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Entenda por que, apesar dos sintomas parecidos, são doenças distintas e como o diagnóstico correto é fundamental para a qualidade de vida.

Viver com dores que migram pelo corpo e uma fadiga que parece nunca ter fim já é um desafio. Quando se busca informações, a sobreposição de sintomas com outras condições, como o lúpus, pode gerar uma grande ansiedade e a pergunta: minha condição pode evoluir para algo mais grave?
Reumatologistas são os médicos indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A resposta direta é não. A fibromialgia não se transforma ou evolui para o lúpus eritematoso sistêmico (LES). Elas são condições de saúde distintas, com causas e processos fisiopatológicos fundamentalmente diferentes. O mesmo é válido para o tipo de tratamento no caso de lúpus.
Pensar em uma "virando" a outra seria como dizer que uma enxaqueca pode virar uma sinusite. Ambas podem causar dor de cabeça, mas suas origens e tratamentos são completamente distintos. O mesmo princípio se aplica aqui.
A principal razão para a confusão está na semelhança de alguns dos seus sintomas mais proeminentes. Tanto pacientes com fibromialgia quanto com lúpus podem relatar queixas que afetam drasticamente seu dia a dia.
Entre os sintomas em comum que geram dúvidas, destacam-se:
Essa sobreposição pode tornar o diagnóstico inicial um desafio, exigindo uma investigação cuidadosa por parte de um especialista.
Leia também: Veja quais são os sintomas da fibromialgia
Apesar das semelhanças nos sintomas percebidos, a base de cada doença é o que as separa de forma definitiva. O diagnóstico correto depende da compreensão dessas diferenças fundamentais.
A fibromialgia é considerada uma síndrome de sensibilização central. Isso significa que o sistema nervoso central de quem a possui processa os estímulos de dor de forma amplificada. Não é uma doença inflamatória ou autoimune.
O lúpus, por outro lado, é uma doença autoimune sistêmica. Nela, o sistema imunológico ataca por engano os tecidos e células saudáveis do próprio corpo, gerando inflamação crônica que pode afetar articulações, pele, rins, cérebro e outros órgãos.
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é classificado como uma doença inflamatória crônica e autoimune, que resulta de uma atividade desregulada do sistema imunológico. Sua natureza é complexa e afeta múltiplos órgãos, o que o distingue fundamentalmente de outras condições de dor crônica, já que ele surge de complexas disfunções nas vias moleculares do sistema imunológico.
Uma das distinções mais claras aparece nos exames. O diagnóstico de lúpus é apoiado por exames de sangue que podem detectar autoanticorpos específicos, como o anti-DNA e o FAN (fator antinuclear), além de marcadores de inflamação.
Já na fibromialgia, não existem alterações detectáveis em exames laboratoriais ou de imagem que confirmem a doença. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na exclusão de outras condições que poderiam causá-los.
A ocorrência de duas ou mais doenças em um mesmo paciente é chamada de comorbidade. De fato, a fibromialgia é relativamente comum em pessoas que já vivem com lúpus e outras doenças reumáticas autoimunes.
A fibromialgia secundária, por exemplo, é uma condição de dor e fadiga comum em pacientes com lúpus. É importante notar que, embora essas condições possam coexistir, os sintomas da fibromialgia geralmente não são controlados pelas terapias imunológicas que tratam o lúpus, exigindo abordagens específicas para a dor crônica.
Além disso, pacientes com uma doença reumática autoimune, como a artrite idiopática juvenil, apresentam um risco duas vezes maior de adquirir outras doenças autoimunes ao longo da vida, o que sugere que o surgimento de uma condição autoimune secundária é uma comorbidade separada, e não uma evolução da doença original.
A automedicação e o autodiagnóstico são perigosos. Apenas um médico especialista, como o reumatologista, pode diferenciar essas condições e indicar o tratamento adequado. É fundamental procurar ajuda médica se você apresenta dor persistente e generalizada acompanhada de outros sintomas.
Fique atento a sinais de alerta que podem sugerir uma doença autoimune como o lúpus:
O diagnóstico precoce de ambas as condições é a chave para um tratamento eficaz, que visa controlar os sintomas, prevenir complicações no caso do lúpus e, acima de tudo, melhorar a sua qualidade de vida.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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