos (ínguas) pode ser observado. Sendo um sintoma que diferencia a Mpox de outras doenças que causam erupções cutâneas, com a varicela (catapora). A infecção pode ser transmitida desde o início dos sintomas até que todas as lesões tenham cicatrizado completamente e uma nova camada de pele se forme.
A transmissão da Mpox ocorre principalmente por meio do contato direto ou indireto com o vírus. Pode ocorrer no contato direto pessoa a pessoa, por meio do contato com lesões de pele, erupções cutâneas e fluidos corporais (como pus ou sangue das lesões).
Também pode ser transmitida por meio de secreções respiratórias durante o contato próximo e prolongado, como beijo, abraço e contato sexual. Úlceras ou feridas na boca também podem ser infecciosas.
O contato com roupas, toalhas, lençois, utensílios e pratos que foram contaminados por uma pessoa infectada podem transmitir o vírus. É possível que ocorra a transmissão vertical: de uma gestante para o feto através da placenta.
Caso a mãe esteja infectada, a infecção também pode ocorrer durante ou após o parto, por meio do contato pele a pele. Outro meio de transmissão da Mpox é a mordida ou arranhão de animais infectados.
Exames laboratoriais específicos estabelecem o diagnóstico da Mpox. A confirmação da infecção é feita por teste molecular (PCR) ou sequenciamento genético. As amostras costumam ser coletadas da secreção das lesões de pele ou das crostas, caso estejam secas.
No Brasil, a notificação de casos de Mpox é obrigatória e deve ser realizada em até 24 horas por profissionais de saúde, tanto de serviços públicos quanto privados. O diagnóstico diferencial é fundamental, já que as erupções cutâneas podem gerar dúvidas diagnósticas. A doença pode ser confundida com varicela, sífilis ou herpes.
Não existe um medicamento antiviral específico para tratar a varíola dos macacos. O tratamento foca em medidas de suporte clínico para aliviar os sintomas, prevenir e tratar complicações. Medidas como hidratação, controle da dor e febre, e cuidados com as lesões para evitar infecções bacterianas secundárias são fundamentais.
A maioria dos indivíduos apresenta quadros que variam de leves a moderados. Com a recuperação ocorrendo espontaneamente entre 2 e 4 semanas. O antiviral tecovirimat (TPOXX) pode fazer parte do esquema terapêutico.
É necessário também manter o cuidado com as lesões de pele. Mantendo elas sempre limpas e secas, ou cobrindo com curativos úmidos, quando necessário.
A prevenção da Mpox começa pelo contato direto com as pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Nos casos em que há necessidade em ter contato com os pacientes, é necessário utilizar equipamentos de proteção individual: luvas, máscaras, avental e óculos.
Os indivíduos doentes devem se isolar e não compartilhar objetos pessoais até a cicatrização completa das lesões. A higienização regular das mãos com água e sabão ou álcool em gel é essencial. Ela deve ser feita principalmente após o contato com pessoas infectadas ou superfícies contaminadas.
Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem se isolar e evitar compartilhar objetos pessoais até o final do período de transmissão. É importante também limpar e desinfetar superfícies que possam ter sido contaminadas e descartar resíduos infecciosos de forma adequada.
A vacinação contra a Mpox está disponível para grupos de risco, como pessoas vivendo com HIV/aids e casos de pós-exposição de alto ou médio risco.
O surgimento da nova cepa do vírus Mpox reforça a importância da vigilância contínua. As características de transmissão e sintomas da doença, exige atenção e medidas preventivas eficazes.
A busca por acompanhamento médico ao primeiro sinal de sintomas é importante para um diagnóstico precoce e manejo adequado, reduzindo os riscos de complicações e a cadeia de transmissão.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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