21/02/2025
Revisado em: 21/08/2025
Conheça a inflamação que pode ocorrer na camada interna do coração e levar a complicações
A endocardite é uma doença cardíaca rara e grave que acomete especialmente as válvulas cardíacas. Com o envelhecimento da população e o aumento do uso de dispositivos como marcapassos, desfibriladores e próteses cardíacas, essa doença vem se tornando cada vez mais prevalente na sociedade.
Em geral, ela é ocasionada por uma infecção bacteriana, mas também pode ter causas não infecciosas. É uma condição grave e com elevada taxa de mortalidade entre os pacientes acometidos, por isso, o diagnóstico correto e rápido é fundamental para o tratamento.
Veja a seguir mais informações sobre essa doença e quais as formas de tratamento.
A endocardite é uma inflamação do endocárdio, como é chamada uma das camadas do coração, na sua porção interna e válvulas.
Geralmente, a endocardite acontece em indivíduos que têm alguma doença cardíaca (doença das válvulas do coração ou próteses cardíacas, por exemplo), mas também pode acontecer em pessoas com o coração normal.
A doença se inicia após um episódio de bacteremia, que é a passagem de bactérias para o sangue, fenômeno que pode acontecer, por exemplo, após procedimentos odontológicos como extrações dentárias ou até durante a escovação e uso de fio dental no dia a dia.
A endocardite é uma doença muito grave, pois pode afetar o funcionamento das válvulas do coração e levar à necessidade de internação hospitalar e cirurgia cardíaca de emergência.
A endocardite tem algumas classificações, veja abaixo:
Há ainda um outro tipo de endocardite, menos comum, que é a não-infecciosa – ou seja, que não é provocada por nenhum patógeno. Nesse caso, a inflamação do endocárdio pode ser a manifestação secundária de outras doenças, como lúpus eritematoso sistêmico ou câncer.
No caso da endocardite infecciosa, que é o tipo mais prevalente, geralmente é causada por bactérias ou fungos que entram na corrente sanguínea e se alojam nas válvulas cardíacas ou em outras áreas do coração e passam a se multiplicar ali.
A endocardite não possui um meio de transmissão. Atualmente, sabe-se que lesões na boca (como afta, úlcera ou até inflamações nas gengivas) e até o uso de piercings na boca ou na língua podem facilitar a entrada desses microrganismos (que, muitas vezes, já vivem na microbiota do nosso corpo, mas de forma harmônica) na corrente sanguínea e levar ao quadro.
Também por isso, devemos ter atenção especial à saúde bucal e da pele, e os pacientes com predisposição à doença (como pessoas com problemas cardíacos) devem ser orientados por seu médico para manter bons hábitos de higiene e consultas regulares ao dentista.
Os sintomas da endocardite podem variar dependendo da sua gravidade e podem ser facilmente confundidos com os de outras doenças. É comum haver febre, fadiga e perda de peso não intencional, mas ela também pode causar:
Se não tratada corretamente, a endocardite pode levar a graves complicações, como insuficiência cardíaca, embolia pulmonar, isquemia dos membros, sepse grave, AVC e infarto.
É importante diferenciar a endocardite da pericardite e da miocardite . Veja as principais diferenças:
É a inflamação do endocárdio, a camada interna do coração que reveste as válvulas cardíacas. A principal causa é infecção bacteriana, sendo comum em pessoas com válvulas artificiais, cardiopatias congênitas ou que usam drogas intravenosas. Sintomas: febre persistente, fadiga, perda de peso, sopro cardíaco novo, calafrios, manchas na pele.
Inflamação do pericárdio, a membrana externa do coração. Causas incluem infecções virais, doenças autoimunes, infarto, traumas ou medicações. Sintoma principal: dor torácica intensa, pior ao deitar e ao respirar fundo. Pode haver febre, cansaço e acúmulo de líquido (derrame pericárdico).
Inflamação do miocárdio, o músculo do coração. Causas: infecções virais, autoimunes, toxinas ou medicamentos. Sintomas variam de leves a graves: palpitações, fadiga intensa, falta de ar, dor no peito, arritmias. Pode levar à insuficiência cardíaca ou choque cardiogênico.
Embora todas envolvam inflamações cardíacas, cada uma afeta uma parte diferente do órgão e tem tratamentos específicos. O diagnóstico precoce é essencial.
Qualquer médico pode suspeitar ou diagnosticar endocardite. No entanto, o cuidado deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, principalmente cardiologistas e infectologistas. Podem ser necessários também neurologistas, nefrologistas, radiologistas, cirurgiões cardíacos e vasculares.
O diagnóstico envolve exames de sangue (como hemocultura, para detectar bactérias) e exames de imagem como ecocardiograma e tomografia do coração. Esses exames avaliam a presença da infecção e os danos causados ao coração.
Sim, a endocardite tem cura, mas o sucesso depende do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.
Em casos graves, com válvulas danificadas ou abscessos, pode ser necessária cirurgia cardíaca para reparar ou substituir a válvula.
Sem tratamento adequado, a doença pode levar a insuficiência cardíaca, embolias e óbito. Por isso, o acompanhamento médico é essencial.
O tratamento é feito com antibióticos intravenosos em ambiente hospitalar por 4 a 6 semanas, em média.
Casos que não respondem bem aos medicamentos podem exigir cirurgia cardíaca para reparar ou substituir as válvulas comprometidas.
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