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Não é indicado espremer a espinha inflamada com pus. Saiba o que deve ser feito

A espinha inflamada com pus é uma condição comum que pode surgir em diferentes fases da vida, não apenas na adolescência.
Ela costuma causar dor, sensibilidade e alterações visíveis na pele, o que impacta tanto o bem-estar físico quanto a autoestima. Embora muitas pessoas tentem resolver o problema por conta própria, nem sempre os cuidados caseiros são suficientes para evitar complicações, como manchas e cicatrizes.
Identificar os sinais corretamente e saber como agir faz toda a diferença. Em situações recorrentes ou mais intensas, a avaliação de um dermatologista é uma etapa importante para um tratamento seguro e eficaz. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Uma espinha passa a ser considerada inflamada quando ocorre uma resposta do sistema imunológico ao entupimento do poro.
Os sinais mais comuns incluem vermelhidão ao redor da lesão, inchaço, dor ao toque e aumento da temperatura local. Em muitos casos, também surge um ponto esbranquiçado ou amarelado no centro, indicando a presença de pus.
Segundo estudos da Universidade São Francisco (2023), a inflamação está diretamente relacionada à proliferação bacteriana e à intensidade da resposta inflamatória da pele. Quanto mais intensa essa reação, maior o risco de dor e de cicatrizes.
A espinha inflamada com pus não surge por um único fator. Ela é resultado de um conjunto de processos que ocorrem dentro do folículo pilossebáceo.
O primeiro passo é o acúmulo de sebo, células mortas e resíduos na saída do poro. Esse material forma um tampão que impede a drenagem natural da oleosidade da pele. O ambiente fechado favorece a inflamação e cria condições ideais para a proliferação de microrganismos.
Com o poro obstruído, a bactéria Cutibacterium acnes encontra um ambiente propício para se multiplicar. Ela faz parte da microbiota normal da pele, mas em excesso desencadeia uma resposta inflamatória. Essa bactéria libera substâncias que estimulam o sistema imunológico, agravando a inflamação.
O pus é formado pela combinação de bactérias, células mortas e células de defesa do organismo, principalmente os neutrófilos. Ele indica que o corpo está tentando combater a infecção local. A presença de pus é um sinal claro de que a espinha já está em um estágio inflamatório mais avançado.
Alguns cuidados simples podem ajudar a reduzir o desconforto e acelerar a melhora das espinhas que estão com pus.
Espremer a espinha é um dos erros mais comuns. Essa prática pode empurrar o conteúdo inflamatório para camadas mais profundas da pele, aumentando o risco de infecção e cicatrizes permanentes. Ou seja, a manipulação inadequada pode agravar o quadro inflamatório.
Use um sabonete específico para o seu tipo de pele, preferencialmente com ação suave e sem fragrâncias agressivas. A limpeza deve ser feita duas vezes ao dia para remover o excesso de oleosidade e impurezas, sem esfregar a área afetada.
O gelo pode ajudar a reduzir a dor e o inchaço nas fases iniciais da inflamação. Já a compressa morna, quando bem orientada, pode auxiliar na drenagem espontânea do pus. A compressa também deve ser usada com cuidado e por pouco tempo. Em caso de dúvida, o ideal é buscar orientação profissional.
Entender como prevenir espinhas é sempre o melhor caminho. Algumas medidas simples fazem diferença no dia a dia, incluindo:
Seguir uma rotina de cuidados adequada ao seu tipo de pele reduz significativamente o risco de evolução de cravos para lesões inflamatórias.
O tempo de duração de uma espinha inflamada sem pus varia conforme a gravidade, os cuidados adotados e o organismo de cada pessoa. Em geral, uma lesão leve pode regredir em poucos dias.
Já uma espinha inflamada com pus pode levar de uma a duas semanas para desaparecer completamente, especialmente se não for manipulada. Quando há interferência inadequada, esse período pode se prolongar e resultar em manchas ou cicatrizes.
É indicado procurar um dermatologista quando as espinhas inflamadas são frequentes, muito dolorosas, deixam marcas ou não melhoram com cuidados básicos.
Casos mais graves podem exigir tratamento medicamentoso, como antibióticos tópicos ou sistêmicos, sempre com prescrição profissional. O acompanhamento médico é necessário para evitar complicações a longo prazo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
Acne: diretrizes modernas no tratamento e cuidados com a pele. Revista Científica Multidisciplinar (2024). Disponível em: https://recima21.com.br/recima21/article/view/5392. Acesso em: 16 jan. 2026.
Silva Tonini, Gabriela, et al. Foliculite: revisão de literatura. Ensaios USF. (2023). Disponível em: https://ensaios.usf.edu.br/ensaios/article/view/291. Acesso em: 16 jan. 2026.
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