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Guia completo sobre as opções de tratamento, desde pomadas antibióticas até cuidados de higiene essenciais para proteger toda a família.

Tudo começa com um pequeno arranhão no joelho ou uma picada de inseto que a criança coçou. Dias depois, o local fica vermelho e surgem pequenas bolhas que se rompem, liberando um líquido que seca e forma crostas amareladas, com uma aparência que lembra mel cristalizado. Essa é a imagem clássica do impetigo, uma infecção de pele comum e que, embora simples, gera muita preocupação.
O impetigo é uma infecção bacteriana superficial da pele, causada principalmente pelas bactérias Staphylococcus aureus e, com menos frequência, Streptococcus pyogenes. É mais comum em crianças de 2 a 5 anos, pois o sistema imunológico delas ainda está em desenvolvimento e o contato próximo em creches e escolas facilita a transmissão.
A bactéria aproveita pequenas aberturas na barreira da pele, como cortes, arranhões ou mesmo lesões de outras doenças de pele, como a dermatite atópica, para iniciar a infecção. A sarna, por exemplo, é uma condição de pele muito contagiosa que causa coceira intensa, danificando a barreira cutânea e facilitando a entrada de bactérias que causam impetigo.
Por isso, manter a pele hidratada e tratar rapidamente qualquer ferimento é um passo importante na prevenção.
Pediatras são os especialistas recomendados para o acompanhamento de impetigo em crianças. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Existem basicamente duas formas de apresentação do impetigo:
O tratamento do impetigo visa eliminar a bactéria, aliviar os sintomas e prevenir a transmissão. A escolha do medicamento depende da extensão e da gravidade das lesões. É fundamental que qualquer tratamento seja indicado e acompanhado por um médico.
Para casos localizados, com poucas lesões, o tratamento de escolha é o uso de antibióticos tópicos. Eles são eficazes e apresentam menor risco de efeitos colaterais e de desenvolvimento de resistência bacteriana quando comparados aos orais. Para o tratamento do impetigo, que é a infecção de pele mais comum por MRSA em crianças pequenas, o uso de pomadas antibióticas tópicas, como a mupirocina e a retapamulina, é a terapia inicial recomendada. Essas pomadas são aplicadas por um período de 5 a 7 dias.
As opções mais prescritas incluem:
Quando as lesões são muito numerosas, espalhadas pelo corpo, ou se o tratamento tópico não apresentar melhora, o médico pode optar por antibióticos administrados por via oral. Isso também ocorre se houver sinais de que a infecção está se aprofundando ou causando sintomas sistêmicos, como febre.
Entre os antibióticos orais mais comuns para tratar o impetigo estão a cefalexina e a amoxicilina com clavulanato. O tempo de tratamento costuma ser de 7 dias.
Pomadas como Nebacetin contêm neomicina e bacitracina. Embora a neomicina possa ser indicada em alguns casos, o uso indiscriminado de antibióticos de venda livre não é recomendado. A escolha do medicamento ideal depende do perfil de resistência das bactérias na comunidade e da avaliação clínica. Portanto, evite a automedicação e siga a prescrição do pediatra ou dermatologista.
Além do medicamento para impetigo prescrito pelo médico, os cuidados de higiene são uma parte essencial do tratamento e da prevenção do contágio para outras áreas do corpo e outras pessoas da família.
A limpeza adequada das feridas potencializa a ação do medicamento. É importante remover as crostas suavemente, pois as bactérias podem formar uma camada protetora (biofilme) sob elas.
Este biofilme torna as pomadas antibióticas, como o ácido fusídico, muito menos eficazes. A resistência das bactérias aos antibióticos pode aumentar de 54% (em bactérias soltas) para até 97% (nas protegidas pelo biofilme) quando não há limpeza adequada.
O impetigo é altamente transmissível pelo contato direto com as lesões ou por objetos contaminados. Para evitar a disseminação:
É fundamental procurar avaliação médica ao primeiro sinal de impetigo. O tratamento imediato com antibióticos é vital para a recuperação completa, especialmente em infecções causadas pela bactéria Streptococcus do Grupo A, uma causa frequente do impetigo.
A consulta é indispensável para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento correto. Procure atendimento com urgência se:
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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