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Entenda os sinais do hiperandrogenismo, desde a acne persistente até as alterações no ciclo menstrual, e a importância do diagnóstico correto.

Aquele pelo mais escuro que aparece no queixo de repente. A acne na região da mandíbula que insiste em não desaparecer, mesmo depois da adolescência. Ou talvez a irregularidade do ciclo menstrual que bagunça todos os seus planos. Esses sinais, muitas vezes tratados de forma isolada, podem ser a manifestação de uma condição comum: a testosterona alta.
Embora seja conhecido como um hormônio masculino, a testosterona também é produzida e essencial para a saúde feminina. Contudo, quando seus níveis se elevam além do normal, o corpo começa a dar sinais que não devem ser ignorados.
A testosterona pertence a um grupo de hormônios chamados androgênios. No corpo feminino, ela é produzida em pequenas quantidades pelos ovários e pelas glândulas adrenais, desempenhando funções importantes na libido, na manutenção da massa muscular e na saúde óssea.
O quadro de testosterona alta é clinicamente conhecido como hiperandrogenismo. Ele ocorre quando há uma produção excessiva de androgênios ou quando o corpo se torna mais sensível à sua ação. Este excesso manifesta-se através de vários sintomas físicos e hormonais, como crescimento de pelos, acne, calvície de padrão masculino e alterações no ciclo menstrual.
Não existe um único "número mágico", pois os níveis de referência podem variar conforme a idade e o laboratório, mas o diagnóstico se baseia na combinação dos sintomas com os resultados de exames.
Ginecologistas podem acompanhar o tratamento de testosterona alta em mulheres de acordo com o tipo. A Rede Américas possui especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Os sinais do excesso de androgênios costumam ser visíveis e podem afetar a autoestima e a qualidade de vida. Eles se manifestam de diferentes formas no corpo, frequentemente incluindo acne, hirsutismo, ganho de peso, resistência à insulina e irregularidades menstruais.
A pele é um dos primeiros órgãos a reagir ao desequilíbrio hormonal. O aumento da testosterona estimula as glândulas sebáceas, resultando em:
No contexto da Síndrome do Ovário Policístico (SOP), o hirsutismo é o sinal mais comum de testosterona alta. Sua presença pode indicar um risco maior para resistência à insulina e para o desenvolvimento de problemas cardiovasculares.
O excesso de androgênios interfere diretamente na função ovariana e na regularidade do ciclo menstrual, condição que é uma característica principal da Síndrome do Ovário Policístico. Isso pode levar a:
A amenorreia, ou ausência de menstruação, é uma das manifestações frequentes dessa irregularidade.
Em níveis mais elevados e persistentes, a testosterona alta pode causar outras transformações físicas e comportamentais. Entre elas estão o aumento da massa muscular de forma mais acentuada, uma voz mais grave e alterações de humor, como irritabilidade. Observa-se também, com frequência, o ganho de peso e sinais de resistência à insulina.
A resistência à insulina, frequentemente acompanhada por obesidade abdominal, pode intensificar os sintomas de testosterona alta. Isso ocorre porque ela estimula a produção de androgênios e diminui a ação de proteínas que os inativam.
Identificar a origem do problema é o passo fundamental para definir o tratamento adequado. Diversas condições podem levar ao hiperandrogenismo.
A causa mais comum, responsável pela maioria dos casos, é a Síndrome do Ovário Policístico (SOP). Este distúrbio endócrino complexo é a principal razão para níveis elevados de testosterona em mulheres, afetando a ovulação, gerando um excesso de androgênios e frequentemente apresentando ovários com aspecto policístico. A SOP está frequentemente associada à resistência à insulina.
Outras causas possíveis incluem:
O diagnóstico nunca deve ser feito com base apenas em um sintoma. É necessária uma investigação cuidadosa conduzida por um ginecologista ou endocrinologista, que seguirá algumas etapas.
Primeiro, o médico realiza uma avaliação clínica detalhada, conversando sobre os sintomas, seu início, histórico menstrual e familiar. Em seguida, solicita exames de sangue para medir os níveis de testosterona total e livre, além de outros hormônios como o sulfato de deidroepiandrosterona (DHEA-S), que ajuda a identificar a origem do excesso hormonal (ovariana ou adrenal).
Dependendo da suspeita clínica, exames de imagem como o ultrassom pélvico podem ser solicitados para avaliar a aparência dos ovários, auxiliando na confirmação do diagnóstico de SOP ou na identificação de tumores.
O tratamento da testosterona alta foca na causa do problema e no alívio dos sintomas. As abordagens são personalizadas e podem incluir uma ou mais estratégias combinadas.
As mudanças no estilo de vida são frequentemente a primeira linha de tratamento, especialmente em casos relacionados à SOP. A adoção de uma dieta balanceada e a prática regular de atividade física ajudam no controle do peso e na melhora da sensibilidade à insulina, o que pode regularizar os níveis hormonais.
Em muitos casos, são utilizados tratamentos medicamentosos. Pílulas anticoncepcionais hormonais combinadas são frequentemente prescritas para regular o ciclo menstrual e reduzir a ação dos androgênios. Medicamentos com ação antiandrogênica também podem ser indicados para controlar sintomas como acne e hirsutismo. É fundamental que qualquer medicação seja utilizada sob estrita supervisão médica.
Além disso, tratamentos direcionados aos sintomas, como terapias dermatológicas para acne ou métodos de depilação a laser para o hirsutismo, podem ser associados para melhorar a qualidade de vida da paciente.
É hora de agendar uma consulta com um especialista se você notar um ou mais dos seguintes sinais:
Ignorar esses sintomas pode não apenas afetar sua autoestima, mas também mascarar condições de saúde que exigem atenção, como a SOP. A presença de hirsutismo, por exemplo, pode ser um indicativo de maior risco de resistência à insulina e de problemas cardiovasculares, que estão associados à síndrome a longo prazo, assim como o desenvolvimento de diabetes tipo 2.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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