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Entenda por que a alteração na cor e consistência das fezes acontece e quando ela pode indicar a necessidade de uma avaliação médica.

Você vai ao banheiro e, ao olhar o vaso sanitário, nota algo diferente. As fezes estão líquidas e com uma tonalidade amarelada, bem distante do marrom habitual. Essa mudança pode gerar preocupação e muitas dúvidas sobre o que está acontecendo com seu corpo.
Embora possa ser alarmante, na maioria das vezes, a diarreia líquida e amarela não indica um problema grave. Contudo, é um sinal do seu sistema digestivo de que algo está fora do ritmo normal. Compreender as possíveis causas é o primeiro passo para saber como agir.
A cor marrom característica das fezes saudáveis vem da bilirrubina, um pigmento presente na bile, que é liberada pelo fígado para ajudar na digestão de gorduras. Quando o trânsito intestinal está normal, a bile é processada por bactérias e escurece ao longo do caminho.
Quando ocorre a diarreia, o alimento e os fluidos passam muito rapidamente pelo intestino. Esse trânsito acelerado não dá tempo suficiente para que a bile seja completamente digerida e absorvida. Como resultado, ela é eliminada com sua cor original, mais amarelada ou esverdeada, misturada às fezes líquidas.
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Diversos fatores podem acelerar o trânsito intestinal e causar essa alteração. Eles variam desde hábitos de vida até condições médicas que exigem atenção especializada.
Fatores cotidianos são frequentemente os responsáveis pelo sintoma. O estresse e a ansiedade, por exemplo, afetam diretamente a motilidade intestinal, podendo acelerá-la.
Uma dieta rica em alimentos gordurosos, ultraprocessados ou muito condimentados pode irritar o sistema digestivo. O excesso de gordura, em particular, é mais difícil de digerir e pode resultar em fezes amareladas e oleosas, um quadro conhecido como esteatorreia.
Gastroenterites, causadas por vírus ou bactérias, são uma causa comum de diarreia aguda. Elas provocam uma inflamação no intestino que acelera o trânsito intestinal.
Um parasita frequentemente associado à diarreia amarela é a Giardia lamblia. A infecção por giardíase pode causar episódios de diarreia líquida, amarelada, com odor forte e que pode durar semanas se não for tratada adequadamente.
Algumas doenças crônicas podem se manifestar com diarreia amarela. A síndrome do intestino irritável (SII) é uma condição funcional que afeta os movimentos intestinais, alternando períodos de diarreia e constipação.
Outra causa importante é a doença celíaca, uma reação autoimune ao glúten que danifica o revestimento do intestino delgado. Isso prejudica a absorção de nutrientes, especialmente gorduras, levando à diarreia amarelada.
Problemas no pâncreas, fígado ou vesícula biliar também podem interferir na produção ou liberação de bile e enzimas digestivas, impactando a cor e a consistência das fezes.
Em bebês e crianças pequenas, a diarreia representa um risco maior de desidratação, que pode evoluir rapidamente. A perda de líquidos e eletrólitos é mais perigosa nos pequenos do que em adultos.
Locais com saneamento básico limitado, como a falta de latrinas ou acesso a água potável, o risco de diarreia líquida em crianças aumenta significativamente, especialmente em períodos de calor e chuvas intensas.
Temperaturas mais elevadas e precipitações fortes, principalmente após longos períodos de seca, favorecem a proliferação de bactérias e a disseminação de patógenos, elevando o risco de diarreia.
Se uma criança apresentar diarreia líquida e amarela, especialmente se acompanhada de vômitos, febre ou recusa em beber líquidos, é fundamental procurar um pediatra. Observe sinais de desidratação, como boca seca, ausência de lágrimas ao chorar e diminuição da quantidade de urina.
A diarreia que dura 14 dias ou mais em crianças é considerada persistente e exige atenção médica imediata. Ela está associada a um alto risco de complicações graves, como desnutrição, anemia e comprometimento da função imunológica.
A maioria dos casos de diarreia amarela se resolve em um ou dois dias com cuidados simples. No entanto, alguns sinais indicam a necessidade de uma avaliação médica para investigar a causa e iniciar o tratamento correto.
É importante saber que diarreia prolongada ou muito intensa pode ser um indicativo de lesões sérias no intestino. Isso inclui células danificadas, inflamação e, em situações mais graves, sangramento e inchaço na camada interna da parede intestinal. Procure um especialista se você apresentar:
Para casos leves e de curta duração, algumas medidas podem ajudar o corpo a se recuperar. A prioridade máxima é a hidratação para repor os líquidos e eletrólitos perdidos.
A recomendação principal é aumentar a ingestão de líquidos. Beba bastante água, chás claros, água de coco ou soluções de reidratação oral, que podem ser encontradas em farmácias. Evite bebidas açucaradas, cafeinadas ou alcoólicas, pois podem piorar o quadro.
Em relação à alimentação, opte por uma dieta leve e de fácil digestão. Alimentos como arroz branco, batata cozida, banana, maçã sem casca e frango grelhado são boas opções. Evite alimentos gordurosos, frituras, laticínios e produtos ricos em fibras até que o intestino se recupere.
Essas medidas auxiliam na recuperação, mas não substituem o diagnóstico médico, especialmente se os sintomas persistirem ou se agravarem.
A melhora de um episódio de diarreia infecciosa aguda é geralmente notada quando as fezes passam a ser formadas e de cor amarela ou marrom, sem a presença de muco.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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