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Uma terapia que utiliza oxigênio puro sob alta pressão para acelerar a cura de tecidos e combater infecções.

Imagine uma ferida que, apesar de todos os cuidados, curativos e medicamentos, simplesmente não cicatriza. Para muitas pessoas, especialmente aquelas com condições como diabetes ou problemas circulatórios, essa é uma realidade frustrante e perigosa. É nesse cenário que uma tecnologia avançada, a medicina hiperbárica, pode fazer a diferença.
A medicina hiperbárica é uma especialidade que utiliza a oxigenoterapia hiperbárica (OHB) como modalidade terapêutica. Essa técnica consiste na administração de oxigênio 100% puro em um ambiente com pressão elevada, o que permite aumentar significativamente a quantidade de oxigênio transportada pelo sangue e distribuída aos tecidos.
O tratamento envolve fazer o paciente respirar oxigênio puro (100%) enquanto se encontra dentro de uma câmara pressurizada, com uma pressão de duas a três vezes maior que a pressão atmosférica normal ao nível do mar.
Essa combinação de alta pressão e oxigênio puro permite que o sangue transporte uma quantidade muito maior de oxigênio para todos os tecidos do corpo, inclusive para áreas com circulação sanguínea deficiente.
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Em condições normais, o oxigênio é transportado principalmente pelas hemácias, as células vermelhas do sangue. No ambiente hiperbárico, o oxigênio se dissolve diretamente no plasma, a parte líquida do sangue. Isso faz com que uma quantidade até 20 vezes maior de oxigênio chegue às células.
Esse "banho" de oxigênio tem vários efeitos terapêuticos, como o combate à inflamação e a aceleração da cicatrização, o que é fundamental para a recuperação de diversos tipos de lesões. Esses efeitos incluem:
A oxigenoterapia hiperbárica é um tratamento adjuvante, ou seja, complementa outras terapias como o uso de antibióticos e procedimentos cirúrgicos.
Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica (SBMH), as principais indicações são:
A decisão de encaminhar um paciente para a oxigenoterapia hiperbárica é sempre médica e baseada em protocolos clínicos rigorosos. Geralmente, essa terapia é considerada quando os tratamentos convencionais não estão apresentando os resultados esperados ou quando a condição do paciente se enquadra em uma das indicações clássicas.
Em um ambiente hospitalar, um paciente internado pode ser transferido para o serviço de medicina hiperbárica se desenvolver uma infecção grave que não responde bem aos antibióticos ou se uma ferida cirúrgica apresentar sinais de necrose ou deiscência (abertura dos pontos).
A avaliação de um especialista em medicina hiperbárica é essencial para determinar se o paciente pode se beneficiar do tratamento.
O paciente entra em uma câmara, que pode ser individual (monoplace) ou coletiva (multiplace). Ele permanece deitado ou sentado confortavelmente enquanto respira oxigênio puro através de uma máscara ou capacete. A câmara é então pressurizada gradualmente.
Durante a pressurização, é comum sentir uma pressão nos ouvidos, semelhante à sensação de um avião decolando. Manobras simples, como bocejar ou engolir saliva, ajudam a aliviar o desconforto.
A equipe médica e de enfermagem monitora o paciente durante todo o processo. Uma sessão dura em média de 90 a 120 minutos, e o número total de sessões varia conforme a condição tratada.
A oxigenoterapia hiperbárica é um tratamento seguro quando realizado por equipes qualificadas e com indicação correta. No entanto, como todo procedimento médico, existem riscos e contraindicações.
A principal contraindicação absoluta é o pneumotórax não tratado (presença de ar entre o pulmão e a parede torácica), que pode se agravar com a pressão. Outras condições, como infecções respiratórias, febre alta e claustrofobia, precisam ser avaliadas caso a caso.
O efeito colateral mais comum é o barotrauma da orelha média, uma lesão causada pela dificuldade em equalizar a pressão. Complicações mais raras incluem toxicidade pulmonar ou neurológica pelo oxigênio, que são minimizadas pelo seguimento de protocolos de segurança.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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