Resuma este artigo com IA:
Entenda os sinais, as diferenças entre desequilíbrios da flora e ISTs e por que a avaliação médica é fundamental.

Um odor diferente, um corrimento que não parece normal ou uma coceira persistente. Esses sinais podem gerar preocupação e muitas dúvidas, sendo um alerta do corpo de que algo na saúde íntima precisa de atenção. Muitas vezes, a causa está na ação de bactérias. Globalmente, as infecções bacterianas na área ginecológica são um grande desafio, agravado pela crescente resistência de microrganismos aos antibióticos tradicionais.
Compreender a origem do problema é o primeiro passo para buscar a ajuda correta. As infecções bacterianas na região ginecológica se dividem em duas grandes categorias: as causadas por um desequilíbrio da flora natural e as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Ginecologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento de doenças ginecológicas causadas por bactérias. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais do Brasil.
O corpo feminino frequentemente dá sinais claros quando uma infecção bacteriana está em curso. Embora os sintomas variem conforme o tipo de bactéria e a doença, alguns são mais comuns e servem como um importante sinal de alerta para procurar um ginecologista.
Os principais indicadores incluem:
É fundamental ressaltar que muitas infecções, especialmente algumas ISTs, podem ser assintomáticas. Por isso, as consultas ginecológicas de rotina são essenciais para a manutenção da saúde.
Além disso, a saúde ginecológica durante e após a gestação também requer atenção: cerca de 7,8% das mulheres hospitalizadas nesse período desenvolvem alguma infecção obstétrica, sendo a maioria delas no pós-parto.
Leia também: Herpes genital feminina tem cura?
Entender essa distinção é crucial, pois o tratamento e as medidas preventivas são diferentes para cada caso. Ambas são causadas por bactérias, mas a origem e o modo de transmissão não são os mesmos.
A vagina possui um ecossistema delicado, o microbioma vaginal, composto por diversas bactérias. Os lactobacilos são os "guardiões" desse ambiente, pois produzem ácido lático, mantendo o pH vaginal ácido e inibindo a proliferação de microrganismos nocivos.
A vaginose bacteriana ocorre quando há uma diminuição dos lactobacilos e um crescimento excessivo de outras bactérias, como a Gardnerella vaginalis. Assim, ela não é adquirida por contato sexual, mas sim por um desequilíbrio interno.
Fatores como uso de duchas vaginais, múltiplos parceiros sexuais ou tabagismo podem alterar este equilíbrio. A vaginose bacteriana é responsável por 40% a 50% dos casos de corrimento vaginal anormal.
Diferentemente da vaginose, as ISTs bacterianas são causadas por bactérias específicas transmitidas através do contato sexual (vaginal, anal ou oral) sem proteção. As mais conhecidas são a clamídia, causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, e a gonorreia, pela Neisseria gonorrhoeae.
O grande perigo dessas infecções é que, em muitos casos, elas não apresentam sintomas evidentes na mulher. Quando não diagnosticadas e tratadas, podem evoluir para quadros mais graves.
Para facilitar a compreensão, organizamos as principais condições em uma tabela. Lembre-se que apenas um médico pode confirmar o diagnóstico.
Tentar adivinhar a causa do problema com base nos sintomas é um erro arriscado. O tratamento para uma infecção fúngica, por exemplo, é completamente diferente do tratamento para uma infecção bacteriana. O uso de um medicamento inadequado pode piorar o desequilíbrio da flora vaginal ou mascarar uma IST grave.
A consulta com um ginecologista é essencial para:
Adotar bons hábitos de saúde e higiene é a melhor forma de proteger a saúde íntima. Algumas medidas simples podem fazer uma grande diferença na prevenção tanto de desequilíbrios da flora quanto de ISTs.
Cuidar da saúde ginecológica é um ato de autocuidado. Ao perceber qualquer alteração, não hesite em procurar ajuda profissional. Um diagnóstico rápido e um tratamento correto são o caminho mais seguro para o bem-estar e a tranquilidade.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
ARENDSEN, L. P.; THAKAR, R.; SULTAN, A. H. The use of copper as an antimicrobial agent in health care, including obstetrics and gynecology. Clinical Microbiology Reviews, 14 ago. 2019. Disponível: https://journals.asm.org/doi/10.1128/cmr.00125-18. Acesso em: 19 jan. 2026.
FISCHEROVA, D. et al. Consensus statement on ultrasound‐guided biopsy in gynecological oncology. Ultrasound in Obstetrics & Gynecology, [S. l.], p. 517–535, mar. 2025. Disponível: https://obgyn.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/uog.29183. Acesso em: 19 jan. 2026.
SAID, S. K. et al. Mixed vaginal infections and their predictors among women with abnormal vaginal discharges attending gynecological clinics in Western Uganda: a cross-sectional study. Interdisciplinary Perspectives on Infectious Diseases, 2025. Disponível: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1155/ipid/6511013. Acesso em: 19 jan. 2026.
ZAKARIASSEN, S. B. et al. Obstetric infections and clinical characteristics of maternal sepsis. A hospital‐based historical cohort study. Acta Obstetricia et Gynecologica Scandinavica, 2023. Disponível: https://obgyn.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/aogs.14608. Acesso em: 19 jan. 2026.
ZIOGOU, A. et al. Bacterial vaginosis and post-operative pelvic infections. Healthcare, [S.l.], v. 11, n. 9, 25 abr. 2023. Disponível: https://www.mdpi.com/2227-9032/11/9/1218. Acesso em: 19 jan. 2026.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES