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Quais são as doenças causadas por bactérias nas partes íntimas masculinas?

Entenda os sinais, desde corrimentos até lesões, e a importância do diagnóstico médico para o tratamento correto com antibióticos.

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Aquele desconforto ao urinar, uma mancha inesperada na roupa íntima ou uma irritação que simplesmente não desaparece. Esses sinais, muitas vezes ignorados ou atribuídos a causas menores, podem ser o primeiro alerta de uma infecção bacteriana na região genital masculina.

Quais são os sinais de alerta de uma infecção bacteriana genital?

As manifestações de uma infecção bacteriana podem variar bastante, mas alguns sintomas são mais comuns e exigem atenção imediata. Ignorá-los pode levar a complicações mais sérias, como infertilidade ou infecções em outras partes do corpo.

Fique atento se você apresentar:

  • Corrimento ou secreção: saída de líquido pelo canal da uretra (pênis), que pode ser amarelado, esverdeado ou esbranquiçado.
  • Dor ou ardência ao urinar: um sintoma clássico, conhecido como disúria.
  • Feridas ou úlceras: aparecimento de lesões, com ou sem dor, na glande, no corpo do pênis ou na região pubiana.
  • Coceira e vermelhidão: irritação persistente na glande (cabeça do pênis) ou no prepúcio.
  • Dor nos testículos: sensibilidade ou dor em um ou ambos os testículos.
  • Ínguas na virilha: gânglios linfáticos inchados e doloridos na região da virilha.

Urologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento desses quadros bacterianos. A Rede Américas conta com vários médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.

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Quais infecções bacterianas causam corrimento (uretrites)?

A uretrite é a inflamação da uretra, o canal que transporta a urina para fora do corpo. Quando causada por bactérias, geralmente resulta em corrimento peniano. As causas mais comuns são infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

De modo geral, a maioria das infecções bacterianas que afetam as partes íntimas, incluindo a uretra, é causada por bactérias Gram-negativas, sendo a Escherichia coli (E. coli) o tipo mais comum.

Gonorreia

Causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, a gonorreia é uma das ISTs mais conhecidas e, inclusive, figura entre as doenças infecciosas mais comuns no sistema reprodutivo masculino. Seus sintomas costumam aparecer poucos dias após a infecção e incluem um corrimento purulento (pus), geralmente amarelado ou esverdeado, e forte dor ao urinar. A presença de secreção uretral é um sinal importante que indica a necessidade urgente de diagnóstico médico. Se não tratada, a gonorreia pode levar à inflamação dos testículos (orquite) e até à infertilidade.

Clamídia

A infecção pela bactéria Chlamydia trachomatis é muito comum e, perigosamente, pode ser assintomática em muitos homens. Quando há sintomas, eles são mais leves que os da gonorreia, com um corrimento mais claro e transparente e uma leve ardência ao urinar. A ausência de sintomas claros não diminui o risco de complicações, que também incluem a infertilidade.

Uretrites não específicas

Outras bactérias, como a Mycoplasma genitalium, também podem causar uretrite com sintomas semelhantes aos da clamídia. O diagnóstico laboratorial é fundamental para diferenciar os agentes causadores e definir o tratamento adequado.

Leia também: O que pode causar infecção urinária em homens

Quais infecções bacterianas causam feridas ou lesões?

Diferente das uretrites, algumas bactérias se manifestam primariamente através de lesões na pele e mucosas da região genital. Essas feridas podem ser portas de entrada para outras infecções, incluindo o HIV.

Sífilis

Causada pela bactéria Treponema pallidum, a sífilis evolui em estágios. A fase primária é caracterizada pelo "cancro duro": uma ferida única, geralmente indolor, com bordas endurecidas, que aparece no local de entrada da bactéria. Mesmo que a ferida desapareça sozinha, a bactéria continua no organismo e a doença progride para fases mais graves se não for tratada.

Cancro mole

Como o nome sugere, esta infecção, causada pela Haemophilus ducreyi, provoca múltiplas feridas dolorosas e com base mole, que podem sangrar facilmente. É comum o surgimento de um caroço doloroso (íngua) na virilha, que pode drenar pus.

Linfogranuloma venéreo (LGV)

Causado por subtipos específicos da Chlamydia trachomatis, o LGV começa com uma pequena lesão ou ferida que passa despercebida. Semanas depois, evolui com um inchaço significativo e doloroso dos gânglios da virilha, que podem se unir e formar grandes abcessos.

Existem outras infecções bacterianas na região íntima masculina?

Sim, nem toda infecção bacteriana na área genital é uma IST. Algumas condições podem surgir por desequilíbrios da flora local, higiene inadequada ou complicações de outros problemas de saúde.

Balanopostite bacteriana

A balanopostite é a inflamação da glande e do prepúcio. Embora frequentemente associada a fungos, como a Candida albicans, bactérias também podem ser a causa primária ou secundária. Os sintomas incluem vermelhidão, inchaço, coceira e, por vezes, uma secreção com odor forte. Homens com fimose ou diabetes têm maior risco de desenvolver a condição.

Epididimite e orquite

Vale ressaltar que a menor incidência de infecções do trato urinário por bactérias em homens, em comparação com mulheres, é parcialmente atribuída à defesa natural da próstata, cujas secreções possuem atividade antibacteriana.

A epididimite (inflamação do epidídimo) e a orquite (inflamação dos testículos) podem ser causadas por bactérias de ISTs, como clamídia e gonorreia, que "sobem" pelo trato urinário. Também podem ser causadas por bactérias comuns de infecções urinárias. O principal sintoma é dor e inchaço na bolsa escrotal.

Síndrome de Fournier: uma emergência médica

Embora rara, a Síndrome de Fournier é uma infecção bacteriana gravíssima e de progressão rápida que causa necrose (morte) dos tecidos da região genital e perineal. Ela começa com dor intensa, inchaço e vermelhidão, evoluindo rapidamente para áreas escuras na pele. É uma emergência médica que exige intervenção cirúrgica e antibioticoterapia imediata.

Como é feito o diagnóstico e qual o tratamento?

O diagnóstico de qualquer uma dessas infecções só pode ser feito por um médico, geralmente um urologista ou infectologista. O processo envolve a avaliação dos sintomas, o exame físico da região genital e, na maioria dos casos, a coleta de amostras para análise laboratorial.

O tratamento para infecções bacterianas é feito com antibióticos específicos para cada tipo de bactéria. É fundamental seguir rigorosamente a prescrição médica, completando todo o ciclo do medicamento, mesmo que os sintomas desapareçam antes. A automedicação ou o uso de antibióticos incorretos pode mascarar a doença, piorar o quadro ou gerar resistência bacteriana. Além disso, a crescente resistência antimicrobiana (AMR) é um fator por trás do aumento de casos de infecções bacterianas, o que reforça a urgência do diagnóstico preciso e do uso racional de antibióticos para tratar uretrites e outras infecções íntimas.

Em alguns casos de infecções bacterianas do trato urogenital, como uretrites e prostatites, o uso de probióticos junto com os antibióticos pode ser benéfico. Essa abordagem tem potencial para aumentar a eficácia do tratamento, diminuir a resistência bacteriana aos medicamentos e reduzir efeitos colaterais comuns, como a diarreia.

Como prevenir infecções bacterianas nas partes íntimas?

A prevenção é a ferramenta mais eficaz para evitar essas doenças e suas complicações. As medidas são simples e diretas:

  • Use preservativo: o uso correto da camisinha em todas as relações sexuais (vaginal, anal e oral) é a principal forma de evitar as ISTs.
  • Mantenha uma boa higiene: lave a região genital diariamente com água e sabão neutro, expondo a glande para remover secreções acumuladas.
  • Comunique-se com suas parcerias: uma conversa aberta sobre histórico de saúde e a realização de exames regulares é um ato de cuidado mútuo.
  • Busque avaliação médica regular: não espere os sintomas aparecerem. Realize check-ups periódicos com um urologista.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

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