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Laringite e faringite: sintomas e diferença entre as inflamações

Aquela dor de garganta incômoda chegou. Mas é a voz que falha ou a dificuldade de engolir que predomina? Entenda os sinais.

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Começa com um arranhão sutil na garganta ao acordar. Ao longo do dia, o desconforto evolui para uma dor persistente, e você se pergunta o que está acontecendo. Esse cenário é comum e geralmente aponta para duas condições frequentes: a laringite e a faringite. Embora afetem a mesma região do corpo, seus sintomas e focos são distintos.

O que define a laringite e a faringite?

Para entender a diferença, é preciso conhecer a anatomia da garganta. A garganta abriga duas estruturas principais que, quando inflamadas, causam sintomas diferentes.

  • Faringite: é a inflamação da faringe, a parte posterior da garganta que fica entre as amígdalas e a laringe. É a condição popularmente conhecida como "dor de garganta".
  • Laringite: é a inflamação da laringe, a região onde se localizam as cordas vocais. Por isso, seu sintoma mais característico afeta diretamente a voz.

Em muitos casos, uma inflamação pode afetar as duas áreas, resultando em um quadro de faringolaringite. O diagnóstico e o tratamento adequados são feitos por um médico especialista, o otorrinolaringologista. Marque a sua consulta em um hospital Rede Américas.

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Laringite e faringite: sintomas

A localização da inflamação é o que determina os sintomas predominantes. Enquanto a laringite compromete a produção de som, a faringite afeta o ato de engolir. Uma terceira condição, a amigdalite (inflamação das amígdalas), também pode causar confusão.

A tabela abaixo ajuda a visualizar as diferenças:

Sintoma

Laringite

Faringite

 

Voz

Rouquidão, voz fraca ou perda total da voz. É o sintoma mais marcante.

Geralmente normal, pode ficar abafada pela dor.

Dor de Garganta

Leve a moderada, com sensação de arranhão ou coceira.

Intensa, principalmente ao engolir (disfagia). É o principal sintoma.

Tosse

Tosse seca e irritativa, como um "latido".

Pode ser seca ou com catarro, dependendo da causa.

Febre

Geralmente ausente ou baixa.

Pode ser baixa (viral) ou alta (bacteriana).

Outros Sinais

Pigarro constante, sensação de ter algo preso na garganta.

Vermelhidão na garganta, gânglios do pescoço inchados, mau hálito, coriza.

Quais são as causas mais comuns?

As causas da laringite e da faringite são bastante semelhantes, o que explica por que às vezes ocorrem juntas. Entender a origem é importante para o tratamento adequado.

Infecções virais e bacterianas

A grande maioria dos casos de faringite e laringite é causada por vírus, como os do resfriado comum, da gripe (Influenza) ou o adenovírus. Embora a gripe cause sintomas comuns como dor de garganta e tosse, é importante estar atento, pois infecções respiratórias virais podem evoluir para quadros graves, incluindo pneumonia severa.

Essas infecções são autolimitadas, ou seja, o próprio corpo as combate em poucos dias.

As infecções bacterianas são menos comuns, mas podem ser mais graves. A faringite estreptocócica, causada pela bactéria Streptococcus pyogenes, exige tratamento com antibióticos para evitar complicações, como a febre reumática, segundo orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Adicionalmente, inflamações na garganta e laringe, como a faringite e a laringite, podem estar relacionadas a infecções bacterianas e ao inchaço da mucosa que se espalha. Em alguns casos, isso pode levar a problemas auditivos, como a otite média secretora (OMS).

Fatores alérgicos e irritantes

A inflamação também pode ser desencadeada por agentes não infecciosos. A exposição a fumaça de cigarro, poluição, ar muito seco, refluxo gastroesofágico ou o uso excessivo da voz (gritar ou falar por longos períodos) são causas frequentes de laringite. É importante saber que os sintomas de laringite e faringite também podem estar ligados a uma condição subjacente conhecida como refluxo laringofaríngeo (RLF), uma forma específica de refluxo.

Da mesma forma, a faringite alérgica pode surgir como uma reação a pólen, poeira ou pelos de animais, provocando a irritação da mucosa.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento?

O diagnóstico é primariamente clínico. O médico, geralmente um clínico geral ou otorrinolaringologista, avaliará os sintomas e examinará a garganta. Em alguns casos, um teste rápido ou cultura de swab da garganta pode ser solicitado para verificar a presença de bactérias.

O tratamento varia conforme a causa:

  • Casos virais: o foco é aliviar os sintomas. As medidas incluem repouso (principalmente da voz, no caso de laringite), aumento da ingestão de líquidos e uso de umidificador de ar. Para combater doenças inflamatórias na garganta e laringe, como a faringolaringite, medicamentos anti-inflamatórios são eficazes por agirem na redução do inchaço (edema) da mucosa da laringe, e são usados para dor e febre, sempre com orientação médica.
  • Casos bacterianos: o tratamento é feito com antibióticos prescritos por um profissional. É fundamental seguir o ciclo completo do medicamento, mesmo que os sintomas melhorem antes, para garantir a eliminação total da bactéria.
  • Causas irritantes: o tratamento consiste em afastar o agente causador, como evitar fumar, tratar o refluxo ou realizar fonoterapia para aprender a usar a voz de forma mais saudável.

Quando devo procurar um médico?

Na maioria das vezes, os quadros são leves e se resolvem em uma semana. Contudo, é importante procurar atendimento médico se você ou seu filho apresentar algum dos seguintes sinais de alerta:

  • Febre alta (acima de 38,5 °C) que não cede com antitérmicos ou que persiste ou retorna após o tratamento inicial da faringolaringite. Esse tipo de febre pode indicar uma complicação séria ou um problema de saúde subjacente.
  • Dificuldade para respirar ou engolir.
  • Rouquidão que persiste por mais de duas semanas.
  • Incapacidade de abrir a boca completamente.
  • Presença de pus nas amígdalas ou na garganta.
  • Dor de garganta muito intensa que impede a alimentação ou hidratação.

O diagnóstico correto é essencial para um tratamento eficaz e para evitar complicações. Não hesite em buscar ajuda profissional para cuidar da sua saúde.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

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