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Entenda por que a coleta de tecido durante o exame endoscópico é um passo fundamental para diagnosticar diversas condições do aparelho digestivo.

Aquela queimação persistente no estômago, a dificuldade para engolir ou uma dor abdominal que não melhora podem gerar preocupação. Quando sintomas assim se tornam frequentes, o médico pode indicar uma investigação mais detalhada, e um dos exames mais importantes para isso é a endoscopia digestiva alta com biópsia.
Embora o nome possa parecer complexo, o procedimento é seguro e fundamental para obter um diagnóstico preciso de diversas condições do sistema digestivo superior. Compreender como ele funciona ajuda a reduzir a ansiedade e a se preparar adequadamente.
A endoscopia digestiva alta, também conhecida como EDA, é um exame de imagem que permite ao médico visualizar o interior do esôfago, estômago e a primeira porção do intestino delgado (duodeno). Ele é realizado com um endoscópio, um aparelho fino e flexível com uma microcâmera na ponta.
As imagens capturadas pela câmera são transmitidas em tempo real para um monitor, permitindo que o especialista avalie a saúde da mucosa que reveste esses órgãos. Assim, é possível identificar inflamações, úlceras, pólipos, tumores e outras alterações. A solicitação e leitura do exame é feita pelo médico especialista em gastroenterologia.
É bastante comum que o médico decida realizar uma biópsia durante a endoscopia. Isso não deve ser motivo de alarme. A biópsia consiste na remoção de pequenos fragmentos de tecido para análise em laboratório, um procedimento chamado de exame histopatológico.
A coleta é feita com uma pinça muito pequena que passa por um canal dentro do endoscópio. O procedimento é rápido e indolor, pois a mucosa do sistema digestivo não possui terminações nervosas de dor como a pele.
Por essa razão, a biópsia de tecido é reconhecida como o "padrão ouro" para um diagnóstico mais preciso. Ela permite classificar com exatidão diversas condições do aparelho digestivo.
O médico solicita a biópsia ao encontrar áreas que necessitam de uma avaliação mais aprofundada.
A coleta de tecido por biópsia é um passo crucial para se obter um diagnóstico patológico definitivo. Isso é fundamental para identificar a causa de estreitamentos ou massas suspeitas, oferecendo clareza sobre a condição. As principais situações incluem:
Em casos de atrofia gástrica ou metaplasia intestinal, a biópsia é essencial para a confirmação diagnóstica. Para classificar o risco de desenvolvimento de câncer de estômago, um mapeamento específico como o Protocolo de Sydney é frequentemente utilizado.
O procedimento é realizado em ambiente ambulatorial ou hospitalar e geralmente dura entre 15 e 30 minutos. O processo segue um passo a passo para garantir a segurança e o conforto do paciente.
Um preparo adequado é fundamental para o sucesso da endoscopia. O estômago precisa estar completamente vazio para que o médico tenha uma visão clara de toda a mucosa.
As orientações gerais incluem:
A endoscopia digestiva alta com biópsia é considerada um exame muito seguro. As complicações são raras, mas como em todo procedimento médico, existem riscos. Os mais comuns são reações leves à sedação, como sonolência ou náusea.
Riscos mais sérios, como perfuração do órgão ou sangramento no local da biópsia, são extremamente incomuns, ocorrendo em uma pequena fração dos casos. A equipe médica é treinada para identificar e manejar qualquer complicação imediatamente.
Após o procedimento, é comum sentir um leve desconforto na garganta ou uma sensação de inchaço devido ao ar insuflado, sintomas que costumam passar em poucas horas.
O médico endoscopista geralmente fornece um laudo preliminar com as observações visuais logo após o exame. Já o resultado da biópsia (laudo histopatológico) demora alguns dias para ficar pronto, pois as amostras precisam ser processadas e analisadas por um médico patologista.
É importante notar que, embora a biópsia endoscópica seja crucial, ela pode, em alguns casos, subestimar a gravidade de certas lesões.
Estudos recentes apontam que aproximadamente 40,8% das lesões gástricas, inicialmente consideradas benignas (adenomas) por biópsia, foram posteriormente reclassificadas como câncer (adenocarcinomas) após análise cirúrgica completa.
É essencial agendar uma consulta de retorno com o médico que solicitou o exame para que ele possa interpretar o laudo completo e indicar o tratamento mais adequado para o seu caso.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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