Resuma este artigo com IA:
Neoplasia cervical pode ser benigna ou maligna; os sintomas variam de acordo com a região afetada

Nem toda neoplasia significa câncer. O termo se refere a um crescimento incomum e desordenado das células. O que pode resultar em tumores, que podem ser classificados como malignos ou benignos.
Entre a chamada neoplasia cervical está o câncer de cabeça e pescoço. Em 2025, uma pesquisa publicada pelo INCA (Instituto Nacional do Câncer) mostrou que 80% dos casos da doença são diagnosticados em estágios avançados.
O diagnóstico costuma ser maior em homens por volta dos 60 anos. O estudo apontou que em homens mais jovens, entre 30 e 50 anos, a descoberta é tardia, realizada em fases mais críticas da doença.
Esse cenário reforça a necessidade de informação e atenção aos sinais do corpo. Os diferentes tipos de neoplasias podem se manifestar em regiões distintas, com causas e características próprias.
Por isso a importância de se consultar com profissionais qualificados, que podem contribuir para o diagnóstico precoce de tipos de cânceres como esse. Marque a sua consulta na Rede Américas e faça a sua avaliação.
Neoplasia cervical é um termo amplo que pode se referir a tumores malignos em duas regiões distintas: o colo do útero e a região da cabeça e pescoço. Embora eles sejam tipos de câncer, suas causas, fatores de risco, sintomas e tratamentos são diferentes.
A neoplasia cervical (colo do útero) representa o crescimento anormal de células no colo do útero, a parte inferior do útero que se conecta à vagina. A principal causa é a infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV).
Já a neoplasia de cabeça e pescoço se refere a diferentes tumores que se desenvolvem na boca, faringe, laringe, fossas nasais, seios paranasais, glândulas salivares e tireoide. O tipo mais comum é o carcinoma de células escamosas, que tem origem nas células que revestem as superfícies mucosas da cabeça e do pescoço.
As causas do câncer de cabeça e pescoço são multifatoriais, sendo os principais fatores de risco o consumo de álcool e tabaco. Pessoas que consomem ambos têm uma probabilidade ainda maior de desenvolver a doença.
A infecção pelo HPV é um fator de risco significativo para cânceres de orofaringe (amígdalas e base da língua). Outras causas incluem: exposição a poeira de madeira, níquel e formaldeído. Essa exposição ocupacional pode aumentar as chances de desenvolver câncer de nasofaringe e seios paranasais.
A radiação na cabeça e no pescoço é um fator de risco para câncer das glândulas salivares. Já a infecção pelo vírus Epstein-Barr (EBV) está associada ao câncer de nasofaringe e das glândulas salivares. Existem algumas síndromes genéticas que elevam as possibilidades, como no caso da anemia de Fanconi.
A neoplasia da região cervical é classificada de acordo com o local de origem. As principais áreas afetadas são a cavidade oral (lábios, língua, gengivas e palato) e faringe e laringe. Além das glândulas salivares e tireoide, localizadas na parte frontal e lateral do pescoço, respectivamente.
De acordo com informações da Biblioteca Virtual em Saúde, do Ministério da Saúde, o câncer de cabeça e pescoço é o mais comum em homens acima de 40 anos. Os fumantes possuem um risco 15 vezes maior de desenvolvê-lo em comparação com não fumantes. O consumo regular de bebidas alcoólicas aumenta significativamente o risco.
A sintomatologia apresentada pelo paciente depende da localização do tumor. É importante estar atento a qualquer sinal que persista por mais de três semanas e procurar um médico. Entre os sintomas mais comuns estão a ferida na boca que não cicatriza e manchas brancas ou avermelhadas na região.
A rouquidão persistente por mais de 15 dias também é um sinal de alerta, assim como um nódulo no pescoço, dor de garganta que não melhora e dificuldade ou dor para engolir. É possível que o indivíduo apresente também sangramento ou secreção nasal que não responde a tratamentos comuns ou dor de ouvido.
O diagnóstico da neoplasia cervical começa com um exame clínico detalhado realizado por um especialista (oncologista, cirurgião de cabeça e pescoço ou otorrinolaringologista). O médico é responsável por avaliar o histórico do paciente e realizar a palpação da região cervical e inspeção da cavidade oral.
Ao descobrir uma lesão, exames complementares são fundamentais para fazer a confirmação diagnóstica. Pode ser solicitada uma laringoscopia ou endoscopia, para visualizar áreas internas da garganta e nariz.
Além da biópsia, quando é feita a coleta de uma pequena amostra de tecido para análise laboratorial. Sendo ela considerada padrão-ouro para o diagnóstico. Exames de imagem como tomografia computadorizada, ressonância magnética ou Pet-Scan normalmente são utilizados para avaliar a extensão (estadiamento) da disfunção.
O estadiamento do câncer de cabeça e pescoço segue o sistema TNM (Tumor, Nódulo, Metástase) e é dividido em cinco estágios (0 a IV). Eles são utilizados para descrever o tamanho do tumor, o envolvimento dos gânglios linfáticos e a presença de metástases.
O tratamento é multidisciplinar, envolvendo vários profissionais, com diferentes abordagens. De forma a garantir o melhor resultado funcional e estético. As opções incluem cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia-alvo, imunoterapia ou um conjunto de terapias.
O método escolhido vai depender de onde o tumor está localizado, do estágio do câncer e da idade e saúde geral do paciente. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), as chances de cura podem chegar a 90% com o tratamento precoce.
No caso de pessoas que fumam cigarro, é importante conversar com um médico para começar a adotar métodos que contribuam para não usar mais o tabaco. Também é importante evitar a infecção oral por HPV, a fim de reduzir o risco de desenvolver alguma neoplasia cervical.
A prevenção nesses casos passa pela vacinação contra o vírus e pelo uso de preservativo. O câncer de cabeça e pescoço costuma ser causado por tipos específicos de HPV, como o 16, 18, 31 e 33. Os dentistas também podem auxiliar na prevenção, verificando a cavidade oral à procura de possíveis lesões.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES